Domingo, Janeiro 24, 2010

O sumiço dos livros


do BLOG DA DAI


Era ano novo. Uma virada na vida daquele povo. Muitos fogos. Finalmente a liberdade! O decreto saíra minutos antes da meia noite. Homens, ministros e príncipes trabalharam muito. O povo estava livre. Não haveria mais livros naquele reino. Chegava de leituras, religiões, escolas, filosofia, romances, poesias, ficção científica, ficção.
Buba subiu as escadas, meio bêbado. Estava naquela casa havia muito tempo. Sempre fora um criado esmerado. Atencioso e servil. Não entendia direito todo aquele reboliço, aquela nova lei. Entendia, isto sim, daquela dorzinha no fundo do coração.
Soluçou, de álcool e dor. Urinou um pouco nas calças, mas dera tempo de ir ao banheiro. Pegou aquele cartaz de novo: “Caiu a leitura, livros nunca mais!”
O povo, todos falavam em ditadura intelectual. Homens inteligentes – antropólogos, sociólogos, etc. – falavam em reinvenção do Novo Homem. Nova era. Nova aliança.
Buba, simpático e obediente, correu para seu armário e juntou, com muito custo, todos os seus livros. E não lera a maioria. Começara a ler havia pouco tempo. Aos poucos, via desaparecer, no fundo da caixa de papelão Machado de Assis, a Bíblia, José de Alencar, Nietzsche, Castro Alves, Platão, Tio Patinhas, Playboys…
Suspirou quase resignado. Aqueles homens deveriam saber o que estavam fazendo. Eram agora uma ilha obtusa, pensou, com parada cerebral, cercada de países confusos por todos os lados.
Um Chanceler de uma grande nação considerara perigoso tamanha ousadia, abuso de poder. Sem livros, que país sobreviveria? Entretanto, a ilha era um paizinho fechado ao mundo, auto suficiente e muito bélico. Paradoxo serem eles tão tecnologicamente armados. Tinham até a tal bomba invisível, que matava pelo ar. Um assombro.
O pobre homem deve ter passado horas com Gonçalves Dias sobre as pernas, as velas estavam por um triz. Minha terra tem palmeiras… minha terra tem palmeiras… Acariciou um Lenin, bocejando. Estava tão orgulhoso de sua humilde biblioteca. Adormeceu, ouvindo sabiás.
Acordou com os cacetetes dos guardas. Estava sendo levado ao cárcere. “Memórias do cárcere”. Graciliano Ramos. A professora, os seios arfando sobre a, b, c, d, e… tão linda. Casaria com ela pouco depois. A cabeça doía. O sangue tinha gosto de revolução. Mas era século vinte e dois. Câmeras por todo lado. Chips nos pulsos. Nova era. Sangue e Charles Bukowski. Os seios da professora moreninha. Dormiu.
A primeira visão que teve foi de seu filho chegando com a mãe. Estivera sonhando. Riu, com a boca ressequida. O garoto subiu no colo do pai, o abraçou e beijou.
Buba perguntou: Quer que eu leia uma estória? Mas o filho arregalou os olhos para o pai e gritou: Mamãe, o pai endoidou! Buba, assustado, olhou para a esposa e o filho diversas vezes. Com horror piscava os olhos, enquanto o filho ria: Esqueceu que aqui não temos livros?!


Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

OS INFORMANTES DO REI

Depois de ter colocado aqui aquela história sensacional do Piteco, que brinca com o mito da caverna de Platão, me lembrei de uma outra, do Horácio, que eu tinha lido ainda criança, e que eu acho foda... e com certeza foi importante na formação do meu caráter e personalidade. Procurei achei e tá ela aqui pra vocês, direto da pagina da turma da Mônica:



























Domingo, Janeiro 17, 2010

Como foram os anos 00



anos2000
Via: Estadão


O Mito da Caverna de Platão

por deldebbio no www.daemon.com.br

























Bono Vox, o embaixador da bobagem

por  Paulo Germano do blog fo remix e do jornal ZERO HORA

Mal começou o ano e, pelo amor de Deus, lá vem o Bono Vox dizendo bobagem. Pudera: quem mandou o New York Times ceder para ele um espaço de opinião? As pessoas deveriam ter aprendido, ainda nos anos 1980, que pedir a opinião do Bono Vox é pedir para ouvir bobagem. Mas, enfim, o cara é vocalista do U2…
Bono Vox escreveu um artigo, publicado no domingo, achincalhando quem baixa gratuitamente músicas na internet. Até existem argumentos razoáveis para condenar essa prática, mas Bono Vox prefere sustentar suas “teses” emraciocínios estapafúrdios. Por exemplo: “Uma década de compartilhamento e roubo de arquivos comprovou que os prejudicados são os artistas. Sobretudo os jovens compositores, que não conseguem se sustentar apenas com a venda de camisetas e de ingressos para shows.”
Mentira deslavada! Nenhum jovem compositor teria a petulância de reprovar o download gratuito, como o fazem veteranos feito Bono Vox e Caetano Veloso. Simplesmente porque jovens compositores devem suas carreiras à internet, devem suas vidas à internet, devem cada centavo que ganham à internet, afinal foi a internet que deu a eles o poder de atingir milhares de pessoas sem depender da boa vontade e do questionável aval das grandes gravadoras.
E, se existe um ponto positivo no download gratuito, é exatamente este: quem escolhe os artistas de sucesso agora é o público, e não meia dúzia de cartolas. Ao contrário do que afirma Bono, os artistas que publicamente condenam essa prática são milionários como ele — modelados em outra geração, resistem à adaptação a uma nova realidade fonográfica. E o Remix entende, até concorda com alguns argumentos contrários ao download gratuito. Mas discorda dessa hipocrisia fajuta de Bono Vox, que tenta defender os próprios interesses simulando uma defesa aos fracos e oprimidos.
Bono Vox consegue piorar as coisas ainda mais em outro trecho do texto. Diz que a ofensiva dos Estados Unidos contra a pedofilia na internet revela como “é totalmente possível controlar o conteúdo” que circula na rede. Mas que barbaridade! Logo Bono, que sempre se meteu a engajado — e sempre meteu o bedelho onde não é chamado —, agora compara a exploração de uma criança com a exploração de uma musiquinha do U2.
Deveria abrir a boca só pra cantar. E olhe lá.


Sexta-feira, Janeiro 15, 2010

Google: gigante do bem ou gigante do mal?

por André Crespani e Guilherme Neves no Infosfera 




Na mesma semana, o Google ganhou máscara de vilão e capa de mocinho no jogo do acesso à informação. De perigoso monopólio, aos olhos da ministra da Justiça da Alemanha, a gigante da internet fez o seu cartaz ao ameaçar o abandono de suas operações na China para quebrar o jugo da censura.
       
Recapitulando: a ministra da Justiça alemã, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, se mostrou claramente preocupada com o volume de informação sobre as pessoas que o Google tem sob seu poder.
        
Sabine pediu mais “transparência” para os usos desses dados, e usou uma palavra forte ao descrever a empresa, quase um nome feio para alguns – MONOPÓLIO.
           
Entre Orkut, Gmail, Google Docs e Picasa, é realmente muita coisa pessoal nos servidores da Google.
        
O que eles fazem com toda essa informação? Quem controla esses dados? Quando tudo está nas mãos de um grupo só, estamos a perigo? O Google é uma ameaça? Estas são algumas questões nas entrelinhas do “palavrão” utilizado pela ministra.
     
Foi pintado o monstro.
        
Um dia depois, o temido monopólio rebelou-se contra um império. A Google declarou que vai parar de censurar os conteúdos buscados em sua versão chinesa, ainda que desertar um mercado com 350 milhões de internautas custe alguns milhões de dólares aos cofres da empresa. É possível até que os escritórios no país sejam fechados, dado o desagrado da Google com o assédio do governo chinês. Tudo após um ataque a contas de ativistas de direitos humanos na China no Gmail.
     
Surge o mocinho.
           
Note, porém, que as mesmas perguntas sobre o Google também poderiam ser aplicadas à postura do governo chinês com relação à internet: quem controla os dados (censurados)? Quando tudo está nas mãos de um grupo só, estamos a perigo? O governo é uma ameaça?
          
Obviamente não quero colocar Google e governo chinês no mesmo saco. Um restringe o acesso a notícias contra seus interesses (a China ou o Google?). O outro capta informações sobre usuários sem revelar seus interesses (a China ou o Google?).
           
Quando se trata de informações, todo o poder sobre elas parece mau. Cabe aos usuários, que têm essa opção (pobres chineses) decidir se querem ou não colocar suas informações lá.
          
Se é bom ou mau, prefiro dizer que é uma empresa, com bons produtos, mas que têm se preço.



Domingo, Janeiro 10, 2010

Disfunção Narcotizante


Antes de mais nada, quê isso?

é o blog do Lauro, o qual, convidado que fui, passo a ser um colaborador a partir desse final de semana.

começo colocando aqui, não apenas o link, que é esse: http://www.laurobhz.com/, mas também reproduzindo a integra do post de estréia do Lauro, texto que foi publicado no início da madrugada de hoje:

Antes de mais nada, quê isso?




Faça-se a Luz!


Salve, salve os salváveis dos dias atuais!


Resolvi fazer esse blog para registrar algumas idéias que, não é possível, sejam só deste aqui. Também pra dividir algumas idéias dos outros que eu vejo e, idem, muita gente também deve gostar. O caráter multi-tudo da Web fará o resto.


Disfunção narcotizante, segundo a Teoria da Comunicação, é o efeito que o excesso de informações causa sobre as "massas", tornando as pessoas menos críticas devido ao grande volume de dados a que têm contato.


Achei que essa expressão tem muito a ver com o que terá aqui. As palavras-chave do blog traduzem bem esse fenômeno hoje. A tecnologia é instrumento da comunicação, que gera facilidade de distribuição da mensagem, saturando a todos que não conseguem filtrar e criticar essas informações. 


Como a maioria das audiências hoje se divide entre os que não aprenderam a ter visão crítica e os que desaprenderam a usá-la pela superficialidade do excesso de informação, surge um prato cheio para o foco na tragédia humana que transborda na mídia em geral.


Mas a boa curiosidade vem para ser o filtro que consegue extrair o que é interessante nesse palheiro de informações misturadas que estamos mergulhados.


Da minha parte vocês devem ver por agora muita coisa de Big Brother, de novidades e coisas bacanas em tecnofilia, nostalgias oitentistas e um ou outro protesto contra o tragedismo que está me deixando muito p*to.


Valeu, Mr. Add Mundo, por me convidar como colaborador do Aberto Livre e Sem Censura. Agora faça o mesmo aqui, seu Ferranca! 


Mio amore também está aqui para escrever tudo, até mal de mim. Não sei se o post vai durar muito, mas...rs. Agora vamos ver seu uns malacabados que convidei fazem o mesmo.


O link recomendado é do Burj Khalifa, novo topo humano do mundo, um prédio em Dubai com 828 metros de altura, inaugurado segunda-feira passada. Acho ele bastante simbólico. Mostra o tanto que mudamos, mudamos e somos sempre iguais. Lembra das pirâmides de 5000 anos atrás? 


Então, nada a ver...




Apresentação

Este Blog é espaço para um tributo à liberdade de todos nós.
Discutiremos tudo. Sem censura. Escreva pra mim. Eu publico seu texto e respondo. (concordando ou discordando que da MINHA liberdade eu não abro mão) .

Como também não abro mão da SUA liberdade o assunto você decide (futebol politica e religião são bem vindos, não temos medo de polemica).

MANTENHAMOS UM BOM NÍVEL, POR FAVOR.

Quer publicar um texto?
Escreva para: blogdoed@gmail.com

Polemize aqui não haverá linha editorial ou tendência exponha seus argumentos e os veja confrontados (ou reforçados). Quer falar bobagem? Expor sua arte? Tente colocá-la aqui.

Nosso lema: "Defenderei até a morte o direito de dizê-lo, mas não concordo com nada do que disse."

Muito obrigado pela sua atenção.

ED

Publicado originalmente em 14/04/2006



Domingo, Janeiro 03, 2010

Ranking do Campeonato Brasileiro (era dos pontos corridos)



(clique na imagem para ampliar cada mudança de cor na tabela significa uma participação a menos no campeonato)


Domingo, Dezembro 27, 2009

O que me chamou a atenção no caso Sean






POR PAULO NOGUEIRA PARA A Época



Com o pai antes da confusão: a disputa foi motivada por amor de ambas as partes
ACOMPANHEI A história de Sean Goldman pela mídia estrangeira, sobretudo a americana. Vivo em Londres, e meu trabalho está conectado à situação internacional. Minhas leituras jornalísticas concentram-se quase que 100% nos noticiários de fora, sobretudo os ingleses, e em parte os americanos. Como assinalei no texto anterior, me chamou a atenção, negativamente, o tom exacerbadamente patriótico e claramente maniqueísta dado pela maior parte dos jornalistas americanos ao assunto. Parecia o bem contra o mal e quando é assim as decisões ficam mais fáceis. Mas não era este o caso. Como também escrevi, para mim era um segundo choque negativo em pouco tempo. Pouco antes, também fora rasamente nacionalista o tom dado ao julgamento na Itália da estudante 
americana Amanda Knox, condenada a 26 anos pelo assassinato de Meredith Kercher, com quem rachava uma casa em Perúgia, cidade universitária. Amanda foi tratada como vítima pela mídia americana, numa absurda inversão de papéis. Para que fique claro. Sou, há longo tempo, um admirador da mídia americana, para mim uma das melhores do mundo. Não passei um único dia de minha carreira, desde que ingressei na Veja garoto ainda em 1980, sem ler e consultar revistas americanas.  Depois da BBC, ninguém faz jornalismo tão bem quanto o New York Times. Aprecio, além disso, amplamente o espírito americano — empreendedor, democrático, meritocrata, informal. A flexibilidade da sociedade americana é exemplar: o dinheiro pode mudar de mãos se quem nasceu com 
muito for inepto e quem nasceu com pouco trabalhar firme e bem.  Muitas vezes, embora nem sempre, os Estados Unidos combateram o bom combate, como quando enfrentaram o nazismo e o imperialismo soviético, ou, em menor escala, quando fizeram carga contra o Muro de Berlim. De antiamericano nada tenho, portanto. Em minha carreira muitas vezes fui chamado de americanófilo, até por quem não sabia o significado disso. Se há preconceito em mim, é a favor dos Estados Unidos, e não contra. Isto posto, não sabia, ao chegar ao Brasil para as festas de fim de ano, o quanto o caso Sean apaixonara brasileiros e americanos. Só tive consciência disso na repercussão do texto que escrevi ontem, em que falava do Natal duro a que estava condenada a avó do garoto. Se antes já me impressionara a falta de objetividade dos jornalistas americanos, outras coisas me surpreenderiam depois. 
A primeira, a maior delas, foi o ódio de muitas pessoas à família brasileira de Sean. Sei o quanto é difícil gostar de advogados, ainda mais bem sucedidos, como é o padrasto brasileiro de Sean. E sobre avó materna que disputa com o pai a atenção de uma criança, bem, minha história é longa e não cabe contá-la aqui.Mesmo com todos os descontos dados a assuntos por natureza explosivamente emocionais, me deram um calafrio certas reações desumanamente  odiosas contra quem, afinal, foi derrotado numa causa tão complexa, em que o principal componente foi o excesso de amor. Muita gente, nos comentários ao texto de ontem, desejou que a avó sofra imensamente, e isso porque era Natal. Algumas pragas foram escritas em letras maiúsculas, o que significa berro. É inútil desejar sofrimento a quem com certeza sofrerá, mas isso não deteve quase ninguém. Também li que o lado brasileiro usou o garoto para certas fotos dramáticas. Pode ser, embora ache que isso 
se deva a desespero e não a cálculo. Mas por que medir de outra forma a imagem sorridente de Sean ao lado do pai? O que aconteceu aí, a meu ver, foi o duelo do marketing da infelicidade contra o marketing da felicidade, sendo que o último é desnecessário, uma vez que a causa já foi vencida. Outro ponto que sublinharam nos comentários foi o papel da mídia brasileira, “tão parcial quanto a americana”. Não acompanhei o caso pelos veículos brasileiros, como expliquei no primeiro parágrafo, mas de ontem para hoje pesquisei razoavelmente. Não vi, em nenhum lugar, a versão do pai tão bem contada como num vídeo de 7 minutos do Fantástico, que achei no twitter. Ninguém faz uma reportagem daquelas quando o objetivo é ser parcial; basta não dar voz ao pai se 
você  quer contar apenas a parte do drama que convém. Quem contava a história, ali, era ele mesmo, o pai, numa conversa com um repórter na casa (muito boa) que será  de Sean. O vídeo está aqui, para quem queira tirar a limpo minha afirmação. O que vi e ouvi reforçam minha impressão de que a justiça acertou: ali emerge um 
pai amoroso, dedicado, com plenas condições de dar uma vida boa ao filho. Se isso não ocorrer, todo mundo logo saberá, dada a notoriedade do caso. Também ficou reforçado em mim o sentimento de pena pela avó brasileira, que não apenas perdeu a companhia do neto,  já tendo enterrado a filha, como conquistou a raiva assassina de muita gente —  e não estou falando apenas de americanos. Pai e filho provavelmente se redescobrirão rapidamente, é é bom que assim seja. Para a avó, os dias e as noites serão longos, frios e escuros.



Comentário meu:

Caríssimo Paulo, quando você recebeu comentários sobre a cobertura parcial da mídia brasileira, isso aconteceu porque de fato foi assim que a cobertura aqui se deu. Realmente houve esse espaço no fantástico, mas não houve outros, e faz tempo que a família (a parte brasileira) e os advogados dessa ocupam espaços na mídia do brasil (e continuam ocupando). Mas o espaço para o pai de Sean, não é a pior parte dessa cobertura parcial.


Nenhuma palavra sobre o impedimento do contato da criança com o pai e demais membros do lado paterno da família (por 5 anos).


Nenhuma palavra sobre a lavagem cerebral a que foi submetida a criança manipulando os seus conceitos sobre seu pai e seu país de nascimento, que apesar de não ser tratado pela imprensa foi facilmente percebido pela audiência, pelo próprio comportamento da família e dos advogados no vídeo, e tudo isso pode ser também percebidos nos autos.


Mas sim eu considero normal, que a mídia brasileira, feita por profissionais brasileiros, empregados por empresas  brasileiras e com consumidores brasileiros seja parcial em favor de um lado brasileiro. Como também é normal isso acontecer do lado americano (não entendo sua decepção).


Sobre sua preocupação com o natal da avó, entendo e concordo que ele foi triste, como também será o próximo e o outro numa sequencia até o fim de seus dias, mas isso se dá pela própria postura dela e da falecida filha dela que não se esqueça SEQUESTROU o próprio filho porque a palavra é essa. Ela fugiu dos Estados Unidos com um filho cuja guarda era compartilhada com o pai, sem o conhecimento deste. Aqui, primeiro a mãe, depois o segundo marido dessa e a avó cercearam a liberdade dessa criança. Impediram o contato dessa com o pai (e aqui eu não falo de cartinhas respondidas, que o advogado mostrou aos berros, porque isso não é contato entre pai e filho). Assim sendo a separação ora traumática que acontece, assim o é porque a desastrada parte brasileira, desde a mãe até os digníssimos juizes que deram qualquer tipo de decisão favorável ao lado brasileiro, passando pelo padrasto, tio, avó, mídia brasileira e os patéticos advogados desse lado da querela; agora depois do dantesco espetáculo protagonizado e patrocinado pelo lado brasileiro da família de Sean quando da entrega, eles só poderão vê-lo seguindo as regras que serão definidas pelo judiciário americano (que assim como a imprensa, é muito mais desenvolvido que o nosso) e que provavelmente definirá por visitas com horário determinado e supervisionadas.


Colherá a avó, o que ela e os seus , plantaram, sendo no fim justo todo o sofrimento que ela agora, não apenas sente, como alardeia pela imprensa.


De fato, não me comove não.







Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Chegou o salvador da pátria

Por ALBERTO MURRAY NETO via blog do Juca Kfouri

Chegou o salvador da pátria ôô, chegou o salvador da pátria ôa!

Foi assim, parodiando versos carnavalescos que o Comitê Olímpico Brasileiro anunciou aos quatro ventos a contratação do super Steve Rush e de sua consultoria norte americana, a TSE/Consulting.

Naquele debate havido no Senado Federal, em que o presidente Nuzman retirou-se do recinto, seu substituto na mesa, acuado pelas perguntas dos senadores, tentava explicar que um dos grandes legados do Pan Americano teria sido o know how adquirido por brasileiros em organizar competições de grande porte.
Ora, o ex-jogador de vôlei sentado ao meu lado, levantou a bola de maneira tão perfeita, que não me restou outra opção que não cortá-la e fazê-la explodir no chão da quadra adversária.
Ao ouvir aquele comentário do representante do COB, eu retruquei sem pestanejar:
"Ora, se vocês aprenderam com o Pan a organizar eventos de grande porte, por que razão contrataram a empresa suiça EKS, a peso de ouro, sem licitação pública, para prestar assessoria para a campanha olímpica?".
Uma moça que estava sentada na platéia olhou para mim e sorriu.
Os senadores sacudiram a cabeça positivamente. E não houve resposta da outra parte.

Pois é, o COB adora contratar consultoria no exterior.
Agora quem vem por aí é o Mister Steve Roush, ex-diretor de alto rendimento do Comitê Olímpico dos Estados Unidos ("USOC") e sua empresa de consultoria TSE/Consultings.
Ele vem para alavancar os resultados olímpicos em 2.012 e 2.016.
Além de seus conhecimentos olímpicos que nos farão virar potência, o Mister Roush vai trazer a mulher barbada, um doberman albino e o homem de três pernas, além de uma belíssima loura que vai cortar em três pedaços dentro de uma caixa e depois do olhar atônito dos nossos pajés olímpicos, retirá-la do mesmo caixote sem um arranhão sequer.
Além de dar conselhos olímpicos, Mister Roush também entortará colheres com a força de seu pensamento e tirará um ornitorrinco de dentro de um ovo de cordorna.
Vamos passar a chamá-lo de o Mago Steve Roush, aquele que em um passe magistral de ilusionismo, transformou o Brasil em potência olímpica.

Não interessa se não temos esporte nas escolas.
Mister Roush não quer saber se o país tem alguma política esportiva de longo prazo levada a sério pelo governo federal, que possibilite o esporte para todos.
Mago Roush fará do Brasil um celeiro de medalhistas, com a mesma simplicidade com que transformará um lenço em um pombo branco.
Afinal de contas, Mister Roush esteve à frente da equipe norte americana em três edições olímpicas.
E ainda afirmou, na nota divulgada à imprensa, que "o cenário esportivo brasileiro atual é muito semelhante a situação que encontrei nos Estados Unidos em 1.999".

O Mago tem razão.
Em 1.999, assim como no Brasil, somente 12% das escolas públicas dos EUA tinham algum tipo de quadra esportiva.
Os "elefantes brancos" construídos pelo USOC apodreciam por falta de uso.
O povo não tinha acesso aos esportes.
As universidades padeciam pela falta de organização esportiva. 
Os atletas norte americanos deixavam de viajar por falta de dinheiro.
Tinha medalhista olímpico recebendo pouco mais de US$ 500 (quinhentos dólares) por mês para treinar e viver. 
Em 1.999, seguindo a brilhante coerência de pensamento do Mister Roush, as atividades esportivas no seu país de origem eram paupérrimas, assim como o são no Brasil atual.
A história do esporte dos EUA divide-se antes e depois do Mister Steve Roush.
Mesmo com aquela pobreza, já no ano seguinte, sob os auspícios do Mister Roush, os Estados Unidos tornaram-se, nos Jogos de Sydney, uma potência olímpica.
Que coisa estupenda esse Mister Roush!

É uma pena que, ao contrário do que afirmou o representante do COB no Senado Federal, não tenhamos no Brasil alguém capaz de cumprir esse papel para o qual foi escolhido o Mr. Roush.
Certamente, o Mr. Roush vai ensinar as Confederações de levantamento de peso, esgrima, canoagem, remo, tênis, tênis de mesa, rugby, golfe, ginástica a formar medalhistas.
Será esse Mago estadounidense de grande utilidade para o esporte brasileiro.

O Mago e sua consultoria serão pagos com dinheiro do povo, que recheia os cofres do COB.
Se ele foi contratado com licitação pública, como obriga o artigo 4 do decreto que regulamenta a lei Piva, o COB não divulgou em sua nota à inprensa.
Também não divulgou o valor do contrato.
Isso será, portanto, matéria para o Ministério Público Federal.

Qual será a próxima super contratação do COB?
Se não der certo com esse Mister Roush, ali na Barra Funda tinha a placa de um mágico argentino radicado no Brasil, que se via da rua.
É o Lipan Magic Show. Deve ser bem mais baratinho.


Terça-feira, Dezembro 22, 2009

O Terrorismo Pisco-ecológico

Antes de começar e descrever este raciocínio que tive, vou antes de mais nada dizer que creio no aquecimento global, acho que sem dúvida ele está acontecendo, e acho também inquestionável que há influênia da atividade humana nessa situação. Mas há outras coisas em que acredito, como outras influencias concomitantes, a capacidade do proprio planeta de se adaptar e outras tantas crenças. Respeito também quem crê em situações outras, diferentes das minhas e/ou da maioria.

Terminada a COP15, devo dizer que fiquei triste por ela não ter tido resultado nenhum (vão tentar reduzir a magnitude desse fracasso porém inutilmente, porque foi sim estrondoso), eu estou longe de ser um eco-chato, mas já há mais de 20 anos, desde a infância que tenho posturas ambientalmente preocupadas (reduce, reuse, recicle), uso inteligente de energia e outros insumos, descarte cuidadoso de materiais tóxicos e/ou recicláveis, isso tudo muito antes dessas coisas estarem assim tão em voga. E sempre agi assim, mas só na atitude, nunca fui de discursos, pregações ou algo que os valha. Eu de fato gastaria que fosse estabelecida uma nova ordem mundial mais ecologicamente correta. Acho que seria bom para o ambiente, para a economia e para o desenvolvimento de países pobres. Acho que seria bom até para a solução de conflitos internacionais e/ou regionais.

Mas nesse texto aqui, serei como Michael Moore. Cético.
Não vou falar dos e-mails roubados com indicios de manipulação de dados para convencer o mundo dos perigos do aquecimento. (isto porque acredito que em politica é assim, uns forçam para um lado, outros para o outro, então creio, há manipulação de dados tanto por quem acredita na influencia do homem no aquecimento global e em seus perigos, como também há na trincheira oposta - cabe então a cada um filtrar essas informações todas, ver o que lhe parece mais factível e coerente e nester ponto ter suas conclusões, que quero crer que para a maioria das pessoas não será nos extremos defendidos por qualquer parte.)
Não. O que tratarei aqui, parte só de argumentos confessáveis do lado dos ecologistas.

Para começar, vamos nos lembrar de décadas passadas, que como eu tem mais de 30 anos deve se lembrar da última grande tricheira ambiental mundial, e todos os impactos até agora discutidos, falo da camada de ozônio. O ozonio é um gás de fórmula O3, que apesar de ser formado apenas por átomos de oxigênio, não deve ser respirado podendo ser até mesmo letal, mas é um gás leve, que na atmosfera forma uma camada, a ozonosfera, que é parte da estratosfera. Essa camada forma um escudo contra os raios ultra-violeta emitidos pelo sol e tidos como cancerígenos.
Eis que há um outro gás, o Clorofluorcarboneto, que até a década de 80 era bastante usado em geladeiras e aerossois, que era bastante reagende ao ozônio, e quebrava essa molécula e teria criado então um gigantesco buraco na camada de ozônio.
Na época o discurso era que no ano 2000, as pessoas não poderiam sair a luz do dia sob pena de ter câncer de pele. Já naquela época, não deveríamos tomar sol entre as 11:00 e as 14:00 e deveríamos usar protetores solares com alto fator de proteção (o máximo que existia à época era o fps 15), isso é o que nos era dito lá pelo ano de 1987. As pessoas mais acostumadas ao sol, morenadas pela praia, usavam protetores co fps 2, 4 as vezes 6. Só os branquelos de pele sensivel (leia-se que viravam pimentões ardentes sob efeito do sol), usavam protetores com fator 10, 12 ou 15 (eu sempre usei o 15 e sempre fiquei todo vermelho). Mas não vi toda a propalada ocorrencia de cancer de pele aumentar, aliás estamos em 2009 e eu continuo podendo saiir no sol. Sabe outra coisa interessante, hoje vejo indicações de que não se deve tomar sol das 9:00 as 15:00, e os FPS hoje são 30, 35 e 50 e todo mundo usa.
Lá na década de 80 eram as mesmas pessoas e entidades que hoje berram contra o aquecimento global, que antes brigavam pela camada de ozônio e fizeram o CFC ser totalmente banido de qualquer indústria. Ótimo, beleza, não há mais CFC, mas continuamos não devendo tomar sol, hoje até devemos nos proteger mais do que antes, apesar de não haver nenhuma incidência alarmante de câncer, é assim que devemos proceder e procedemos. Só isso seria suficiente para desqualificar o discurso dessas pessoas? Não é claro que não.

Mas passemos a dados. O tal buraco da camada de ozônio tem hoje metade do tamanho que tinha na década de 80 (devido ao banimento dos CFCs), torna-se completamente incoerente então a indicação de cuidados maiores hoje com os raios ultravioleta, do que na década de 80 quando seus efeitos eram já conhecidos e a ameaçã era maior pelo tamnho do buraco na camada de ozonio. Em segundo lugar, o ozonio lá em sua cada estratosférica,absorve os raios ultravioleta, e então se aquece, sendo portanto um poderoso gás de efeito estufa. Tendo esta camada de gás no exterior da atmosfera se aquecendo por radiação ela impede que o calor deixe a terra por convecção e contato, o que acontece então o tal buraco, sobre a antártida permite que o calor da terra deixe o planeta por aquela região permitindo que o continente gelado assim permaneça, ajudando a regular a temperatura de todo o globo. Com sua redução em tamanho, diminui também esse efeito sobre a Antartida, assim a periferia do continente tem se aquecido e descongelado gerando efeitos em todo globo, enquanto o interior do continente continua protegido pelo buraco na camada de ozonio, mantêm-se gelado, por enquanto. Acontece que o buraco na camada de ozonio continua a diminuri e deve, até o fim do século a camada estar totalmente recomposta, aquecendo ainda mais a antartida e por consequencia o mar e por fim o mundo.

Não é portanto, uma conclusão totalmente errada que o aquecimento global, tal como demonstrado hoje, pode ter uma de suas causas, na luta dos mesmos ambientalistas que hoje o combatem, ao combaterem no passado os CFCs. Não tendo resolvido um problema que nem mesmo chegou a se demonstrar, do câncer de pele, nem de cuidados relativos ao sol, podem ter acelerado a questão do aquecimento do globo, talvez até de forma definitiva.

E devo dizer, que não me assustaria, e até acharia engraçado, quando acontecer, e eu acho que vai acontecer de alguém aparecer com a idéia de lançamentos massivos de CFCs na atmosfera como forma de conter e/ou reverter o aquecimento global (e aí com grande impacto no valor de empresas de protetores solares que então passarão a FPS 150, 200 e 500).




Copenhague, uma conferência histórica


Por Eduardo Nunes no blog do Nassif


Cheguei a Copenhagen vindo de uma visita de trabalho ao Haiti (onde a presença brasileira é também apoiada e criticada, mas é reconhecida como determinante). Por mais distantes que a pobre Porto-Príncipe e sofisticada Copenhagen estejam uma da outra, ambas estão mais perto do Brasil e do novo sistema de poder internacional do que nos fazem crer os parciais editoriais.
Por dever profissional (trabalho em uma ONG Internacional de Desenvolvimento), estive em algumas conferências e reuniões de alto nível da ONU, desde a primeira, a ECO-92. Mas, não estava preparado para o que ocorreu na semana passada, na COp15, em Copenhagen.
Muitas foram as surpresas. A primeira foi perceber que a reunião da qual estava participando era vista de forma totalmente parcial pelos que a acompanhavam daqui do Brasil (talvez, do mundo?). A imprensa mostrou manifestações (alias, como se isto fosse algo ruim), conflitos e um impasse improdutivo. Eu participei de outra COP. Saí como a maioria, frustrado com a não assinatura de um acordo “amplo, justo e legalmente vinculante”. Mas, pouco vi manifestações (confinadas a determinadas áreas e horários). Presenciei avanços impensáveis, há pouco. E testemunhei um marco da mudança profunda na geopolítica global.
Vi uma conferência que além da intensa participação das “partes” (Estados Nacionais), contou com uma inédita forte presença de setores corporativos (com destaque para o financeiro), não-governamentais e multilaterais. Houve e sempre haverá conflitos. Mas avançou-se em iniciativas concretas [ara redução de emissões de diversos gases (a imprensa desprezou os importantes avanços em “green-house emissions’, CFC e outros). Na mesma conferência, centenas de projetos foram apresentados, discutidos, ampliados e acordados. Parcerias de todos os tipos foram celebradas. Representam além de alguns bilhões de euros, novos mapas de ação que coordenam setores privados-governamentais-multilarais-sociedade civil. Projetos que suplantam fronteiras nacionais e criam novas geografias de cooperação.
Tudo isto é ainda insuficiente. Mas, diante das dificuldades de um mundo real, não é pouco. Fora as frases de efeito dos chefes de estado, aqueles que prestaram atenção aos discursos veriam que a maioria deles apresentou fatos e ações que já estão em curso. Somados, elas representam avanços importantes.
As manifestações (que não interferiram com os trabalhos, dentro do Bella Center) e a desorganização comum a eventos deste porte (atrasos em credenciamento, mudanças de salas de reuniões, etc.) não mudam o que ocorreu. No caso das manifestações, a imprensa deveria perceber que elas representam uma tentativa (ainda débil, reconheço) de abrir o sistema de decisões internacional a críticas. Mesmo restringida (mas, nunca proibida) nos últimos dias do evento, a participação ampla de observadores privados e não-governamentais também mostra um progresso. Democracia provoca uma dinâmica que alguns setores conservadores insistem em chamar de “bagunça”. Protestos, impasses e discordâncias são do processo democrático.
Por fim, e talvez mais importante, foi a constatação de que esta não foi uma conferencia sobre clima. Foi uma reunião sobre o novo sistema de poder internacional. Nunca, como brasileiro, havia me sentido no centro de uma discussão. Para o bem e para o mal. Antes, ou éramos vistos como irrelevantes, ou como “bonzinhos bem intencionados”. Mas nunca como líderes. Nunca como protagonistas. Até agora. Colegas de outras ONGs internacionais me buscavam para ter informações e conseguir falar com a delegação brasileira. Todos que me encontravam tinham uma posição a expressar. Um apoio, uma crítica. Todos sabiam e reconheciam o novo papel.
Todos menos a imprensa brasileira.
Desde o início, era sabido que o Brasil teria posição protagônica em qualquer resultado da COP15. China e Índia também. Não houve reunião importante na qual o Brasil não estivesse presente. A diplomacia brasileira, com um profundo conhecimento do intricado e burocrático sistema decisório e processual da ONU, conseguiu barrar a maioria das manobras dos países ricos. Como os dois textos “fantasmas”, plantados pela presidência dinamarquesa da conferencia. É só rever as gravações que se perceberá que ambos textos foram desmontados a partir de falas dos representantes brasileiros.
EUA e EU (Japão e Rússia tiveram papel tímido nesta COP) estavam acostumados a ditar tudo. Controlavam as estratégicas relatorias das comissões, enquanto colocavam diplomatas de países pobres nas burocráticas presidências dos grupos. Compravam pequenos e dependentes países com acordos de cooperação. Desta vez não. Brasil e China assumiram um papel de liderança dos “emergentes”, negociaram e apoiaram os países menos desenvolvidos. Quando EUA e EU começaram a ceder alguma coisa (no fim da 6af, dia 18), mesmo com a concordância do Brasil, Índia e China, foi a vez dos liderados dizerem não. Outra novidade. Mostra que o Brasil não exercerá o tipo de liderança dos EUA, hegemônica. Não é, juntamente com Índia, uma nova potência. É um novo tipo de liderança. Expressão de um mundo mais complexo e multipolar.
Dentro destes líderes, a China ainda mantém uma postura mais tradicional de liderança porque tem países em sua órbita de dominação.
Força e potencial econômico, biomassa e petróleo, diplomacia com prioridades nas relações SUL-SUL, carisma pessoal do presidente, etc. Cada um pode e deve discutir os motivos que levaram o país a assumir esta posição (que não é relativa ao clima, é no cenário internacional como um todo). Se bom ou ruim, cada um faça seu juízo. Mas, não é possível que estejamos ignorando este novo papel global e discutindo suas implicações.


Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

Replicar e Treplicar

A long, long time ago, in a galaxy far, far away...

Este blog foi iniciado, e no princípio, apenas textos originalmente escrito para ele eram postados. Fossem meus, dos administradores convidados, ou das pessoas que escrevem para o blogdoed@gmai.com, depois de um tempo, comecei a buscar textos desses  colaboradores em suas próprias páginas. Mais a frente comecei a colocar textos que encontrava pela rede e que julgava interessante  para este espaço.

Esse processo foi se estabelecendo e se enraizando, até que eu passei um tempo distante desse espaço, e minhas leituras foram se acumulando até que ontem, num esforço para colocar as coisas em dia, publiquei, publiquei e publiquei coisas que não eram minhas...

Julguei agora que cabia uma explicação, sobre o que levou às mudanças de procedimento nas decisões de publicação aqui.

Não é como muitos poderão pensar, que seja preguiça de gerar conteúdos, que me faz utilkizar conteúdos outros para este blog (e não é mesmo, porque, creiam, dá muito trabalho, procurar e peneirar esses conteúdos e publicá-los aqui com a devida citação e linkagem). A mudança é de entendimento da rede, desse espaço e do mundo virtual. Eu continuo e quero continuar sempre, gerando conteúdo, na medida em que o tempo me permita, e as idéias surjam e sejam postas em prática. Mas o poder concedido a nós internautas e blogueiros, na sociedade da informação compartilhada é, e deve ser maior do que isso.

Ao replicar um texto de outrem, seja um peródico de grande circulação, uma coluna de personagem bem posto na sociedade, ou de um blogueiro que atualiza vez por ano sua página, não estou simplesmente, me utilizando do trabalho deste para preencher o espaço do meu blog (mesmo porque não sendo meu blog uma atividade profissional, eu não teria nem mesmo que colocar nada, e nada que eu coloque me retorna em dinheiro, prêmios ou qualquer outro benefício). Quando aqui publico algo de outra pessoa, estou compartilhando com ela, o meu público (é pequeno, eu sei), a minha credibilidade, a minha reputação. Como cito e linko, dou a oportuidade, a quem me lê, de conhecer e ler o que o escritor diz. Digo a esses, que vale a pena, que concordo (pelo menos em parte), ou que discordo frotalmente, quando cito para desconstruir depois, mas que respeito, e que prezo pela discussão em alto nível.

Ao copiar textos que traduzam meu pensamento, que coincidem com meus interesses e posturas, faço reverberar na sociedade, não apenas a virtual, mas a sociedade como um todo, o mundo inteiro as crenças e atitudes com as quais me coaduno. Digo assim para os grandes geradores de conteúdo, seja jornalístico, seja entretenimento, o que é que me interessa, o que eu gosto, como eu acho que deve ser...

Replico e treplico, porque esta é apenas mais uma das formas que tenho e uso, para ajudar a fazer com que o mundo seja da forma como eu gostaria, e acho que deve ser.


Eu não compro mais nada na UZ Games (atualizado)

de Alexandre Maron no seu blog

Faz tempo que não escrevo aqui. Correria, correria total. Volto irritado com a dura realidade de que morar aqui no Brasil significa ser mal atendido, por gente despreparada e que trabalha sem padrões básicos de como atender clientes.

Deixa eu explicar. Comprei um Lost Via Domus, do X-Box 360, usado, na unidade da UZ Games do Shopping Eldorado. Faço isso há anos, mas sempre comprei jogos nos Estados Unidos e na Inglaterra. Aqui a coisa é diferente, né?

O fato é que o jogo veio com defeito. Não rodava direito e eu fui na loja trocar. Me desloquei no dia seguinte até o Eldorado, cheguei na loja e eles não tinham aquele título. “Vamos pedir o jogo em outra loja e você vem aqui amanhã pegar.” Mas eu não queria voltar no dia seguinte, precisava resolver naquela hora. Propus trocar por algum outro jogo e eu pagaria a diferença. Não. Não pode.

Como assim não pode? Eles não tinham o título, eu não queria ter que voltar outro dia. Era simples. Troca-se por outro jogo e pronto. Voltar lá significaria pagar estacionamento de novo, gastar gasolina ou condução, perder mais umas duas horas da minha vida.

Mas não. Não pode.

Como assim? Sabe por que em outros países mais arrumadinhos eu conseguiria trocar? Por um motivo simples. As pessoas resistem a comprar esses produtos usados. Para resolver essa desconfiança, você precisa fazê-lo acreditar que a compra de um jogo usado é algo seguro. Tratá-lo com desconfiança, como se ele fosse desonesto apenas o afasta de você. É preciso, enfim, ter uma política seríissima de relacionamento com seu cliente

A UZ Games não tem. O funcionário não tentou entender meu problema, não quis saber e foi peremptório: Não pode. Azar o meu.

Eu não compro mais na UZ Games e pronto. Apesar de ter comprado alguns jogos com eles antes, apesar de ser um cliente sério, apesar de ter um problema legítimo, eles não se importaram comigo, o cliente que confiou neles e comprou um jogo usado. Eles me mandaram voltar depois. Nao volto nunca mais.

Atualização: Fiz a troca. O funcionário, em vez de simplesmente me entregar a outra caixinha com o Lost, começou uma operação de teste do jogo. Algo completamente sem sentido. Se eu estava trocando pelo mesmo jogo, se eu me desloquei até lá, o teste (pelo menos usando o meu tempo) era inútil. Para que eu teria o trabalho de ir lá outra vez para trocar o mesmo jogo se ele estivesse funcionando?

Eu avisei que não ia adiantar nada ele testar. O jogo não roda no meu XBox e pronto e eu tinha que ir embora. Por que não simplificar? Entrego meu jogo, você me entrega o substituto. Peguei a outra caixinha e fui embora.


O que é ILIMITADO nas planos da VIVO ???

por Eduardo Coutinho no meudejavu


É isso o que a falta de concorrência faz. As operadoras de telefonia (fixa ou móvel) estão totalmente descoladas das práticas mundiais em relação ao serviço de Banda Larga mas de que adianta reclamar ? Trocar de país não é uma opção e de operadora só irá mudar o endereço de quem me faz raiva.

De qualquer forma fui vítima esse mês do já famoso plano ILIMITADO COM LIMITAÇÕES da VIVO e queria muito saber como eles se justificavam por isso. Bem, segue a resposta da empresa:
Prezado Senhor, bom dia!
Em atenção ao seu e-mail, informamos que toda utilização é contabilizada para a medicação dos dados trafegados, tanto uso de páginas quanto downloads e ao atingir 2G poderá ter a sua velocidade reduzida para 128Kbps até o inicio de sua próxima franquia quando sua velocidade será restabelecida para a velocidade padrão, conforme o parágrafo 4.3 do Contrato de Adesão ao Serviço Vivo Internet que diz que nos pacotes de dados ilimitados a velocidade de acesso pode ser reduzida quando atingido determinado o volume de dados trafegados no ciclo vigente.
Vale lembrar que é uma prática de mercado, que vem sendo utilizada também por outras operadoras (Tim e Claro reduzem a velocidade em 1GB - metade do volume utilizado pela Vivo).
É importante que fique clara a diferença entre tráfego de dados e velocidade para que entenda que a redução na velocidade não interfere na quantidade de dados que poderá trafegar até o término do seu ciclo de faturamento.
Tráfego de dados é a quantidade de arquivos que acessa, baixa, etc, já a velocidade refere-se a taxa de dados para que o tráfego ocorra, portanto no tráfego de dados é medido o tamanho do arquivo que acessa (como ler notícias na web, receber ou enviar e-mails, utilização do Messenger, download de fotos, vídeos, etc) e na velocidade qual a taxa de dados utilizados para que acesso a estes arquivos.
Desta forma estando com a velocidade de 1Mbps ou 128Kbps, conseguirá baixar arquivos da mesma forma, independente do tamanho do arquivo, o que mudará e a velocidade em que o download ocorrerá, o que explicita claramente que não há restrição de dados em seu plano.
Esclarecemos que Plano Ilimitado quer dizer que seu plano não possui limite para a utilização de dados trafegados, o que não tem relação direta com a velocidade, pois independentemente da velocidade que está atingindo, ainda assim não há limite para o tráfego de dados sem qualquer cobrança adicional.
O recebimento do protocolo deste atendimento será direcionado via SMS em horário comercial na data de envio de nossa resposta.
Reiteramos que a Central Fale Conosco, está a sua inteira disposição para qualquer tipo de solicitação, tanto no esclarecimento de dúvidas, quanto na prestação de serviços.
É muito importante sua participação para avaliar o atendimento prestado pela Equipe Fale Conosco.
Por favor, acesse nosso portal de avaliaçãohttp://www.vivo.com.br/portal/atendimento_avaliacao.php
Colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos através deste canal de atendimento ou da nossa Central de Relacionamento através do *8486 de qualquer celular Vivo ou ainda do 1058 de qualquer telefone fixo.
Atenciosamente,
Fagner Santos
Equipe Fale Conosco
www.vivo.com.br
Em resumo, ILIMITADO MY ASS !!!







8 regras (sem sentido) seguidas por todos os filmes de quadrinhos

por Isabela Cabral no giiblog via crisdiasweblog


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Hollywood é uma terra de dinheiro e covardia. Todo grande filme é uma aposta de 150 milhões de dólares, então tendem a seguir uma fórmula de sucesso para garantir segurança. Isso está mais do que evidente. Nos filmes baseados em HQ’s, é sempre seguida a maioria, se não todas, das oito regras a seguir.

8. O primeiro filme requer uma história de origem tediosa


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Por alguma razão desconhecida, a tradição estabelece que o primeiro filme deve consistir em algo que ninguém pagou para ver: o super-herói como ele vivia antes de poder fazer as coisas legais de super-herói.
Outros gêneros não têm essa necessidade; Duro de Matar não gastou metade do filme com John McClane praticando pontaria, Rambo não mostrou o Rambo em treinamento básico por uma hora. Por que não podemos ir logo ao que interessa? Ao invés disso temos que assistir Peter Parker dando duro como fotógrafo, e Bruce Banner trabalhando quietinho como cientista, como se tivéssemos que primeiro apreciar o tédio de suas vidas normais antes de vê-los pulando de um prédio que explode.
origin3E para duplicar o problema, normalmente ainda entram na história de origem de um ou mais vilões, também. Veja! Aqui está um super-vilão fodão quando ele era apenas um cara descontente de jaleco.
Frequentemente, para poupar tempo, juntam essas duas histórias de origem, colocando o vilão principal para matar os pais do herói (independente disso ter acontecido ou não na HQ), simultaneamente iniciando suas respectivas carreiras no heroísmo e na vilania. Um jovem Coringa mata os pais do Bruce Wayne, os do Robin morrem fazem trapezismo, o Rei do Crime mata os pais do Demolidor.
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E também…
Em Homem-Aranha 3, a história de origem anterior é modificada para que o atual vilão (o Homem de Areia, Marko Cain) seja o assassino do Tio Ben, uma idéia inteiramente baseada na premissa de que nenhum dos fãs tem um DVD do primeiro filme.

7. As sequências devem apresentar múltiplos vilões

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Para o primeiro filme, a franquia sempre reserva o vilão mais promissor da galeria de desonestos. Eles não têm escolha, milhões estão em jogo, e se um vilão menor for usado, pode ser que nem sequencias tenham. Infelizmente, isso significa que teremos um decrescente grau de vilões pelo resto da série.
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Deixe-me introduzir a Regra dos Múltiplos Vilões B: Considerando que o melhor vilão foi usado no primeiro filme, todas as sequencias deverão usar no mínimo dois vilões menos populares. Quantidade para compensar qualidade.
Batman de Michael Keaton lutou contra o Coringa primeiro, e então se viu combatendo simultâneamente Pinguim e o milionário Max SherckSuper-Homem lutou com Lex Luthor no primeiro filme, e no segundo esteve contra Lex e mais três super vilões.
Às vezes não cumprem essa regra, tentando trazer de volta o primeiro vilão, independente dele ter morrido ou não no primeiro filme. Filmarão flashbacks se necessário. Lex LuthorMagnetoDr. Destino e o Duende Verde apareceram em quase todos os filmes de suas respectivas franquias – dois deles voltando dos mortos, provando que nada é impossível num mundo em que tanto dinheiro está em jogo.
E também…
Curiosamente (ou desconcertantemente, dependendo do ponto de vista) os vilões muitas vezes aparecem em um padrão previsível: o Crânio, o Corpo e o Atrapalhado.
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O Crânio é o planejador e quase sempre cria o principal conflito que o herói deve resolver. Contudo, uma vez que o plano é geralmente muito simplista e leva uns dois segundos na tela para ser explicado, o Crânio passa a maior parte do tempo abusando verbalmente, ou até mesmo fisicamente, o Atrapalhado.
O Corpo costuma estar lá para expor desunião, vestir roupas de couro apertadas e mostrar nudez parcial. Algumas pesquisas de mercado sugerem que é um recurso para os fãs de quadrinhos.
O Atrapalhado começou como apenas isso, um personagem que anda por aí, normalmente arruinando até a mais simples das tarefas. No entanto, esse papel evoluiu para um mudo ou retardado com enorme força física, mas meio no caminho do Cérebro. Porém, eles ainda são alvo de piadas e abuso por parte dos outros personagens. Além disso, fornecem muito do alívio cômico do filme, que pode ou não ser horrível.
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Ninguém sabe por que essa fórmula tem sido usada tantas vezes. Talvez seja algum tipo de ímpeto primitivo na humanidade em que três faces representam as três eras do homem.  Talvez haja algum profundo conforto psicológico em triângulos ou grupos de três. Talvez seja uma representação subconsciente da Santíssima Trindade ou uma imagem subliminar da Pirâmide Maçônica. Ou, talvez os executivos de Hollywood pensem que somos completos imbecis.

6. Na parte 2, o herói deve revelar sua identidade a alguém

Olha, Hollywood, toda a coisa da “identidade secreta” existe por uma razão. Nos quadrinhos, a identidade secreta dos heróis é a única forma de prevenir que seus inimigos enviem bandos de capangas atrás deles e de suas famílias e amigos.
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Ainda assim, nas adaptações cinematográficas, identidades secretas são frequentemente a primeira perda. Elas normalmente são reveladas no segundo filme da franquia, a uma namorada, alguém da família ou até mesmo ao vilão. Por exemplo, em Superman 2, um Super-Homem desesperado para pegar a Margot Kidder revela sua identidade, submetendo-se a radiação para se livrar de seus poderes, com possibilidade de danos genéticos permanentes, anda do Pólo Norte até o Alaska, e ainda apanha pra cacete no caminho. Espero que ela tenha valido a pena, cara.
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Michael Keaton, também querendo pegar alguém, revela sua identidade secreta em Batman – O Retorno para sua namorada e para o Pinguim, também revelando um fato sobre Batman até então desconhecido: sua máscara é feita de Fruit Roll-Ups.
reveal3Embora nenhum deles possa chegar perto de tocar Peter Parker em Homem-Aranha 2, ele revela sua identidade para:
a) Harry Osbourne
b) Mary Jane Watson
c) Dr. Octopus
d) Um metrô cheio de passageiros


5. A parte 3 deve retratar uma versão maligna do herói

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Hollywood odeia escoteiros, então quase todos os heróis devem se tornar maus, ao menos temporariamente. Quase sempre, essa mudança ocorre no terceiro filme da série. Normalmente, o herói tem que, de alguma forma, combater sua versão do mal, demonstrando com o simbolismo mais tosco do mundo que o verdadeiro vilão está dentro de nós. Sacou?!
A maioria de nós ainda tem tido pesadelos com Homem-Aranha 3, ondePeter Parker, sob o controle da roupa alien, de um nerd pacífico transforma-se em um emo irritante e sem noção. alien do mal, então, junta-se a Eddie Brock para se tornar Venom, a versão maligna do Homem-Aranha, e eles lutam até a morte.
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Apenas levemente menos ridículo foi Superman 3. Incapaz de descobrir o “ingrediente secreto” para kryptonita, Gus Gorman o substitui por alcatrão de cigarro na fórmula, o que faz com que o Super-Homem se torne uma máquina de sexo movida a álcool. Isso então causa a divisão entre um Bom e um Mau Super-Homem, os quais, adivinhe… lutam um contra o outro até a morte.
E também…
Encontram outra maneira de lidar com isso em X-Men 2. Tendo um grupo de heróis, puderam misturar um pouco, fazendo com que alguns dos heróis se transformassem uns nos outros. Deste modo, Fênix deve combater umCiclope com lavagem cerebral, um Professor X com lavagem cerebral quase mata todo mundo, um Noturno com lavagem cerebral quase mata o Presidente, e Wolverine deve lutar contra uma Lady Letal com lavagem cerebral.
Outra variação ocorre em Batman & Robin, em que Batman e Robin, com suas mentes aparentemente manipuladas por Hera Venenosa, discutem. 


4. O herói deve perder seus poderes em algum momento

Ah, brilhante Hollywood! Para tornar o trabalho árduo do herói mais dramático, o super-herói deve perder seus poderes. É a única maneira encontrada pelos roteiristas para espremer drama da história, considerando que a premissa é que o personagem principal é praticamente invencível e não há drama algum nisso. Ainda assim, por alguma razão, isso sempre é tratado da forma mais desajeitada possível.
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Super-Homem, é claro, tem a coisa da kryptonita, mas parece que não sabem determinar direito o que a kryptonita faz com ele. Teoricamente, ele deveria ainda ter todos os seus poderes, mas tornar-se ineficiente em usá-los. Como no primeiro filme, em que a pedra faz com que Christopher Reeve não consiga nadar direito, mas ele ainda é indestrutível (ou então Lex teria o matado com um tiro) e hábil a usar sua super-sexualidade para seduzir um dos vilões a ajudá-lo. No entanto, em Superman – O Retorno, a kryptonita tira seus poderes de invulnerabilidade, permitindo que Luthor o fira.
A franquia Batman lida com isso de forma um pouco diferente, já que oBatman é essencialmente uma pessoa normal com desejo de vingança e obsessão por gadgets. Fora a super-conta-bancária. Mas então, invariavelmente, devemos vê-lo encarando o vilão enquanto está sem sua fantasia. No primeiro filme, Michael Keaton é baleado pelo Coringa em sua sala de estar. Em Batman Begins, o herói leva uma surra vestindo um smoking na Mansão Wayne, e precisa ser deprimentemente resgatado por seu mordomo.
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Talvez o maior dos maiores mistérios de perdas de poderes esteja emHomem-Aranha 2, em que os poderes do herói começam a diminuir aparentemente do nada, e ainda convenientemente quando Mary Jane é sequestrada pelo Dr. Octopus.
Ainda pior, temos a sequencia de O Quarteto Fantástico, onde o elenco todo tem seus poderes trocados pelo Susfista Prateado, de alguma forma, em uma série de eventos muito sem sentido para ser relembrada aqui.
E também…
Essa regra tem ainda mais um detalhe: enquanto sem poderes, o herói normalmente deve realizar um ato heróico. Clark defende a honra de Lois do intimidante Alaskan Diner, e se entrega de mão beijada para ele. Peterresgata uma garotinha asiática de um prédio em chamas.
Aparentemente, isso é Hollywood tentando nos distrair do fato de que prezamos esses super-heróis por terem poderes que obtiveram totalmente por acidente.

3. Os vilões devem invadir o esconderijo secreto do herói

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A anteriormente mencionada invasão e queimada da Mansão Wayne esbarra em outra regra, que diz que em algum momento, normalmente numa sequencia, os vilões devem invadir o esconderijo do herói.
Essa aqui não se limita aos filmes de super-heróis, é uma regra de Hollywood em que, se o herói começa o filme com algum tipo de fortaleza impenetrável, mais tarde ela virará bagunça na mão de um bando de bad guys (assista Eu Sou a Lenda para um exemplo não cômico). Como a regra anterior, essa também facilita o drama e o senso de perigo para o público. Infelizmente, isso também chama a atenção para o quão superficiais são essas camadas.
A Fortaleza da Solidão do Super-Homem é invadida duas vezes em cinco filmes (ambas por Lex Luthor). Com a Batcaverna é a mesma coisa, bombardeada pelo Charada e Duas Caras em Batman Para Sempre, e queimada por Ras Al Ghoul, como já foi mencionado. O apartamento doHomem-Aranha é atacado duas vezes em três filmes, uma por Norman Osborn e outra pelo alien. A Escola Xavier para Jovens Superdotados também é atacada duas vezes, uma pelo exército americano e outra pela Fênix Negraem X-Men 3.
invade2E também…
Essa regra tem a seguinte variação: Se o super-herói está tendo dificuldades, deixar a mocinha “invadir” seu quartel-general sempre dá um jeito (videSuperman 2Batman e Quarteto Fantástico 1 e 2).


2. Um vilão deve se redimir

Todo mundo adora ver uma boa história de redenção, então uma maneira fácil de atrair a emoção do público é com um vilão que de repente tem uma mudança de coração. Acreditamos que esse método de contar histórias foi inventado pelo mundo da luta-livre profissional.
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Temos então Eve Teschmacher ajudando o Super-Homem no primeiro longa,Mística se tornando uma informante do governo em X-Men 3 e Dr Octopussacrificando sua vida em Homem-Aranha 2. Mas um filme em particular levou essa regra aos extremos: Homem-Aranha 3.
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Primeiro você tem Harry Osborn. No primeiro filme ele é um personagem lamentável, ignorado pelo pai e gradativamente perdendo sua namorada. Na parte dois, ele é um bêbado, um tolo e um maníaco vingativo. Já no terceiro filme, o cara ganha redenção ao salvar o Homem-Aranha, sacrificando sua vida no processo. Mas acima de todos você tem o Homem de Areia, que passa por uma similar série de passos, mas exclusivamente no terceiro longa.
E também…
Há cerca de 40% de chance que a “redenção” se revele parte do plano secreto do vilão. Tínhamos Lex Luthor fingindo ajudar o Super-Homem no filme 2,Magneto e Mística temporariamente ajudando os X-Men na segunda parte, até que se aproveitam da situação em seus próprios benefícios. Isso, então, satisfaz a outra necessidade emocional do público, que é acreditar que as pessoas más são más e nunca deveríamos confiar que eles poderiam ser diferentes.

1. O terceiro filme reinicia a franquia

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É raro uma franquia que faça mesmo quatro filmes, então talvez apenas por fazer isso haja uma medalha de honra. Ou não. O problema é que cada filme em uma franquia de super-herói tem que sempre cobrir o anterior, e quando o quarto é alcançado, é muito difícil desviar-se do ridículo.
Consequentemente, usando a lógica de Hollywood, se o primeiro filme se tornar impopular e rejeitado, a única maneira de reparar o dano é recomeçar tudo do zero, ignorando filmes anteriores.
Por exemplo, Superman 4 teve a audácia de provar que todos as críticas estavam erradas ao dizer que nenhum filme de super-herói poderia ser pior do que Superman 3. Foi tão ruim que os estúdios deixaram de lado o elenco por quase duas décadas. Então Superman – O Retorno precisou adquirir um novo elenco, já que Cristopher Reeve sofreu aquele terrível acidente e morreu, e Margot Kidder foi considerada louca, provavelmente por conta do horror de trabalhar em Superman 4. Deste modo, nenhum ator dos quatro longas originais apareceu no quinto, exceto Marlon Brando, que foi trazido de volta dos mortos especialmente para esse longa.
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É claro que Superman 4 não segurou o título de pior filme de super-herói da história por muito tempo, já que o quarto Batman (Batman & Robin) veio com tudo para tomá-lo, com os produtores tentando encher o filme de tantos vilões, fantasias e sets, que a coisa virou uma bagunça apavorante. Assim, quando chegou a hora do quinto filme reiniciar, a decisão foi de fingir que os quatro filmes anteriores nunca aconteceram, jamais.
Acho que o que estamos tentando dizer é que se fizerem Blade 4, corra para as montanhas. E aí volte alguns anos mais tarde para o reboot.
E também…
A reinicialização do quinto filme não se aplica apenas aos filmes de super-herói, embora talvez devesse. A franquia  Rocky foi ficando cada vez mais enfatuada ao longo dos quatro filmes, culminando com Rocky, um lutador de box retardado, pondo fim a Guerra Fria. Stallone tentou fazer um reboot “de volta as suas raízes corajosas” (duas vezes), mas os resultados foram menores do que Batman Begins. E caso você tenha pensado que não há volta do quarto Karatê Kid estrelando Hillary Swank, prepare-se para um novoKaratê Kid dirigido por Will Smith e estrelando seu filho Jaden. Sério.
Se o padrão se manter, devemos estar preparados para reboots das franquias Duro de Matar e Alien a qualquer momento. Não nos desaponte, pessoal.


Domingo, Dezembro 20, 2009

Para por no Portão de Casa


Tolerância zero

de-saco-cheio
Fala a verdade, você também tem vontade de escrever algo parecido na sua porta, não tem?!
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Apoio de notebook para volante de carro é o produto mais idiota de todos os tempos


Bom senso fail
Bom senso FAIL
Algumas pessoas, notadamente os norte-americanos, costumam encarar seus automóveis como extensões de sua sala de estar. Se já é uma irresponsabilidade comer, beber, falar no celular ou – pior – enviar mensagens de texto enquanto dirige, fica até difícil encontrar palavras para definir este produto: um apoio de notebook para… o volante de seu carro.
A imagem ao lado fala por si só.
Produzida por uma empresa chamada MobileOffice, o produto atende pelo originalíssimo nome de Go Office e pode ser instalado em qualquer automóvel que tenha um imbecil naquele espaço entre o painel e o banco do motorista. Por questões de segurança (e judiciais) a empresa avisa que ele “nunca deve ser usado enquanto se dirige”, mas o simples fato de uma pessoa a se dispor a comprar uma coisa dessas já é um forte indicativo que essa dica será sumariamente ignorada.
O produto pode ser encontrado na Amazon e seu preço é pouco superior ao número registrado no teste de QI de seus compradores: US$ 18,75, o que dá uns R$ 30.


TV digital ou analógica? TV, apenas.


Se eu pudesse escolher um objeto, qualquer um, que representasse o povo brasileiro na sua essência, este seria o aparelho de televisão. Embora TV seja praticamente um commodity mundial, no Brasil ela tem particularidades tão próprias que acabou se tornando objeto de estudo de diversos pesquisadores de tudo quanto é país.
O brasileiro ama TV. Muitas vezes ele não tem nem geladeira, mas a TV está presente. E quase sempre ligada. O IBGE atesta que 98% dos domicílios deste país tropical e ensolarado possuem TV, mas geladeira, são 92%. Eu já vi moradores de rua que montam barracos de lona e papelão sob viadutos, equipando-os com colchão, fogareiro e… TV. Devidamente ligada através de um gato ao poste de luz mais próximo. Ah, o gato. Outro símbolo nacional – mas este fica para outro post.
Nos anos 70 os militares empreenderam uma bem-sucedidada campanha para que a TV estivesse em todos os nossos lares, a fim de “levar o conhecimento e promover a integração nacional”. Intenções escusas à parte, deu certo.
Semana passada completamos 2 anos de TV digital no Brasil. Depois de um grande estardalhaço na estréia, a empolgação foi esfriando, como bem sabemos, devido à demora dos aclamados recursos de interatividade, do equipamento, dos preços, da cobertura tímida. E o povão continua confuso, sem entender do que realmente se trata. Muitos acham que é o mesmo que TV a cabo. Os preços assustadores dos aparelhos contribuem para elitizá-la ainda mais. Talvez o governo não tenha explicado o suficiente que bicho é esse. Ou explicou mal: quantos dos nossos milhões de brasileiros classe C, D e E poderiam assistir sua novela, seu jogo de futebol ou programa de auditório numa TV com resolução full HD, com menus interativos e acesso à internet? Ah, sim, tem a caixinha conversora (onde?) a preços módicos, mas quem a usaria para ligá-la na sua TV de tubo de 20 polegadas?
Menciono a TV de tubo porque, enquanto estava na fila do caixa de um grande varejista há 2 semanas, vi um casal de idosos com a caixa de uma TV dessas, de 20 polegadas, no carrinho. Foi aí que parei para pensar se TV digital faz mesmo falta para o grosso do povão. Puxando papo para aplacar a longa espera, soube que a nova aquisição confortaria a simpática dona de casa, que poderia agora ver sua novela em paz enquanto os membros jovens da família não mais brigariam por esportes ou filmes.
É isso. Reclama-se que o brasileiro não lê, não vai a teatro, museus, cinemas e parques. Falta dinheiro para livros, teatro e cinema, e falta disposição para o lazer barato de qualidade, às vezes longe demais das periferias. Que pai levaria seus filhos a uma biblioteca, parque ou museu do outro lado da cidade, exausto que está de trabalhar incansavelmente e ainda passar horas dentro da condução, todos os dias? A TV, contudo, está sempre ali, dentro de casa. É conforto, companhia, fantasia, diversão, válvula de escape. De graça e sempre presente.
Você vai assistir a Copa do Mundo de 2010 em seu dispositivo móvel?
Na tela grande a TV digital vai devagar por todos os motivos que esboçamos acima. Mas nos dispositivos móveis, tudo deveria ser mais fácil e barato, não? Quem se habilita a ver TV numa diminuta telinha de celular ao invés de um confortável aparelho convencional tem razões bem claras. São os trabalhadores que passam 3 horas por dia no transporte coletivo; guardas, vigilantes, porteiros, plantonistas. Temos uma legião de brasileiros que se enquadram nessas categorias.
Samsung e LG apresentaram seus celulares com TV digital que estão há um tempinho à venda. Há poucas semanas, a Nokia anunciou um módulo bluetooth para conectar vários de seus modelos à TV digital. Não há muitos detalhes do funcionamento desse acessório ainda. A impressão que eu tenho é que ele está tão incompleto quanto a própria TV digital brasileira. Vai dar para gravar programas ou trechos deles? E interatividade, vai rolar? Sim, sabe-se que ele será compatível com o Ginga, o sistema que vai comandar nossa nova TV. Mas cadê o Ginga?
E para o povão, que diferença vai fazer esse Ginga, afinal?
Nesse ínterim, os celulares xing-ling com TV analógica continuam fazendo o maior sucesso nos camelôs e centros comerciais populares. E é aí que TV convencional e TV móvel se cruzam no universo C-D-E. Não importa a qualidade, não importa esse negócio de interatividade. O aparelho só tem que ser barato e funcionar. No Brasil, convergência não tem nada a ver com integração de ferramentas. É, pura e simplesmente, a comodidade de ter um sinal de televisão num aparelho que todo mundo já leva no bolso todo dia: o celular. Pré-pago, lógico.








Bia Kunze, também conhecida como Garota Sem Fio, teve seu primeiro celular 3 anos antes do seu primeiro PC. É dentista homecare, consultora e palestrante em tecnologia móvel e comentarista da rádio CBN. A paixão pela mobilidade é orgânica: ela não tem a menor paciência de ficar sentada na frente de um computador.


Sujeito se denuncia às autoridades por pirataria



DVD
Numa bizarra tentativa de protestar contra as leis antipiratarias de seu país, um norueguês chamado Henrik Anderson se denunciou às autoridades locais por ter feito backups de DVDs originais que comprou legalmente.
Apesar da legislação do país permitir que um cidadão faça cópias de discos de sua propriedade para uso pessoal, também proíbe a quebra de proteções DRM, então para ripar sua coleção de filmes e seriados Anderson foi “obrigado” (entre aspas, mesmo) a cometer um crime. “Comecei com isso porque eu não queria ser taxado como criminoso”, afirmou o rapaz para o site TorrentFreak.
Na ocasião em que a denúncia foi feita, no final no último mês de outubro, o órgão antipirataria do país avisou a Anderson que a decisão se ele seria processado ou não seria dada “até dia 1º de dezembro”, o que não aconteceu.
Apesar da tática arriscada, o norueguês não parecia estar muito preocupado com represálias: “Eles não pareciam muito interessados em dar continuidade ao caso. Obviamente temiam o que poderia acontecer se me denunciassem a policia”, completou. E pondera: “Ou foi isso ou eles não entenderam minha ação como ilegal”.


Brasileiro controla braço cibernético apenas com o pensamento



Cientistas italianos conseguiram criar um braço biônico controlado pelo cérebro. Com ele, vítimas de amputação poderão não apenas manipular o membro mecânico da mesma maneira que faziam com seu original orgânico, como também conseguirão até mesmo ter sensações como se o membro ainda estivesse lá.
Università Campus Bio-Medico di Roma é responsável pela conquista científico-tecnológica e o brasileiro (com cidadania italiana) de 26 anos Pierpaolo Petruzziello foi o primeiro beneficiado pela nova tecnologia. Ele perdeu o antebraço em um acidente de carro há vários anos e, em novembro de 2008, passou por uma cirurgia que, através de eletrodos implantados no que restou de seu braço, conectou o sistema nervoso de Pierpaolo ao braço mecânico, de forma que a peça robótica funciona como uma verdadeira extensão do corpo do homem.
Nessa quarta-feira (2/12), o chefe de neurologia do projeto, Paolo Maria Rossini, apresentou osresultados do experimento LifeHand. Logo no primeiro mês com a prótese, Pierpaolo conseguiu comandar movimentos e experimentar sensações (como de pegar algo). A resposta da mão biônica aos comandos do cérebro foi correta em 95% das vezes, o que é um resultado extremamente animador (e melhor do que muitas pessoas descoordenadas jamais conseguirão atingir).
A União Européia já investiu 3 milhões de dólares ao longo dos cinco anos em que essa pesquisa tem sido desenvolvida e, se o progresso continuar assim, quem sabe em alguns anos já possamos estar convivendo com pessoas com braços robóticos como o de Luke Skywalker em Star Wars. Afinal, de vez em quando a ficção, através da ciência, vira mesmo realidade. [CNET / Fotos: Campus Bio-Medico di Roma]

Comentário Meu:

Essa me lembra um projeto que quisemos inscrever na M.E.T.A. de 1995, onde o Rodrigo (" o Chegado"), disse que Fria uma interface para controle do braço mecânico do galpão da ELE lá no CEFET-MG, através de ondas cerebrais. Bom o projeto não foi aceito e não seria, lógico. Mas nos que conhecemos o "chegado" sabíamos que ele faria (se deixassem).


Blogueira é condenada a pagar indenização a médico


claudia-mello-twitter
Cláudia Mello
A blogueira, tradutora e revisora de livros Cláudia Mello mantém um um blog pessoal faz 4 anos. Em 2006 foi a uma consulta médica na clínica-cujo-nome-que-não-pode-ser-falado e foi atendida com desdém segundo palavras do seu post na época. O médico que a atendeu viu e resolveu processar. Na época o blog tinha cerca de 30 visitantes por mês. O médico ganhou o processo e, sem dinheiro para recorrer, a Cláudia foi condenada a pagar uma indenização.
O post no blog dela foi apagado. Mas se você quiser ler há uma reprodução disponível aqui (no final do post) omitindo os nomes do médico e clínica devido ao processo. Não há qualquer ofensa pessoal ao médico e sim uma história de uma paciente que estava querendo saber o que acontecia com ela.
Neste mesmo post, escrito pelo Roney Belhassof, marido da Cláudia, há relatos de outras quatro histórias de péssimo atendimento médico. Duas dessas histórias aconteceram na mesma clínica que a Cláudia foi atendida. O medo desses médicos é que uma vez na rede a informação se espalhe o que pode afetar o lado financeiro de suas vidas.
O caso não é o primeiro e nem será o último de problemas de blogueiros processados por posts ou comentários em seus blogs. Um exemplo famoso foi o da Alcinéa Cavalcante que teve o blog retirado do ar depois de brigar com a família Sarney. E, aparentemente, lá na terra do Sarney muitos blogueiros tem problemas com a família do senador. Em outras histórias, o blogueiro Gravataí Merengue foi processado devido a um comentário em seu blog. Mais recentemente o blogueiro Emílio Moreno foi condenado a pagar R$ 16 mil de indenização por um comentário anônimo que recebeu.
No caso da Cláudia, a blogosfera e tuitosfera também reagiram. Dois amigos da Cláudia, Simone Villas Boas e Leandro Bravo conseguiram mobilizar a internet para ajudar no pagamento da indenização. Apesar de ser uma atitude fantástica não resolve a questão do mal atendimento que essa clínica supostamente cometeu. Se quiser contribuir – o excedente à indenização será doado a uma instituição de caridade – vá na página do Vakinha e ajude!

Comentário Meu:


É muita vergona que eu tenho que ter do atraso do meu país frequentemente sendo jogado na minha cara pelos poderes estabelecidos, em especial e recorrentemente o poder judiciário, vira e mexe, se mostra completamente desconectado da realidade... isso em todos o níveis.


Rio de Janeiro é a cidade com mais zumbis no mundo

Por jf.brunelli no tecnoblog

Eles estão por todos os lados e querem seu cachorro.
Eles estão por todos os lados e querem seu cachorro.

Atenção: o Rio de Janeiro é a cidade com mais zumbis em todo mundo. Mas calma, não é o caso para temer comedores de cérebro à beira mar na cidade maravilhosa.
De acordo com um post no blog da empresa de segurança McAffe, a sede dos jogos olímpicos de 2016 é medalha de ouro em números de computadores zumbis, enquanto a prata fica com Pequim. Istambul, na Turquia, conquistou o bronze nessa competição às avessas, seguida por Moscou. Numa curiosa semelhança com o filme “Eu sou a lenda”, a cidade americana com mais zumbis é Nova York.
Para quem não sabe, computadores zumbis são aqueles contaminados por vírus que permitem que sejam controlados remotamente por crackers para o envio de pragas online ou ataques DDoS, os mesmos que nos últimos tempos derrubaram o Twitter e o Facebook.
De acordo com a empresa de segurança, o alerta serve para reforçar aos habitantes de todas as cidades do mundo a importância em se manter seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados.
Uau, que novidade.


Recurso Find My iPhone desmantela quadrilha em Florianópolis

Por Juarez no Tecnoblog


E a tecnologia salva o dia mais uma vez! Graças ao recurso Find My iPhone, do serviço MobileMe da Apple, a polícia desmantelou hoje uma quadrilha que além do iPhone já havia roubado diversos bens na cidade de Florianópolis.
Tudo começou com o furto de um iPhone ontem. Um analista de sistemas de 24 anos foi surfar na praia de Campeche e, ao voltar, por volta das 7h, percebeu que seu carro havia sido arrombado e seu iPhone, que estava no porta-luvas, havia sido furtado. Ele foi à delegacia registrar a ocorrência e informou a polícia de que, através do site do MobileMe, conseguia saber a localização do aparelho em tempo real.
Assim foi iniciada uma operação que envolveu três equipes de polícia que, a partir da localização do iPhone, começaram a acompanhar a movimentação dos integrantes da quadrilha em três carros diferentes que se deslocavam pelo sul da ilha. Por volta das 17h30, quando todos entraram em uma casa no Morro das Pedras, a polícia fez a abordagem, apreendendo não apenas o iPhone, mas dezenas de outros objetos que acredita-se serem fruto de furto — bolsas, malas, óculos, material esportivo, celulares e bonés. Quatro homens, com idade entre 21 e 27 anos, foram presos, além de um adolescente e uma mulher de 21 anos, grávida de 6 meses.
“Parece um recurso do futuro, mas que já está disponível nos dias de hoje. Com um homem na base e dois homens no caminho, a gente conseguiu localizar sem nenhuma dificuldade o veículo em movimento,” disse o investigador da Polícia Civil Fernando da Silva.
Veja abaixo o vídeo da matéria exibida no jornal televisivo local:

[O Globo / Vídeo: RBS TV]



Proibido estacionar


De Gustavo Ribeiro da VEJA via Blog do Noblat

Empresa de amigo do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ganha contrato milionário sem licitação

Para acabar com os problemas de estacionamento em Goiânia, a prefeitura do município tirou da gaveta um projeto que parece bom demais para ser verdade. A ideia é instalar 20 000 parquímetros na cidade sem desembolsar um único tostão e, melhor, ficar com parte dos recursos arrecadados.
A empresa encarregada de fazer o serviço foi a Enatech/GDT, que, criada três meses antes da assinatura do contrato, não precisou enfrentar os processos convencionais de licitação. Ela foi convidada a executar o trabalho de instalação, operação e manutenção dos aparelhos e receberá até 112 milhões de reais.
É muito? É um terço da arrecadação prevista nos próximos cinco anos. Nesse ponto, o que parecia bom demais para ser verdade chamou a atenção das autoridades.
O belo, estranho e lucrativo negócio dos parquímetros de Goiânia tem ainda outro componente meio, digamos, fora da curva da normalidade. Quem está por trás da transação é Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos principais personagens do escândalo do mensalão.
O projeto dos parquímetros estava guardado na gaveta da administração municipal do PT desde 2004. Para apoiar o atual governo, do peemedebista Iris Rezende, os petistas reivindicaram cargos, entre os quais os da Agência Municipal de Transportes.
No órgão, materializou-se a ideia - e alguém lembrou que a empresa Enatech, por coincidência, já tinha o projeto prontinho na gaveta. Para driblar a lei das licitações, a prefeitura fez um contrato com a Câmara de Diretores Lojistas (CDL), uma entidade privada, que, por sua vez, subcontratou a Enatech.
O dono da empresa, Jaime Ferreira de Oliveira, é companheiro de longa data de Delúbio Soares. Garante Jaime: "O Delúbio é um grande amigo, mas nada tem a ver com esse negócio, que é totalmente normal". O Ministério Público de Goiás não pensa assim.
"São escandalosas as evidências de irregularidades nesse contrato", diz a promotora Villis Marra, que vai ingressar com ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito Iris Rezende, o presidente da estatal de trânsito, o petista Miguel Tiago, e o presidente da CDL, Melchior Abreu Filho.
"Esse negócio só aconteceu por causa da força política do Delúbio", acusou da tribuna o vereador Santana Gomes, do PMDB. O ex-tesoureiro petista não quis comentar o assunto.


Ex-assessor da Casa Civil acaba condenado

De Alana Rizzo do Correio Braziliense via blog do Noblat (também na mesma via, inclusão de comentário de Carolina Brígido de O Globo)




Waldomiro Diniz terá de pagar multa e custos processuais por improbidade administrativa
A Justiça Federal condenou o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz por improbidade administrativa.
O juiz José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara do Distrito Federal, determinou que o ex-assessor de José Dirceu pague multa equivalente a cinco vezes a remuneração à época dos fatos, além dos custos processuais fixados em R$ 5 mil.
A Casa Civil não informou o valor do salário de Waldomiro e nem do atual ocupante do cargo. Ainda cabe recurso da decisão.
O ex-assessor foi flagrado em vídeo negociando o pagamento de propina com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A gravação foi feita em 2002, quando ele estava na Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
No vídeo, Waldomiro aparecia pedindo dinheiro para financiar campanhas eleitorais de candidatos fluminenses. Após a divulgação do vídeo, ele foi exonerado do cargo e o episódio deu origem à CPI dos Bingos.
“A conduta do requerido Waldomiro Diniz afrontou os deveres condizentes com a moral administrativa a que se submetem todos aqueles que se encontram no exercício de funções públicas. Utilizou-se de sua posição, dos meios materiais, como agente político, para patrocinar o interesse de particular — como o senhor Carlos Augusto de Almeida Ramos na GTECH —, assim como para servir de intermediário na contratação de Rogério Buratti como consultor da empresa, e propiciar a obtenção de vantagem pecuniária pela interferência indevida em processo de renovação de contrato envolvendo a Caixa Econômica Federal”, diz o despacho do juiz, em referência à empresa que gerenciava as loterias.
De acordo com a sentença, o fato de não haver provas de recebimento de dinheiro, por parte de Diniz, não elimina a conduta ilegal caracterizada por “ato de improbidade” e “conduta incompatível” com o serviço público.
A ação civil pública não foi atendida integralmente.
O Ministério Público Federal (MPF) pedia a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, multa civil de cem vezes o valor da remuneração recebida em função do cargo, proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.

Comentário Meu:
Sempre os peixes pequenos. Sempre as penas pequenas e mal determinadas. Enquanto isso:


Mensalão do PT só será julgado em 2011

De Carolina Brígido, de O Globo:
O processo sobre o mensalão do PT , que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), chegou à reta final. Na semana passada, a Justiça acabou de ouvir os depoimentos de todas as testemunhas de defesa que moram no exterior.
Ao todo, das mais de 600 testemunhas designadas pelos réus, no Brasil e em outros países, falta colher o depoimento de apenas 24, distribuídas em sete estados brasileiros. O depoimento das testemunhas foi a etapa mais demorada do processo.
A próxima fase será a realização de diligências. Em seguida, o relator, ministro Joaquim Barbosa, vai dedicar cerca de um ano à elaboração de seu voto. A expectativa é de que o julgamento final ocorra em 2011.

Só depois da eleição....




STF: Não extradição de Battisti poderá ser questionada


De Diego Abreu, do G1 via blog do Noblat:

Ministros mudaram proclamação do julgamento a pedido da Itália. Alteração abre brecha para que eventual não extradição seja questionada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (16), após a análise de uma questão de ordem protocolada pelo governo da Itália, reafirmar que a palavra final sobre a extradição do ex-ativista Cesare Battisti é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No julgamento do dia 18 de novembro, por 5 votos a 4 os ministros autorizaram a extradição do italiano, mas pelo mesmo placar deixaram a decisão final para Lula.
Nesta tarde, no entanto, uma alteração na proclamação do resultado do julgamento encerrado em novembro abriu brecha para que uma eventual decisão de Lula contrária à extradição seja alvo de contestação no STF. A mudança foi chamada pelo ministro Marco Aurélio Mello de "virada de mesa".