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domingo, janeiro 30, 2011

Rivaldo no São Paulo é conflito ético



Rivaldo é um baita sujeito. Humilde, sem afetações, vencedor.
Isso lhe garante a eterna admiração de quem gosta ou trabalha com futebol.
Mas não lhe dá imunidade ética para participar de uma transação esdrúxula como esta em que será jogador de um time e presidente (e dono) de outro no mesmo campeonato, ao mesmo tempo.
Não dá.
São Paulo e Mogi Mirim são concorrentes. Fazer vista grossa para isso sob o inconsciente argumento de que “o Mogi é pequeno, não vai chegar mesmo” é frágil e inaceitável.
Se Rivaldo tiver que enfrentar o time do qual é proprietário, quem garante que não vai mandar que ele facilite o jogo? Com que seriedade um funcionário dele vai marcá-lo?! Com que empenho o goleiro vai tentar evitar um gol do patrão? Quem vai poder confiar que o Mogi não vá ajudar ao São Paulo (ou vice-versa) contra outros adversários?
Não desconfio em nada do caráter de Rivaldo. Não mesmo. Acredito que o caso é de distração acomodada. Mas sua ida para o São Paulo, sem a desvinculação formal do Mogi, representa um óbvio conflito de interesses, que afeta a todos os outros clubes do Paulistão.
Será bom tecnicamente? Difícil adivinhar. Particularmente, acho improvável que Rivaldo ainda tenha grande relevância em campo para o tamanho do São Paulo. O prazo de validade parece vencido.

Mas se, quase aos 39 anos, ele não quer perder a oportunidade de jogar no Tricolor, que por sua vez quer aproveitar a chance de gastar pouco com um jogador consagrado, que sejam felizes.
Só não deveriam se submeter ao constrangimento que pode arranhar a credibilidade de todo um campeonato.
Rivaldo tem uma história limpa a zelar. E o São Paulo também.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Enchentes: Assim na Austrália como aqui

por Cris Dias no seu blog


Todo ano é a mesma coisa. Chove muito em algum ponto dos 3 primeiros meses do ano (ou nos três). Vidas e propriedades são perdidas. Governantes dizem que choveu mais do que o esperado. Ficamos inconformados em como somos indefesos em relação a desastres naturais. Todo mundo se junta para coletar e distribuir doações.

Enquanto mais de 600 pessoas já foram confirmadas como mortas na região serrana do RJ o estado de Queensland, na Austrália, também está sofrendo com chuvas chamadas por muitos de “a pior da história”, com prejuízos diretos estimados em R$ 1,6 bilhão.

Quantas pessoas morreram até agora? Trinta. Menos de por cento dos números no Rio.
Enquanto nossos governantes ficam dizendo que “não dá para resolver tudo do dia pra noite” ou que “não é hora de procurar culpados” os australianos prometem uma investigação para ver quem errou nos alertas para a população e no controle nas represas dos rios da região. Que, se você for só um pouco sagaz, vai se tocar que são duas coisas que as cidades brasileiras atingidas simplesmente não tinham.

É como a gente fala todo ano: tragédia em país desenvolvido sempre mata menos gente do que aqui. Não dá para jogar a culpa na natureza. E, principalmente, não dá para jogar todo ano a culpa na natureza.

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Perfeito o texto e o pensamento. Muda-se governantes e partidos. Duas coisas não mudam. Donos do poder enriquecem, e governos se lixam para a coisa pública. Aposto 10 contra 1 que janeiro que vem, estaremos falando da maior chuva de todos os tempos em algum lugar do Brasil, que matará muitas pessoas, e, que se pensarmos, nada terá sido feito para evitar a tragédia. Mas novamente o povo arrecará donativos que pouco depois teremos notícia de terem boa parte sido roubados e desviados. Desde que o Brasil é Brasil que é assim...



terça-feira, janeiro 18, 2011

Presidenta?

Por José Bones (filólogo e professor da UFRJ)


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Peguei esse texto, lá no blog da Zizi Possi, por indicação do meu amigo Sidney (Marivaldo). Sensacional.  Penso que a língua é dinâmica, é do povo. Se gera comunicação a palavra deve ser (e é) dicionarizada. Mas isso não significa que ela deva ser utilizada de forma massiva e nem popularizada. Muito menos indicada como mais correta do que a palavra ideal... deêm uma lida...
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Mas, afinal, que palavra é essa?

Bem, vejamos:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por
exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de
cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação
que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente
ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não presidenta,
independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz
capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta";
se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um exemplo (negativo) seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta
que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta
dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o
direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. " 

sábado, janeiro 08, 2011

Entendendo o Brasil






Atenção pessoas sem senso de humor.... é só piada.... (e são boas!!).