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sexta-feira, junho 10, 2011

Os Serviços Públicos no Brasil (em especial na minha querida Belo Horizonte)

Em frente da minha minha casa, na Rua Barão de Leopoldina, número 500, CEP 30.530-080 há dois anos tinha uma [arvore morta. A prefeitura avisada, todos os protocolos desses avisos bem guardadinhos aqui para evitar qualquer responsabilização de nossa parte, uma vez que é a prefeitura quem devia vir fazer a retirada da árvore.

Dois anos passaram e nem notícia de retirada de árvore nenhuma, outro dia, lá no parque municipal, uma árvore caiu e matou uma pessoa só porque a prefeitura não quis fazer um levantamento de quais árvores estavam saudáveis e quais não estavam.

Depois de ontem quando deu aquela chuvarada que deixou boa parte da cidade sem luz e muitas árvores no chão. Enfim eles vieram. retiraram a árvore, sem nenhum cuidado causando danos a minha casa, e pior deixaram  um pedaço de tronco que deve pesar mais ou menos uns 10 quilos pendurado na fiação elétrica.







E o pior, avisamos a prefeitura através do número de telefone 156, já diversas vezes nesse dia, esperando que algum atendente, tenha um pouco mais de discernimento, para saber que a responsabilidade por qualquer atitude nesse caso tem que ser sim da prefeitura que é quem deu causa ao risco e ao provável dano que dele decorrerá, mas não obtivemos qualquer sucesso. O tronco está lá, a qualquer momento pode cair, pode matar um ou mais de um. A rede elétrica ou telefônica ou de internet, TV a cabo sei lá tá pode se romper e a prefeitura, inclusive a ouvidoria (que disse que pode tomar uma providência entre 10 e 15 dias), só dá de ombros. 

A prefetura pediu que comunicássemos a concessionária de energia, número em que somos atendidos por uma secretária eletrônica que nos dá apenas quatro opções: 1-comunicar falta de energia 2- consultar débitos, 3-solicitar religação de energia e 4- repassar leitura do relógio.

Parabéns por sua prodigiosa equipe sr prefeito Márcio Lacerda.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Entenda por que a CBF reconheceu hoje o título do Flamengo em 1987 / A Disputa pelos Direitos de Transmissão do Campeonato Brasileiro

por Paulo Vinicius Coelho/Eddacoca



Que o Flamengo é campeão brasileiro legítimo de 1987, é óbvio. Você sabe minha posição há muito tempo. O Flamengo é o campeão legítimo, porque até Pernambuco acompanhou o Módulo Verde, dado que o Santa Cruz estava na competição. O Sport é o campeão legal porque as finais disputadas com W.O. contra Inter e Flamengo valeram o reconhecimento da CBF. E isso não se tira. 

Então, a partir do reconhecimento da CBF ao título do Flamengo, o que aconteceu nesta segunda-feira, há dois campeões na história. O ano de 1987 passa a ser como o de 1968 e tem dois vencedores.
Mas aqui o assunto é: por que a CBF decidiu reconhecer hoje, e justamente nesta segunda-feira, o título brasileiro discutido há 24 anos?


O x da questão é o racha do Clube dos 13 sobre o novo contrato de TV para o Campeonato Brasileiro.
Para que você entenda melhor o tema, divido em capítulos:
xxx
1. Está em questão a renovação do contrato dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro e isso ameaça rachar o Clube dos 13. De um lado está o Corinthians e, supostamente, os que votaram em Kléber Leite na eleição do C13 contra Fábio Koff, ano passado -- Botafogo, Coritiba, Goiás, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Vasco e Vitória. Como Flamengo e Corinthians sempre pediram que os dois clubes de maior torcida tivessem maior percentual no rateio dos clubes, imagina-se que o Flamengo possa ir para esse lado.


2. Pela primeira vez, o Clube dos 13 divide os direitos de TV em categorias: TV aberta (brigam Globo e Record), TV fechada (SporTV ou ESPN podem ganhar), Internet, Celular. A ideia da comissão de TV, composta por Alexandre Kalil (Atlético-MG), Maurício Assumpção (Botafogo), Luis Álvaro (Santos), é que a decisão se dê com propostas feitas em envelopes fechados. A melhor proposta será a vencedora. A ideia está atrelada ao estudo feito por Ataíde Gil Guerreiro, ex-dirigente do São Paulo e diretor-executivo do Clube dos 13.


3. Ano passado, Ricardo Teixeira tomou duas atitudes rápidas após perder a eleição do Clube dos 13 -- apoiava Kléber Leite, derrotado por Fábio Koff. A primeira foi anunciar, no dia seguinte à derrota, que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014. A segunda foi entregar ao São Paulo a Taça das Bolinhas. Do ponto de vista político, isso significava punir o clube de Juvenal Juvêncio -- principal articulador da candidatura Fábio Koff -- com a perda da Copa e, em seguida, jogar o São Paulo contra o Flamengo.


4. Após aceitar o reconhecimento como primeiro hexacampeão brasileiro, Juvenal Juvêncio afastou-se do Clube dos 13. Em vez de aglutinação entre as forças políticas vencedoras da eleição, o Clube dos 13 viu o afastamento delas. É esse afastamento o que permite, neste momento, o entendimento de Ricardo Teixeira de que pode seduzir Patrícia Amorim a acompanhar Andrés Sanchez num suposto racha do C13. E se manter favorável à Rede Globo. A pergunta é: por que a CBF tem tanto interesse em que a Rede Globo ganhe a concorrência?


5. Ninguém no C13 tem exata noção de que papel Patrícia Amorim exercerá na eleição a partir de agora. Ela pode ser cooptada pelo pequeno presente de Ricardo Teixeira -- ano passado, o Botafogo recebeu empréstimo de R$ 8 milhões e, por isso ou por outra razão, votou em Kléber Leite. O fato é que o empréstimo foi concedido próximo à data da eleição. Casos como esse é que permitem a impressão de que pode estar havendo troca de favores. Mais do que isso, produzem a certeza de que a tentativa da CBF é de trocar favores. Cabe ao Flamengo aceitar o presente, não trocar o favor.


Nesta terça-feira, há uma reunião em São Paulo da comissão de renovação dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. Nela, deve ficar claro qual será a data da abertura do envelope vencedor da disputa por TV aberta.


O Flamengo e o Sport são campeões brasileiros de 1987. Se você é rubro-negro, carioca ou pernambucano, pode comemorar. Mas não deixe de entender o contexto de cada decisão tomada pela CBF. Elas têm um viés diferente do que você imagina.


Se você quer entender o que aconteceu em 1987, mande uma mensagem para paulo.v.coelho@espn.com. Esclareço o que aconteceu.
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E então é isso. amanhã o clube dos treze começa a se definir para a escolha das transmissoras que vão adquirir os direitos de transmissão do campeonato brasileiro nos anos de 2012, 2013 e 2014.
O racha político em que o clube dos 13 se encontra, já evidenciado na eleição de presidente, que teve o seguinte quadro:
Fábio Koff (12 votos)Kléber Leite (8 votos)
Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Guarani, Internacional, Palmeiras, Portuguesa, São Paulo e Sport.Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória.

Em princípio, os eleitores do Kléber Leite, estariam fechados com a CBF, o que incluiria então a Traffic e a Globo, junto com a Sportv.
O Palmeiras teve uma mudança politica, com a eleição da oposição no clube. A rivalidade recente entre São paulo e Flamengo, com o imbróglio, taça das bolinhas, e campeonato brasileiro de 1987, é a tentativa de atrair pelo menos o Flamengo, e talvez, até, também o São Paulo, para o outro lada da disputa.
Tudo é possível e nada é garantido para o que vai ser decidido a partir de amanhã.
Mas, creio eu, que mesmo que ética falte a todos (ou quase todos) nesse meio. A decisão que será tomada acerca dos direitos de transmissão, será mais linear e mais lógica, do que politica e de simpatias.
É quase certo, que todos os dirigentes tem preferência pela Globo, se nem tanto pela penetração no território do país e pela qualidade da imagem, mas pelo casuísmo nas relações e coberturas. Mas ainda assim, a vitória da Globo, da Sportv e da Traffic, está sim sob ameaça.
Porque a coisa deve se definir em termos de Valores $$$. Como, de fato, é o esperado, tanto aqui como em qualquer lugar do mundo. E é também o mais correto.
Na verdade a Globo, não tem e nem nunca teve esse costume de se impor pelo aspecto financeiro. Seja no futebol, seja em quaisquer outros assuntos, a Globo sempre que precisou se impor, o fez pela influência, pela politica. A questão do dinheiro para a Globo, sempre foi mais quanto receber do que quanto pagar.
O futebol porém, não só no Brasil mais em todo mundo viveu uma inflação gigante de valores nas últimas duas décadas. No Brasil a coisa não cresceu tanto, e é por isso que sempre cresce o número de brasileiros trabalhando fora do país. Os clubes quebrados, sempre aceitaram as migalhas da grande TV. Eis que agora, os clubes estão encontrando outros filões, com a economia crescendo, e o país atraindo cada vez mais a atenção, a confiança e os investimentos do estrangeiro, os clubes nessa onda, surfam numa onda de poder maior. E com o mercado interno aquecido e em crescimento, o marketing relacionado ao esporte liberta cada vez mais os clubes de depender de relações politicas.
Enfim... quem pagar mais vai levar. E... parece, que a Disney, com a ESPN, vem com uma grana, que nunca antes ela havia tentado (são os olhos do exterior se voltando para as oportunidades no Brasil). E o Bispo Macedo, também parece que vem com uma mala cheia,  com certeza porque ele vai saber fazer dinheiro com esses direitos, mas também para impor grande derrota a sua grande concorrente. E ele vem com os cofres recheados pela arrecadação da igreja ( para mim seria a primeira vez que eu veria uma grande organização religiosa, qualquer que seja, fazendo alguma coisa que eu considere realmente boa).
Haverá um grande aumento nos valores recebidos pelos clubes por essas transmissões. e não sei se a Globo, cresceu (financeiramente), na proporção necessária para fazer frente aos seus principais concorrentes, e por isso, tentativas meio desesperadas de semear a discórdia, para tentar dividir para conquistar.
Eu por mim, declaro minha torcida pela ESPN, pelo jornalismo de qualidade, pelo debate aberto e franco, e pela minha preferência pessoal pelos modelos de transmissão e de reportagem, lá estabelecidos.
E também pela Record, porque juntas ESPN e RECORD, podem fazer o futebol nos horários que ele merece e que são razoáveis. As 20:00 em dias de semana. As 17:00 em finais de semana e feriados.
A Globo, se quiser voltar em 2015, e tiver bala na agulha, que volte mas respeite esses horários.
(estou sendo muito otimista, para o meu ponto de vista, enfim, estou torcendo - haverá sim pressões politicas - mas é a grana que vai resolver no fim - torço que a Globo, não consiga levantar o dinheiro)

domingo, janeiro 30, 2011

É tão errado quanto passar um cheque sem fundo pra Hitler


Por Cardoso no contraditorium.com/

Costumo dizer que o grande problema das operadoras de telefone no Brasil é a mentalidade de Call Centre como métrica. Favorecem o número de ligações atendidas, não o número de problemas resolvidos. Criam um suporte de 1o nível formado por clones da mistura do Forrest Gump com a loira mais lentinha da Escola de Reforço dos rejeitados no vestibular da APAE. Adestram essa massa de animais de teta para que NUNCA, JAMAIS desviem do script, são incapazes de entender o cliente, só escutam palavras-chave e reagem de forma automática. Mais ou menos como vermes microscópicos e um monte de gente no Twitter.
Por isso você precisa repetir sua história para um monte de gente, além de eventualmente cair no loop área técnica / área comercial, com os dois se acusando mutuamente. Já ouvi pérolas como “Nokia N97 não é smartphone”, ou que a Internet estava funcionando bem,  é que meu iPhone só poderia acessar conteúdo via browser, não através de programas.
Surpresa: Existem empresas assim fora do Brasil também. A AT&T é igualmente odiada. Atitudes como VENDER minicélulas celulares para suprir a falta de cobertura usando a Internet do cliente não ajudam. Que o diga Jon Stewart, do Daily Show, que comemorou a perda da exclusividade do iPhone pela AT&T gritando “LIBERDAAAADEEEE!!!”, em um quadro onde só faltou chutar a logomarca da empresa. Aliás, faltou não, chutaram.
Não é exclusividade das américas, a Europa também tem grandes problemas, e nem falo da falta de lealdade da Áustria para com seus grandes líderes. A catástrofe de iguais proporções se chama Mobistar, operadora de telefonia celular belga.
Não há muito o que se fazer além de xingar no Twitter, exceto quando se é criativo. Como os palhaços do Basta, um programa de humor da TV Belga.
Os caras instalaram na madrugada um container na entrada do estacionamento da sede da Mobistar. Dentro os quatro palhaços esperaram até alguém ligar para o número de contato na lateral do container.
O que se seguiu foram quase 4 horas de ligações do chefe de segurança da Mobistar, tentando reclamar do container. Só que ele era desconectado, passado de um ramal para outro, os “atendentes” não prestavam atenção no que ele dizia, sem falar na cereja do bolo que foi a musiquinha irritante de espera, tocada ao vivo em um tecladinho.
Assista, o vídeo é fantástico e dá uma sensação de vingança maravilhosa, com direito a um final apoteótico. O áudio está em seja lá que idioma falem na Bélgica, mas as legendas estão em inglês, essa sim uma língua franca, com a qual um belga seria entendido até no Canadá!



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Sensacional a idéia e a execução. E eu continuo a minha campanha para que todos que tiverem oportunidade de se vingar de uma empresa que age dessa forma , o façam sempre. seja descontinuando o serviço, seja fazendo eles passarem por uma situação inversa, como nesse caso. E a troça em cima de empresas que desrespeitam seus clientes, e toda a publicidade negativa que ações como essa geram, pode fazer com que as empresas pensem melhor antes de nos tratarem indignamente.



E agora, Brastemp?


por valkinha no ololco.com/

Que o consumidor é sempre passado para trás no Brasil, não é novidade. A novidade é ver alguém lutando pelos seus direitos.
Eu vi esse vídeo e concordo com o que ele disse. Eu sei o que é ficar sem geladeira (to sem uma há meses damn), e sei do transtorno que isso causa pra alguém que tem direito a uma geladeira e não a consegue por causa das empresas.
Eu trabalho com Direito do Consumidor (sim, sou uma pessoa normal O.o ) . Vivo puxando a orelha das empresas e mandando elas pagarem os clientes. Mas isso é quando chega a mim. Pra chegar a mim, em 99% dos casos, houve contato com a loja, com o PROCON, com a loja, com a justiça, com a loja, tentativas de conciliação, com a loja, com a fábrica, mais audiência de conciliação até chegar nas minhas mãos. Às vezes, já passou mais de ano. Algumas pessoas desistem, outras lutam pelos direitos e eu não tenho dó de canetar uma empresa quando vejo que ela desrespeitou os clientes. Um exemplo disso é a plaquinha dizendo que o estabelecimento não se responsabiliza por furtos em veículos em seu estacionamento. Chega lá na minha mesa e a empresa diz: Olha tem a plaquinha. E fala com tanta convicção, que os clientes ACREDITAM que foi uma fatalidade. Aí chega a Valkinha e caneta falando: Doutores. Súmula 130. Agora, vamos discutir quanto vocês precisam pagar para o cliente. Viu? Eu sou brava `_´. Pra quem não sabe, a súmula 130 diz que os estabelecimentos comerciais são responsáveis por furtos em veículos que estão em seu estacionamento, sendo gratuito ou não, tendo plaquinha ou não. Portanto, amiguinhos, vão à luta.
Voltando ao assunto, o que eu ouvi pessoas dizendo: Ah, o cara é rico, por que fazer isso? Compra outra e cala a boca. Ele mesmo disse uma coisa: E se for com você? E eu digo que não importa que ele seja o Eike batista ou um catador de papelão. Direito é Direito. Os dois são consumidores e precisam ser respeitados. No caso em tela, ele inclusive depositou dinheiro na conta da Brastemp e não recebeu a geladeira ainda, sequer um comunicado sobre o que iria acontecer. Isso a gente costuma chamar deestelionato, o velho 171 (Não estou dizendo que foi o caso, queridos, só que essa conduta, se proposital, pode configurar estelionato). Eu, se fosse o cara, já tinha feito um B.O. E eu sei, quando chega na delegacia, o policial vai dizer que isso é direito do Consumidor e não caso pra polícia. Oi! Deixa isso pro JUIZ decidir. Me digam, e as empresas de formatura, em que o povo paga e a empresa some? Não seria uma relação de consumo? No entanto, é comum vermos em época de final de ano, reportagens falando que foi colocada a polícia no meio e talz. Polícia não pode se negar a fazer B.O, se um policial se negar, pegue o nome dele e mande pra corregedoria.
Fugi do assunto, não? Mas foi por uma boa causa. Valkinha é cultura, genthy! Como eu disse, é um direito dele. Acham mesmo que Bill Gates, Eike Batista estariam onde estão se ficassem deixando qualquer um passar a perna neles? Tem gente que dá valor ao seu dinheiro, sendo rico ou não. Pelo cara morar num condomínio de luxo, isso não quer dizer que ele tem que ficar quieto. Pelo contrário. Não dizem por aí que a justiça só funciona com os ricos? Então que comece com eles.
Aos leitores, eu peço. Dêem valor ao seu dinheiro e não tenham vergonha de procurar a justiça e seus direitos de consumidor. Brasil só tá assim, porque o povo tem vergonha de fazer “barraco”, porque acha que ir atrás de seu Direito é ser barraqueiro. Nos EUA é diferente, porque o povo de lá briga mesmo. Acreditem, a justiça tá do lado de vocês, só precisam a procurar. A justiça não pode agir sozinha, precisa que vocês peçam ajuda.
E agora, a questão principal: E agora, Brastemp? Que vai fazer?

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Aqui em casa foram uns três meses sem máquina de lavar roupa... e o pior é que a máquina estava na garantia, e o desrespeito foi igual, a coisa só se resolveu com o envolvimento da justiça. Segue em frente Sr. Oswaldo Borelli, sua luta é a de todos nós.











Rivaldo no São Paulo é conflito ético



Rivaldo é um baita sujeito. Humilde, sem afetações, vencedor.
Isso lhe garante a eterna admiração de quem gosta ou trabalha com futebol.
Mas não lhe dá imunidade ética para participar de uma transação esdrúxula como esta em que será jogador de um time e presidente (e dono) de outro no mesmo campeonato, ao mesmo tempo.
Não dá.
São Paulo e Mogi Mirim são concorrentes. Fazer vista grossa para isso sob o inconsciente argumento de que “o Mogi é pequeno, não vai chegar mesmo” é frágil e inaceitável.
Se Rivaldo tiver que enfrentar o time do qual é proprietário, quem garante que não vai mandar que ele facilite o jogo? Com que seriedade um funcionário dele vai marcá-lo?! Com que empenho o goleiro vai tentar evitar um gol do patrão? Quem vai poder confiar que o Mogi não vá ajudar ao São Paulo (ou vice-versa) contra outros adversários?
Não desconfio em nada do caráter de Rivaldo. Não mesmo. Acredito que o caso é de distração acomodada. Mas sua ida para o São Paulo, sem a desvinculação formal do Mogi, representa um óbvio conflito de interesses, que afeta a todos os outros clubes do Paulistão.
Será bom tecnicamente? Difícil adivinhar. Particularmente, acho improvável que Rivaldo ainda tenha grande relevância em campo para o tamanho do São Paulo. O prazo de validade parece vencido.

Mas se, quase aos 39 anos, ele não quer perder a oportunidade de jogar no Tricolor, que por sua vez quer aproveitar a chance de gastar pouco com um jogador consagrado, que sejam felizes.
Só não deveriam se submeter ao constrangimento que pode arranhar a credibilidade de todo um campeonato.
Rivaldo tem uma história limpa a zelar. E o São Paulo também.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Enchentes: Assim na Austrália como aqui

por Cris Dias no seu blog


Todo ano é a mesma coisa. Chove muito em algum ponto dos 3 primeiros meses do ano (ou nos três). Vidas e propriedades são perdidas. Governantes dizem que choveu mais do que o esperado. Ficamos inconformados em como somos indefesos em relação a desastres naturais. Todo mundo se junta para coletar e distribuir doações.

Enquanto mais de 600 pessoas já foram confirmadas como mortas na região serrana do RJ o estado de Queensland, na Austrália, também está sofrendo com chuvas chamadas por muitos de “a pior da história”, com prejuízos diretos estimados em R$ 1,6 bilhão.

Quantas pessoas morreram até agora? Trinta. Menos de por cento dos números no Rio.
Enquanto nossos governantes ficam dizendo que “não dá para resolver tudo do dia pra noite” ou que “não é hora de procurar culpados” os australianos prometem uma investigação para ver quem errou nos alertas para a população e no controle nas represas dos rios da região. Que, se você for só um pouco sagaz, vai se tocar que são duas coisas que as cidades brasileiras atingidas simplesmente não tinham.

É como a gente fala todo ano: tragédia em país desenvolvido sempre mata menos gente do que aqui. Não dá para jogar a culpa na natureza. E, principalmente, não dá para jogar todo ano a culpa na natureza.

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Perfeito o texto e o pensamento. Muda-se governantes e partidos. Duas coisas não mudam. Donos do poder enriquecem, e governos se lixam para a coisa pública. Aposto 10 contra 1 que janeiro que vem, estaremos falando da maior chuva de todos os tempos em algum lugar do Brasil, que matará muitas pessoas, e, que se pensarmos, nada terá sido feito para evitar a tragédia. Mas novamente o povo arrecará donativos que pouco depois teremos notícia de terem boa parte sido roubados e desviados. Desde que o Brasil é Brasil que é assim...



segunda-feira, janeiro 17, 2011

Patética mídia nativa


Mino Carta


Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.

7 de outubro de 2010 às 10:31h
Patética mídia nativaAs velhas redações acreditavam em jornalismo honesto. Não é o caso das nossas semanais.
 Jornais e revistas ainda não perceberam que os tempos de golpismo acabaram e acreditam manter a velha in fluência do Oiapoque ao Chuí
Ocorre-me recordar Claudio Marques, que se dizia jornalista como tantos outros dispostos a enganar o público e,  eventualmente, a si próprio. Assinava uma coluna no Shopping News, jornal publicitário de circulação gratuita na São Paulo de 1975. Tempo de ditadura e de recrudescimento do Terror de Estado após o discurso dito “da pá de cal”, pronunciado no começo de agosto pelo ditador Ernesto Geisel para avisar aturdidos navegantes que “a distensão lenta, gradual, porém segura” haveria de sofrer uma interrupção. Foi nesta ocasião que Ulysses Guimarães, em pronunciamento na Câmara, comparou Geisel a Idi Amin Dada.
Pois Claudio Marques, caçador de comunistas agachados atrás de cada esquina, passava seu tempo a denunciar os vermelhos comandados por Vlado Herzog, a cujos cuidados estavam entregues os programas noticiosos da TV Cultura. Marques contava com a aprovação ampla, geral e irrestrita do DOI-Codi, ex-Operação Bandeirantes, e foi enfim premiado com a prisão, ou melhor, o sequestro dos jornalistas alvejados, a começar por Herzog, assassinado pelos torturadores no mesmo dia em que deu entrada no quartel do DOI-Codi. Dia 25 de outubro, um sábado.
Os tempos mudaram, felizmente. Não há mais torturadores e porões para hospedá-los e aos seus instrumentos, por exemplo. Há, entretanto, herdeiros de Claudio Marques afinados com os dias de hoje e ainda velhacos e daninhos. A semelhança entre o caçador de comunistas a serviço do DOI-Codi e esses jornalistas (jornalistas?) é percebida pela obsessiva preocupação que cultivam desde a primeira eleição de Lula com a quantidade de anúncios governistas nas páginas de CartaCapital. Trata-se, obviamente, de uma ofensa gravíssima ao pretender insinuar, com leveza de britadeira, que vendemos a alma ao Sapo Barbudo. Alguém, no meio da tigrada, proclama: CartaCapital não tem credibilidade.
Não ouso afirmar que a vice-procuradora da Justiça Eleitoral Sandra Cureau (pronuncie Quirrô) seja sucedâneo do DOI-Codi. Creio, porém, que na sua ação inquisidora desfechada contra esta publicação ela tenha levado em conta as aleivosias assacadas contra nós por sem-número de colegas (colegas?), embora não tenha dúvidas quanto à origem tucana da assoprada final e decisiva: o candidato José Serra gosta de dar telefonemas. Assim como não me abalo a crer que o nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff- seja determinante. Obrigatórios sim, a definição e seus motivos desde o começo da campanha oficial, como se dera em 2002 e 2006 em -relação a Lula. Dever para com os eleitores.
Registro que o Estadão no domingo 26 decidiu desvendar a evidência. Um humorista diria: surpresa, estão com o Serra, e eu que até ontem não tinha percebido. Melhor o Estadão, de todo modo, do que o resto da tropa de choque, Globo, Folha, Veja, a agirem como partido político, conforme a óbvia constatação do presidente da República. Barack Obama foi além quando disse que não daria entrevista à Fox porque esta não era órgão midiático e sim “partido político”.
Lula errou, na nossa visão, ao afirmar: “A opinião pública somos nós”. A frase é certamente perigosa. Da mesma forma foi erro incluir tempos atrás no programa de governo a criação de uma entidade destinada a classificar os órgãos da mídia ao sabor dos seus comportamentos em relação aos direitos humanos. Esta não é tarefa governista, e Carta-Capital não usou meias-palavras na ocasião para condenar a iniciativa. Diga-se que o prato indigesto saiu prontamente do cardápio, graças a uma barganha lamentável pela qual se fez a felicidade dos torturadores da ditadura e dos seus mandantes, muitos já no além, ao aceitar a ideia da anistia polivalente.
CartaCapital reprovou também a criação de uma tevê pública federal por enxergar de saída o seu inescapável destino: servir ao poder contingente, como se dá com a Cultura paulista, em mãos tucanas há 16 anos. Resta ver se o Brasil estaria maduro para uma tevê estatal, nascida do entendimento de que esta há de ser uma instituição permanente a servir à nação em lugar do governo do -momento. -Sinceramente, não aposto nesta maturidade.
O fenômeno que mais me aflige põe-se, no entanto, a propor por quês. Por que os profissionais da mídia nativa aderem tão compacta e fervorosamente ao pensamento dos patrões? Por que lhe tomam as dores como se eles mesmos pertencessem à categoria? Uma premissa. Em termos econômicos, a situação nas redações é semelhante àquela da população brasileira em geral. Os jornalistas graúdos, assinaturas celebradas, ganham mais que os colegas americanos e europeus, e nem se fale dos salários da nossa televisão. Astronômicos, trafegamos entre nababos. Na zona cinzenta flutuam os remediados. À ralé sobra esperança. A maioria dos recém-formados não tem emprego. Este, ninguém que conseguiu quer perder.
Pode-se concluir que os graúdos curvam-se diante da generosidade patronal enquanto os miúdos em tempos bicudos contentam-se com as migalhas? Talvez a explicação valha em relação a muitos casos graúdos e miúdos. Mas há que se ressaltar, em relação a outros, o ardor com que assumem os interesses do patrão. Estamos diante de uma identificação visceral, a ponto de justificar, no meu ponto de vista, uma investigação profunda a se valer das lições de Balzac e de Freud. Ambos ficariam muito impressionados, creio eu, ao registrar que os profissionais nativos chamam o patrão de colega, e nisto são únicos no mundo. Quem sabe mais ainda Balzac do que Freud.
No mais, vale acentuar que esta unicidade, esta exclusividade, invade outros terrenos. Um: o nosso sindicato se dispõe de bom grado a oferecer aos empresários da comunicação carteirinha de jornalista. Dois: sem falar da mediocridade dolorosa, a nossa mídia é única na sua capacidade de se alinhar de um lado só na hora de uma eleição, por exemplo. E não somente nesta. Mundo democrático afora vigora o pluralismo que a Folha de S.Paulo, com inefável hipocrisia, afirma existir em suas páginas. Nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha, só para citar alguns países, tem vez o jornalismo de todas as tendências. Aqui não, só existe uma, a favor da minoria privilegiada.
O que espanta é a tenacidade com que essa mídia permanece atada ao passado oligárquico. Os editoriais de hoje são absurdamente iguais àqueles de 47 anos atrás, que invocavam o golpe para impedir a cubanização do Brasil. Agora falam em mexicanização e venezuelização, e clamam contra o assalto à democracia e à liberdade de imprensa, perpetrado pelo presidente da República e seu partido e fadado a prosseguir à sombra de Dilma Rousseff.
Durante o ano de 1963 e nos primeiros meses de 1964 anunciavam a iminente marcha da subversão. Nunca passou. Veio foi a Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade, de imponentes efeitos subversivos. E lá se foi a liberdade, com a bênção dos editorialistas. Os quais aí estão agora para prestar seu solerte serviço. Salvo raras exceções, editorialistas, colunistas, articulistas. Diretores, redatores-chefes, editores, repórteres. A turma toda.
Os colegas do lado de lá, um exército, prestam-se a acusar sem provas, omitir fatos, frequentemente mentir com a expressão do dever cumprido. Encantou-me, na Folha de S.Paulo de segunda 27 a entrevista da vice-procuradora Sandra Cureau, aquela que atendeu a uma entrevista anônima para cometer uma inominável prepotência contra Carta-Capital, esta sim, verdadeiro atentado à liberdade de imprensa. Mas a entrevistadora ali estava para agradar à doutora, a ponto de mencionar seus cabelos loiros e olhos azuis. Nem foi capaz, está claro, de uma única, escassa pergunta a respeito da ação movida contra nós.
Recordo que na semana passada manifestamos a certeza de que não contaríamos com a solidariedade dos barões da mídia e dos seus sabujos, bem como das chamadas entidades de classe. Aqueles são mestres em mau jornalismo. Mas será mesmo jornalismo? Quanto a estas, confirmam apenas a sua patética inutilidade. Para não dizer do viés tendencioso, ou francamente alinhado.
Patética é também um bom qualificativo para a atuação da mídia nativa ao longo deste ano, iniciado com a previsão de uma retumbante vitória tucana. E quando se viu que o ardil de Lula funcionava e que Dilma crescia graças inclusive ao seu próprio desempenho, começou a sarabanda.
Não se diga que os velhos morteiros deixaram de funcionar. É inegável, porém, que munição foi oferecida de graça pelo próprio PT, mais uma vez, do seu lado a dar tiros no pé. Está claro que o fogo aberto para denunciar ameaças à democracia e à liberdade de imprensa não passa de tentativa frustrada de invocar fantasmas do passado. Pesou, isto sim, o caso Erenice, no qual se mesclam dois fenômenos tão antigos quanto os fantasmas, contudo resistentes, dois vícios gravíssimos da tradição verde-amarela, dois pecados impredoáveis: nepotismo e clientelismo.
É espantoso: a rapaziada ainda não percebeu que o País mudou em latitude e longitude em relação à época do golpe. Certo é que a mídia detinha amplo poder há 50 anos, quadra favorável à influência dos ditos formadores de opinião. Bastava alcançar os senhores da minoria e seus aspirantes para alcançar os fins buscados.
Desta vez com o segundo turno, a mídia poderá enxergar no resultado um prêmio de consolação. Vale sublinhar, entretanto, que o PT concedeu espaço exagerado aos seus aloprados, como já houve em outras ocasiões, e mostrou, assim, lacunas sérias na organização e na união. Cabe ao presidente da República anotar  que muitos dos problemas surgidos para seu governo tiveram sua origem nas fileiras petistas.
Os coronéis ainda mandavam em largas áreas e na hora da eleição lotavam a caçamba do caminhão depois de colocar a cédula preenchida nas mãos dos seus peões. Chamava-se voto de cabresto, e dava certo. Esse gênero de penosas tradições foi tragado pela transformação de um país então de 70 milhões de habitantes e hoje de 200. E com os documentos em dia para chegar logo à maioridade, à contemporaneidade do mundo.
Os senhores não apreciam a perspectiva e torcem contra. Deixa como está para ver como fica. O primeiro ato da debacle foi encenado na eleição de Fernando Henrique Cardoso e no seu segundo mandato. Cabe a ele o papel de primeiro motor da mudança, a ser concretizada no governo Lula.
FHC em 2002 lança sobre seu candidato José Serra uma sombra espessa e maligna. Com baixo índice de aprovação e pífia atuação, de sorte a deixar ao sucessor burras à míngua, o príncipe dos sociólogos torna-se cabo eleitoral de Lula. A maioria tira do governo FHC lições evidentes e parte para a votação inédita, a favor do ex-metalúrgico em vez do costumeiro bacharel engravatado. A identificação com o igual cresce naturalmente, não é imediata nas proporções que fermentarão em seguida.
A maioria não é mais aquela, a pressão dos patrões e dos capatazes não a condiciona e, principalmente, não lê jornal e ao Jornal Nacional prefere a novela e os Faustões da vida. Os editoriais e as manchetes mantêm, contudo, o tom de outrora, na desmiolada convicção de atingir a todos, do Oiapoque ao Chuí.
De todo modo, não nos  iludimos quanto à possibilidade de uma redenção da mídia, pelo menos a curto prazo. Os caminhos são conhecidos porque experimentados com ótimos resultados em países mais adiantados. Difícil, por ora, percorrê-los. Trata-se de criar leis para limitar o monopólio da comunicação e conter a influência patronal nas redações, ao se cancelar, inclusive, e de vez, a figura do diretor de redação por direito divino.
Leis nesse sentido estão em vigor em países de democracia mais antiga e protegida. Aqui é dramaticamente visível, como cabo das tormentas em meio ao mar revolto, o obstáculo representado pelo próprio Congresso, que deveria debater e aprovar as novas leis. Inúmeros deputados e senadores são donos de instrumentos midiáticos e não é por aí que rapidamente chegaremos a uma solução aceitável, assim como não seria se o governo pretendesse ditar as regras.
 Sobram perguntas, angustiantes: o que haverá de ler, ou ouvir, o cidadão consciente quando interessado em saber dos fatos? Em quem confiar no espectro sombrio da mídia nativa? Como distinguir entre a informação honesta e a opinião eventualmente distorcida, corrompida até pelo partidarismo?

Mino Carta

Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br

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Eu, de meu ponto de vista, meus leitores o sabem, divirjo totalmente do pensamento politico do mestre Mino, e não queria o PT no poder desde o mensalão. Mas afora isso, não há vírgula a mudar no diagnóstico sobre a mídia, sobre o país e a forma como o poder aqui se porta. Só coloco aqui que não vejo ainda diferença nessa forma do poder se colocar (seja o executivo, o legislativo, o judiciário e a imprensa - com louváveis raríssimas exceções como os trabalhos do próprio mestre Mino) isso desde 1500. Que as próximas gerações possam ser diferentes e os poderes e a sociedade Brasileiros possam se tornar de fato democráticos. Assim quem sabe esse país possa crescer na proporção do trabalho e do merecimento do seu povo.





terça-feira, janeiro 11, 2011

Abaixo-assinado Contra o retorno da CPMF - Movimento Endireita Brasil

Meus Amigos,

Se a CPMF realmente fosse para a saúde, eu ate não me importaria de pagar..
mas para encher o bolso de politico corrupto.. aí não né!

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Contra o retorno da CPMF - Movimento Endireita Brasil »

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N3715

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que vc também concordará.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

[city.vi],a relevância inexplicável - e sim eu também quero ficar rico...

Recebi hoje, dia 05/01/2011, em um e-mail, um convite da city media foundation, (citymediafoundation.org),
que dizia, que eu tinha sido encontrado por "ele" no blogger, e que pela minha relevância enquanto blogueiro, eu tinha sido escolhido como um possível administrador local do projeto deles, que seria implantar os domínios [city.vi], destinado a vídeos sobre as 68.000 cidades mais importantes do mundo.


Vejam o e-mail:



Olá,
Encontrei o seu blog Aberto Livre e Sem Censura no Blogger e talvez tenha uma proposta interessante a fazer-lhe.
Trabalho para a fundação CityMedia (citymediafoundation.org) e actualmente estamos a oferecer a bloggers relevantes de todo o mundo
uma oportunidade de se tornarem administradores do site de vídeos da respectiva cidade; por isso estou a contactá-lo.
Criámos a rede [City].vi, fazendo vídeos de cidades do mundo acessíveis de forma instintiva com este modelo de endereço: “nome da
cidade” seguido de “.vi” 
Por exemplo: paris.vimadrid.vichicago.vilosangeles.vi, etc.
O modelo de endereço funciona com 68.000 das cidades mundiais mais importantes. Pense numa cidade e experimente...
O objectivo da rede [City].vi é tornar-se no recurso líder de conteúdos de vídeo local. A nossa estratégia: trabalhar com bloggers locais relevantes.
Teríamos muito gosto em que se tornasse administrador do belohorizonte.vi e oferecesse aos cibernautas uma selecção vídeo
abrangente sobre Belo Horizonte.
Ao gerir o site de vídeo da sua cidade, ganha todas as receitas provenientes do site: anúncios publicitários, registo de profissionais, hiperligações...
Deverá também saber que para uma mesma cidade, enviamos uma proposta a vários bloggers.
Venha ao site, encontrará a proposta detalhada e as vantagens de trabalhar connosco e de assumir o controlo do site de vídeo da sua
cidade.
Video: http://www.youtube.com/watch?v=Kl500NppDCY
Facebook: http://www.facebook.com/city.vi
Twitter: http://www.twitter.com/city_vi
Agradecemos a sua atenção.
Vicki Karlin
City.vi Manager
City.vi, a tool by CityMedia Fdt
citymediafoundation.org
Siga esta hiperligação se não quiser mais receber informações nossas.
______________________________________________
Copyright © 2009-2010 CityMedia Fdt.



Enfim, parece uma idéia bem bacana, ganhar um dinheirim, só pra gerir um pagina da internet
com vídeos com informações sobre a minha cidade. Mas acontece que não é assim tão simples,
porque sim, tá lá o site existe, mas o vídeo, voce precisará fazê-los, os anuncios... tá que você
receba, mas você precisará vendê-los... enfim você terá um trabalho do cacete... coisa que nem
todos os blogueiros relevantes convidados teriam tempo, recurso tecnológico e financeiro e
logistica para executá-lo.

Aliás vamos conversar sobre essa relevância.. este blog tem 5 anos de criação (uh! já faz tempo)
o contador não tá lá desde o início, é verdade, mas ele conta agora 7.706 visitas, mas o total não
é muito longe disso, não. E acho que metade dessas visitas, pelo menos, fui eu mesmo quem fiz.
São nove autores no blog (mas na real, só eu escrevo), e 13 seguidores... me orgulho muito dele
mas cadê a relevância do blog, tadinho?

Enfim... acabei o trampo, voltei para casa, abri o e-mail de novo, e pesquisa (Google e Twitter -
como será que as pessoas viviam antes deles)... olha que legal:


 Mais alguém de  recebeu um email com proposta da #[City].vi? Tô 

achando isso com cara de armadilha.




 Eu fui convidada pra adiministrar o duque de caxias . vi pq o meu blog  é muito relevantecity.vi




 
Só q o meu blog não atualizado desde abril do ano passado tem 3 seguidores! 1 sou eu 


mesma! e 2 amigos! o.O city.vi

 A foto de Caxias no site city.vi é essa a 

pior montagem q já vi!




Enfim será que ainda fica mais bacana essa história? Com certeza... Para você aceitar o convite
não basta só você querer. Você participa de um leilão... isso mesmo... 

olha aí o que eu encontrei no site:






Torne o BeloHorizonte.vi no seu site
Os sites de vídeo da rede [City].vi são para alugar durante 1 ano ou mais. Faça a gestão do site de vídeo da sua cidade e ganhe receitas de publicidade, registo de profissionais e mais:
O site será delegado dentro de:  : ::
VideoInformaçõesVideoFaça uma oferta

Apresentação:

A rede [City].vi é um projecto da fundação City Media, citymediafoundation.org.
A [City].vi é uma rede constituída por 68.000 sites de vídeo, cada um deles dedicado a uma cidade do mundo.O que torna a [City].vi diferente de outros projectos de Internet semelhantes é o seu conceito de modelo de endereço:na barra de endereços, pode escrever o nome de qualquer cidade seguido de “.vi” (vi de vídeo).
Por exemplo: paris.vi, athens.vi, chicago.vi, losangeles.vi, etc..
O objectivo da rede [City].vi é tornar-se no recurso líder de conteúdos de vídeo local.
A nossa estratégia: trabalhar com Administradores de Site relevantes em todo o mundo.

Como tornar o BeloHorizonte.vi no seu site:

Os sites de vídeo da rede [City].vi são para alugar durante 1 ano ou mais.
A delegação dos sites [City].vi é baseada em ofertas.
Uma oferta deverá corresponder a quanto oferece você para gerir o site durante 1 ano.
É possível fazer ofertas durante 20 dias após a primeira oferta.
No final do período de 20 dias, o controlo do site é atribuído à pessoa que fez e pagou pela melhor oferta.


Quando um site [City].vi for seu, mais ninguém poderá geri-lo, a não ser que decida não renová-lo no ano seguinte.
 
Venham comigo, raciocinem:
68.000 cidades se, na média arrecadarem U$ 100,00 por cidade são U$ 6.800.000,00
de 
arrecadação. Se eu arrecadasse isso, acho que eu não teria mais nenhuma dívida para o
resto 
da vida. E depois de um ano ou você paga mais para renovar ou devolve o endereço e
com ele todo trabalho que tiver realizado até então. Bom negócio? Com certeza, só não sei
para quem.

Para quase finalizar, do yahoo respostas:

Perguntas respondidas

Sites City.vi, furada?

Oi Gente.. Recebí um e-mail de um site city.vi me convidando para "comandar" um site sobre minha cidade... 
Não sei se vai ser boa coisa.. De início não me pareceu furada.. mas depois eu não acreditei muito.. Queria 
saber de vocês acham que é também!!!
os sites relacionados são:
Venha ao site, encontrará a proposta detalhada e as vantagens de trabalhar connosco e de assumir o controlo 
  • 6 dias atrás

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Boa Noite,

Bom, fiquei bastante intrigado também. Recebi um email desse 00:01. A princípio, exitei em abrir os links 
anexos, raramente o faço, evitando qualquer vírus.

Iniciei então uma busca e vi esse mesmo texto em blogs de outras nacionalidades, futriquei em alguns sites, 
entrei no Chicago.vi, CityMedia, li os textos e detectei alguns detalhes:

1º - Em todos os emails enviados o argumento de escolha do blog é porque ele é conhecido em sua cidade.
 Puts, posto mensalmente e tenho 4 seguidores...rs

2º - O texto foi traduzido por algum site desse tipo, notório no português legítimo de Portugal.

3º (E melhor) - Não é só querer "administrar o site" e ficar rico com os anúncios...rs, você dá um lance de 
quanto quer pagar para tomar conta dele. Se for maior que os demais lances (se existir), você é o grande premiado!!

Ou seja, mais um espertinho quebrando a cabeça para conseguir ficar milionário com a rede, tais como 
Facebook, Google e por aí vai...

Fonte(s):

http://www.citymediafoundation.org/en/index.php?page=foundation
http://www.etsy.com/forums_thread.php?thread_id=6730505
http://chicago.vi/city/chicago,6469/pt/tourism.php#capsule1 - aqui se fala do lance!
  • 20 horas atrás
Avaliação do autor da pergunta:
5 de 5
Comentário do autor da pergunta:
Todas as respostas foram muito boas... Brigado gente.. Decidí deixar isso pra lá...Dinheiro que vem fácil, pode saber!
    Outras Respostas (8)

  • Alerta sobre o convite da CITY MEDIA ou CITY.VI
    Quero chamar a atenção de todos os que receberam o convite para ser administrador do site “city.vi”, é uma proposta que vale a pena ser estudada. A seguir enumero as razões que justificam o estudo da proposta antes 
    do aceite da mesma, estas razões são:
    - o convite para administrador vai de encontro a vaidade pessoal do autor do blog, que recebe um grande 
    elogio sobre o significado e conteúdo de seu blog;
    - golpista costumam utilizar a ferramenta do elogio para atrair suas presas;
    - não existe informação detalhada sobre o funcionamento do site;
    - é apresentado um convite para participação de um leilão;
    - a soma de centavos quando centralizada em uma única conta pode representar uma importância relevante 
    para quem recebe o total arrecadado;
    - considerando o número de municípios no estado do RS, e considerando que cada arrendatário do site o 
    arrende por R$ 10,00, o arrecadador lucrará de imediato R$5000,00;
    - porque o site de Londres, tem um convite para administrador em português (veja no site: WWW.london.vi”, 
    e isso ocorre com todas as demais cidades que falam um idoma diferente do português.
    E não se esqueça de responder a seguinte pergunta qual a razão para mais um site sobre informações 
    turísticas na web. E então tome sua decisão e nunca se esqueça do velho provérbio “é a existência do otário 
    que faz com que o vigarista apareça”.
    Ats
    Maria de Fatima
    http://mariadefatimadasilvaserra.blogspot.com/
    • 3 dias atrás

  • galera, acabei de receber também.
    To achando um tanto estranho..
    O site tá bem bugadinho, vcs perceberam ?
    Se souberem de algo posta!
    Obs:
    Alguem que tenha facebook aqui para adicionar o moço que se identifica no email e tirar as duvidas ?

    Fonte(s):

    http://www.campinas.vi/city/campinas,579/pt/tourism.php
    Dêem uma olhada,
    • 20 horas atrás

  • Recebi um e-mail desses hoje, A proposta veio de um blog que eu colaboro que esta quase desativado, ou 
    seja, eu não poderia ser considerado um bom blogger. O e-mail chegou as 4:32:50 de hoje, 05/01/11, E acho 
    que isso é uma grande cilada! E mesmo se for verdade não to afim de fazer parte disso!
    • 13 horas atrás

  • Eu também recebi este e-mail e cá estou. Eu só achei uma comunidade sobre o City Vi no orkut. E só tem um membro fake.

    Eu não vou nem clicar. Não quero entrar nessa não.

    Fonte(s):

    http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=109866144
    • Editado 22 horas atrás
  • Eu recebi a mesma mensagem perguntando a mesma coisa ainda hoje então eu infelizmente não posso 
    responder mais vou procurar no google coisas sobre esse site.

    Fonte(s):

    Hotmail
    • 1 dias atrás

  • Lucas,
    Eu recebi a mesmíssima mensagem e tive sérias dúvidas. Pode ser bom, e real. Mas pode ser o maior 
    golpe também. Na dúvida, estou fora. Mas vou seguir a discussão aqui para ter uma ideia
    • 23 horas atrás

  • Eu também recebi um e-mail idêntico ao seu, e procuro respostas.
    vou acompanhar o tópico, porque de certa forma estou interessada, mas não sei se o site é 'real' ou fake.
    boa sorte.
    • 2 dias atrás
  • não sei
    6 dias atrás
E agora por fim... eu ainda não poderia fazer um blog: belohorizonte.vi.blogspot.com.br, sem
pagar nada e ficar eternamente com todos os R$ que ele render?





P.S.: além das comunidades esquisitas/fakes o v[ideo do yutube não permite comentários, estranho, né?