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sábado, maio 15, 2010

Dunga sorri na Globo. Coerente ou subserviente e intransigente?

TEXTO BLOG MAURO CEZAR PEREIRA - ESPN BRASIL

Não vou discutir nomes, afinal, Dunga é "coerente". Tanto que não chamou Paulo Henrique Ganso e Neymar por terem sido reservas no Santos em jogos no Brasileirão 2009. Mas convocou Doni, Júlio Baptista e Kléberson, que são suplentes hoje! Tão "coerente" que alegou não poder levar os santistas porque não foram testados. Mas incluiu o meia na lista de espera. E chamou Grafite, que atuou só 26 minutos em sua equipe.

Bobagem discutir nomes quando o aspecto técnico não importa tanto. Para Dunga, o que vale é "paixão", "emoção", "o sonho de vestir a camisa da seleção", "ser patriota". Opa, alto lá. Patriota? Então quem não torce loucamente pelo time da CBF é menos brasileiro do que aqueles que se descabelam pelo dunguismo? Não, essa eu não aceito, professor.

Se a turma do panetone passar a Copa vestida de amarelo e festejando cada gol, isso não fará desses elementos bons brasileiros.Pátria de chuteiras em pleno século 21? O mesmo discurso quatro décadas depois? Não, obrigado. Seleção é apenas um time de futebol. Ninguém é obrigado a torcer por ela, tampouco pode ser atacado por não adotar tal comportamento. Jornalistas devem informar e analisar. Imprensa não existe para apoiar nada, e ninguém dá resposta aos críticos.

A seleção da CBF não é "a" favorita ao título, mas apenas uma das equipes com chances. As escolhas de Dunga foram pela dedicação, que em alguns casos pode ser entendida como subserviência. Sim, prioridade para os cordatos que se deixam levar pelo discurso tacanho do técnico que a CBF criou. Falta talento. Com Ronaldinho Gaúcho e Ganso nos lugares de Michel Bastos e Kléberson, por exemplo, ele poderia mudar os rumos de uma partida.

Mas a inflexibilidade impede Dunga de rever conceitos. Não em todos os terrenos. Quando assumiu a seleção da CBF, ele assegurou que não haveria privilégios a jogadores, tampouco a veículos de comunicação. Dunga esteve no Bola da Vez da ESPN Brasil. Chamado a retornar, recusou. Outras TVs, rádios, jornais, revistas e sites gostariam de entrevistá-lo com mais tempo. Nada feito.

Mas concedeu uma exclusiva ao canal Sportv há alguns meses, e após a convocação apareceu no Jornal Nacional. Durante sete minutos, respondeu perguntas. Deu mais ênfase às reações emocionais dos jogadores do que ao desempenho técnico. E sorriu. Dunga estava em casa. Claro, sabia que ali ninguém lhe faria questionamentos de difícil resposta e com chance de réplica, algo que não acontece nas coletivas organizadas pela CBF.

O treinador parece viver num universo paralelo, só dele. Fala sobre uma volta da paixão do torcedor e de um desejo dos atletas de jogarem pela sua seleção como se isso fosse algo novo. Quantos renunciaram à convocação de Parreira em 2006? Todos os por ele chamados estiveram na Alemanha. O que houve foi bagunça há quatro anos, graças à permissividade geral, inclusive de Américo Faria e Ricardo Teixeira, até hoje na CBF, ao lado de Dunga, que ignora tal "detalhe".

Jogadores de nível técnico discutível veem a seleção como algo distante e, quando dentro dela, aceitam o que lhes é imposto, seja o que for. A lista de Dunga está cheia de gente assim, daí o comportamento tão elogiado. Até porque, para ele, jogar bola não é o mais importante. Pesa mesmo a capacidade de aceitar o discurso que parece extraído de um livro de auto-ajuda.

Coerência? Não me parece esta a palavra que marque a atual "Era". Que tal contradição, subserviência e intransigência?




quarta-feira, abril 19, 2006

O Mais Importante

Como primeira discussão deste blog, resolvi começar com um assunto importante. Acho fácil falar sobre coisas importantes, dificil é descobrir o que é importante para ser falado. Poderíamos discutir as absolvições no Congresso, o sigilo do caseiro, a máquina trabalhando pelo poder constituído, afinal este ano é ano de eleição, a primeira do pós-mensalão, mas isso não é assim tão importante pra gente começar este blog. Quem sabe falar do terceiro ano da invasão no Iraque, a preparação para a invasão do Irã, o banho maria em que está o planejamento da invasão da Coréia do Norte, ou da Venezuela, quem sabem mais tarde até a do Brasil, ou quaisquer outros planos de interferência da potência hegemônica do norte em todo os povos deste planeta, mas que importância tem isso. Acho que menos que aquela passarela do Oscar que o Aécio mandou construir entre o metrô e centro de convenções, pra ser usada no encontro do BID e depois nunca mais. Michele Bachelet, Angela Merkhel, Evo Morales e o Gás natural? Bons temas falaremos de tudo isso, mas em pleno 2006 eu não poderia começar com alguma coisa menos importante para nós, Povo Brasileiro, do que a Seleção para a Copa da Alemanha. (Você não concorda? O povo mais genial que já existiu sobre o qual está fundada toda a sociedade que existe hoje é que inventou essa história de pão e circo, não fui eu, então apenas sigamos aos mestres e falemos sobre nosso mais importante circo.)

Nosso técnico é o Parreira. Eu fico impressionado de como ainda há nos jornais discussões e enquetes sobre as pretensas vagas que ainda restam no grupo. Então vamos entrar nessa jogada:
O Dida e o Júlio César são os dois primeiros goleiros, para terceira vaga tem essa guerra na imprensa, que eu não sei porque, o terceiro goleiro não vai jogar nem um minuto da Copa. Então, que importa se vai ser o Marcos Rogério Ceni ou o Gomes? Mas vamos lá: é minha opinião que o terceiro goleiro deveria ser um jovem que estivesse sendo preparado para ser titular da Seleção um dia. Daí as melhores opções são o Gomes, o Bruno e o Fábio; Eu prefiro o Gomes e, dentre estas opções que eu dei, o Parreira também. Mas isso não importa porque o Parreira deve levar o Marcos mesmo (vai ser teimoso assim!).
Ricardinho ou Alex? Isso nem dá pra discutir. O Alex joga mais e é o único jogador que pode dar uma modificada no esquema sempre cauteloso do Parreira, ou seja, favas contadas: o Ricardinho será o convocado.
Agora no ataque tem aqueles três candidatos pra último reserva (eu acho linda esta disputa!) Nilmar, com todo respeito, você só poderia ser convocado para a seleção da Argentina. Assim o Tévez podia te colocar na cara do gol toda hora. Mas no Brasil, sinto muito. Ricardo Oliveira: eu duvido que consiga ser titular do São Paulo nesses três meses que vai ficar por aqui, o Alex Dias que já é reserva hoje é muito melhor que ele. Só sobra o Fred, e esse caboclo é virado pra lua, viu. Quem acompanhou sua carreira sabe, o risco é ele estando no grupo todos os titulares se machucarem forçando a sua escalação, só não acho que o risco é grande porque com a sorte que ele tem ele entra e acaba com a Copa. Além do mais o Zagallo sabe que "Fred Convocado" tem treze letras. Então está decido.

Agora para a reserva do Roberto Carlos, acho melhor chamar o Erasmo, porque as opções colocadas aí são sofríveis e eu me recuso a discutir qualquer opção e seja o que for que o Parreira levar eu espero que, em caso de necessidade, seja escalado o Zé Roberto pro lugar dele, pras próximas Copas é rezar pra aparecer algum lateral esquerdo que saiba jogar bola neste país.

Pronto é esta a minha opinião sobre o assunto mais importante do momento. Quem quiser falar sobre isso, ou sobre qualquer outra coisa, blogdoed@gmail.com .

É isso aí, obrigado pela sua atenção. Da próxima vez , talvez fale sobre o alterego do Willy Gonzer, o Bento XVI. até...

ED