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quinta-feira, abril 21, 2011

O SEGREDO DOS HAMSTERS DO NAZISTA



Cresci ouvindo todo mundo dizer que o alemão da nossa rua era nazista. Mas só anos depois descobri toda carga de ódio histórico que a palavra carrega. Antes disso o via com olhos indulgentes. Era solitário, e não parecia opção sua. Só isto bastava para eu me encher de pena. Diziam que se isolava porque seus segredos eram tantos e tamanhos que vivia com medo de cometer inconfidências durante o sono que o prejudicassem irremediavelmente. Por isso, diziam também, nem mulher arranjara desde a chegada ao Brasil.
Era criança e pensava na implicância das pessoas como puro despeito por ele viver num belo sobrado ao pé da ladeira entre casas humildes de empregados da fábrica de tecidos que logo cedo acordava o bairro com um apito estridente, descoroçoando os galos nos quintais. Com chuva ou neblina, frio ou calor, os trabalhadores beijavam mulheres e crianças e dirigiam-se pontualmente ao serviço. Ele, no entanto, nunca seguia para trabalho algum. Sua exclusiva ocupação visível era postar-se ao amanhecer no portão de casa qual esfinge, olhos cravados na rua, e uma expressão grave de quem remoía o passado. Ele continuava ali enquanto não passavam todos os trabalhadores de semblantes pesados e soturnos. Em pouco mais de meia hora, o sol mal dissipando a madrugada, a rua voltava ao silêncio. Um ou outro cachorro farejava o magro lixo da gente pobre em busca da primeira refeição do dia. Como não havia mais atrativo ali, o homem voltava a fechar a porta de casa, isolando-se do mundo. Só a abriria novamente quando o apito da fábrica anunciasse o final da jornada. E ficaria à porta, umas vezes sentado em cadeira, outras em pé mesmo, novamente esfinge, não raro sem camisa, os peitos flácidos, a barriga gorda caída sobre o cós da calça escondendo o cinto até quando o último trabalhador passasse. Não permanecia observando o movimento da nova seara de gente que invadia a rua com grande barulho: os estudantes. Durante a movimentação na rua ele não cumprimentava ninguém. Também não reclamava que a contrapartida fosse a indiferença. Tratavam-no como se não existisse, como se fosse a sombra de uma árvore que se alguém acenasse para ela poderia passar por louco.
À porta de casa ou à janela, eu vigiava a sua movimentação, ou melhor, a sua imobilidade com grande interesse. A luz acesa dia e noite no quarto da frente do andar superior também me intrigava. O que tanto fazia trancado naquele ambiente? Achava-o estranho, hábitos misantrópicos em descompasso com a vizinhança acessível e tagarela. Estariam as conversas quase cochichadas dos adultos influenciando meu juízo a seu respeito? Naquele tempo seus hábitos incutiam-me a certeza de que nazista era o mesmo que se enclausurar, esconder-se de tudo e de todos. Certa vez minha mãe criticou a timidez excessiva de minha irmã mais velha, que a mantinha reclusa em casa como uma monja no claustro, e não tive dúvida em vingar-me dela na primeira oportunidade em que me passou raiva: nazista! Levei uma sova e promessas de outras tantas se voltasse a repetir palavrão tão feio.
O nazista saía furtivamente de casa, pude observar, sempre metido no mesmo paletó de tweed xadrez, chapéu de feltro na cabeça e olhares desconfiados escrutinando calçadas, becos, cruzamentos das ruas. Não fosse a excessiva desconfiança passaria por um bom velhinho aposentado em roupa comum. O destino de suas saídas era previsível: o banco, o armazém e, com mais frequência, o vendedor de hamsters, que atendia num aviário. Este último destino era o que mais chamava atenção nas redondezas. Inicialmente, o próprio dono do aviário era indiscreto a respeito das visitas do nazista. Falava com português duro de Lisboa que o homem lhe comprava muitos hamsters. E a história da preferência do nazista pelos ratinhos correu a rua de ponta a ponta. Quando ouvi sobre os hamsters do nazista, visitei o desbocado Manuel. E ele não se fez de rogado, vasculhou um livro de vendas e contou os animaizinhos adquiridos pelo homem no último mês: cinquenta, ó miúdo, disse alisando o vasto bigode negro. Mas nem o Manuel, familiarizado no Sudeste Asiático com quem comia cobra e cachorro, sabia o destino dos hamsters do nazista. Disse com pragmatismo sobre a excentricidade: interessa-me que é bom cliente, paga à vista pelos bichinhos e nunca reclama do preço. Que posso querer mais, pá? Virou-me as costas, como a querer reparar o tempo perdido com criança, e pôs muita atenção no desnecessário trabalho de arrumar as já arrumadas gaiolas dos pássaros. Eu voltei intrigado para casa. O que fazia o nazista com tantos hamsters? Um só, dois, vá lá, serviriam de companhia, distração para um homem solitário. Mas um monte deles!? Pior de tudo que o sobrado era um fortim inexpugnável. Outro dia meus pais se deram conta, surpresos, que em dez anos jamais viram vivalma entrar lá. Já que ninguém tinha acesso ao fortim, restou como desforra apelidá-lo de bunker. O segredo dos hamsters era, portanto, indevassável.
Assim a imaginação popular deu asas, ou patas, à fantasia. Havia quem garantisse serem os hamsters o alimento predileto do nazista. Ao ouvir à mesa de refeição meu pai relatar o absurdo que se espalhava pela rua, minha mãe correu ao banheiro aos engulhos. Voltou ainda lívida e furibunda: nunca mais diga coisa tão nojenta à mesa. Ele encolheu os ombros defendendo-se: é o que o povo diz. Meu irmão caçula sublimou a versão nojenta com uma hilária. Para a criançada do colégio, o nazista queria dar continuidade ao desejo megalomaníaco de Hitler de dominar o mundo. Treinava secretamente um exército de hamsters brancos para conquistar países, começando pelo Brasil.
A dificuldade no estabelecimento da verdade e as conjeturas incendiavam as mentes. O mistério em torno dos hamsters crescia como uma bola de neve e naturalmente buscavam-se estratégias para desvendá-lo.
Mas havia os que se negavam a cooperar. O Manuel, arredio afinal, era um deles. Com receio de perder o bom cliente, não se aventurava à mínima especulação junto ao nazista sobre o destino deles. E muitos tinham sido os apelos por ajuda. Defendia-se com a esfarrapada desculpa de que o velhinho e ele trocavam raras palavras. O homem, num português sofrível, que maltratava o clássico ouvido manuelino, mal expressava a quantidade de ratinhos que queria a cada visita; e isso, claro, após sucessivas tentativas mal sucedidas: deiza, quinça, vintuna, e por aí afora.
Mas como o desfecho de toda história tem a sua hora, a do nazista também chegou. Ninguém o vira viajar, no banco havia dias que não aparecia, no armazém não comprara alimentos nos últimos dias, no Manuel, aonde ia dia sim, dia não, já eram três dias de ausência. Inconformado, o português punha olhos acusadores sobre a clientela: espantaram-me o melhor freguês.
Mas ele não estava com a razão.
Numa manhã em que mais uma vez não abrira a porta para acompanhar o taciturno desfile dos empregados da fábrica de tecidos, a vizinha ao lado, incomodada com o mau cheiro exalado do bunker, acionou os bombeiros. Até eu corri para a massa de gente que rápido se aglomerou diante do sobrado. Antes de escapulir, pus todos em casa em polvorosa: os bombeiros vão arrombar a casa do nazista. Minha mãe gritou da cozinha: Meu Deus é a guerra! Mas eu já estava longe demais para ouvir o que dissera depois, talvez a proibição de ir até lá. Frustração geral. Os bombeiros impediram a aproximação de curiosos. O espanto cresceu quando chegou o rabecão, deu ré e posicionou a traseira colada à porta principal. Por ali retiraram o corpo do velhinho. Bombeiros e rabecão foram embora como chegaram: rápido e com absoluta discrição. Uma coisa era certa: o alemão morrera. E isso virou notícia no bairro.
A tarde reservava mais surpresas. Com a polícia, os repórteres invadiram o bunker em completo alvoroço. Flashs pipocaram na frente da casa, dentro, no quintal, nada escapou às lentes atentas dos fotógrafos. O que havia ali de tão especial a ponto de deixar a imprensa ávida? Havia mais de três décadas que a guerra acabara, os nazistas criminosos, quase sem exceção, haviam sido capturados e julgados, a maioria já estava inclusive morta. Não havia mais peixe graúdo escondido. Não, não havia sido descoberto um nazista importante em minha rua. Os repórteres também se foram menosprezando a ralé operária. Um mais atencioso cifrou resposta a minha súplica: leia amanhã a Tribuna.
No dia seguinte o nazista, de fato, era manchete principal em todos os jornais da cidade. O legista antecipara ataque cardíaco como a causa da morte. Fotos dele jovem com o uniforme da SS e velhinho como o conhecíamos na rua encimavam o seu nome alemão: Hans Grüber. Então despertei para o fato de a rua toda conhecê-lo só por nazista. Um estigma pessoal com que nunca se incomodara. Nem quando surpreendia um resto de conversa à sua aproximação: lá vem o nazista.
Fora guarda no campo de concentração de Treblinka. Mas não pesava sobre ele qualquer acusação de crime de guerra. A página interna, inteirinha, trazia com detalhes o motivo de tanto estardalhaço sobre o homem.
Grüber montara em casa, no grande quarto da frente do andar superior, o mesmo que tinha as luzes constantemente acesas e me chamavam atenção, uma réplica diminuta do campo de concentração de Treblinka. Havia até tabuleta com nome pintado. Em minudências, nada faltava: a locomotiva a pilha que percorria o quarto para deixar as vítimas no campo; os grandes alojamentos como galpões de fábrica; a câmara de gás que, cheia de vítimas, recebia dose letal de monóxido de carbono. Em estrutura paralela, o forno crematório. As anotações de Grüber em livro caixa repetiam a meticulosa organização nazista: nos últimos 10 anos sacrificara mais de cinco mil vítimas. As vítimas, algumas delas libertadas pelos bombeiros raquíticas pela privação de alimentos, pasmem, eram os inofensivos hamsters.




jjLeandro


domingo, janeiro 30, 2011

E agora, Brastemp?


por valkinha no ololco.com/

Que o consumidor é sempre passado para trás no Brasil, não é novidade. A novidade é ver alguém lutando pelos seus direitos.
Eu vi esse vídeo e concordo com o que ele disse. Eu sei o que é ficar sem geladeira (to sem uma há meses damn), e sei do transtorno que isso causa pra alguém que tem direito a uma geladeira e não a consegue por causa das empresas.
Eu trabalho com Direito do Consumidor (sim, sou uma pessoa normal O.o ) . Vivo puxando a orelha das empresas e mandando elas pagarem os clientes. Mas isso é quando chega a mim. Pra chegar a mim, em 99% dos casos, houve contato com a loja, com o PROCON, com a loja, com a justiça, com a loja, tentativas de conciliação, com a loja, com a fábrica, mais audiência de conciliação até chegar nas minhas mãos. Às vezes, já passou mais de ano. Algumas pessoas desistem, outras lutam pelos direitos e eu não tenho dó de canetar uma empresa quando vejo que ela desrespeitou os clientes. Um exemplo disso é a plaquinha dizendo que o estabelecimento não se responsabiliza por furtos em veículos em seu estacionamento. Chega lá na minha mesa e a empresa diz: Olha tem a plaquinha. E fala com tanta convicção, que os clientes ACREDITAM que foi uma fatalidade. Aí chega a Valkinha e caneta falando: Doutores. Súmula 130. Agora, vamos discutir quanto vocês precisam pagar para o cliente. Viu? Eu sou brava `_´. Pra quem não sabe, a súmula 130 diz que os estabelecimentos comerciais são responsáveis por furtos em veículos que estão em seu estacionamento, sendo gratuito ou não, tendo plaquinha ou não. Portanto, amiguinhos, vão à luta.
Voltando ao assunto, o que eu ouvi pessoas dizendo: Ah, o cara é rico, por que fazer isso? Compra outra e cala a boca. Ele mesmo disse uma coisa: E se for com você? E eu digo que não importa que ele seja o Eike batista ou um catador de papelão. Direito é Direito. Os dois são consumidores e precisam ser respeitados. No caso em tela, ele inclusive depositou dinheiro na conta da Brastemp e não recebeu a geladeira ainda, sequer um comunicado sobre o que iria acontecer. Isso a gente costuma chamar deestelionato, o velho 171 (Não estou dizendo que foi o caso, queridos, só que essa conduta, se proposital, pode configurar estelionato). Eu, se fosse o cara, já tinha feito um B.O. E eu sei, quando chega na delegacia, o policial vai dizer que isso é direito do Consumidor e não caso pra polícia. Oi! Deixa isso pro JUIZ decidir. Me digam, e as empresas de formatura, em que o povo paga e a empresa some? Não seria uma relação de consumo? No entanto, é comum vermos em época de final de ano, reportagens falando que foi colocada a polícia no meio e talz. Polícia não pode se negar a fazer B.O, se um policial se negar, pegue o nome dele e mande pra corregedoria.
Fugi do assunto, não? Mas foi por uma boa causa. Valkinha é cultura, genthy! Como eu disse, é um direito dele. Acham mesmo que Bill Gates, Eike Batista estariam onde estão se ficassem deixando qualquer um passar a perna neles? Tem gente que dá valor ao seu dinheiro, sendo rico ou não. Pelo cara morar num condomínio de luxo, isso não quer dizer que ele tem que ficar quieto. Pelo contrário. Não dizem por aí que a justiça só funciona com os ricos? Então que comece com eles.
Aos leitores, eu peço. Dêem valor ao seu dinheiro e não tenham vergonha de procurar a justiça e seus direitos de consumidor. Brasil só tá assim, porque o povo tem vergonha de fazer “barraco”, porque acha que ir atrás de seu Direito é ser barraqueiro. Nos EUA é diferente, porque o povo de lá briga mesmo. Acreditem, a justiça tá do lado de vocês, só precisam a procurar. A justiça não pode agir sozinha, precisa que vocês peçam ajuda.
E agora, a questão principal: E agora, Brastemp? Que vai fazer?

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Aqui em casa foram uns três meses sem máquina de lavar roupa... e o pior é que a máquina estava na garantia, e o desrespeito foi igual, a coisa só se resolveu com o envolvimento da justiça. Segue em frente Sr. Oswaldo Borelli, sua luta é a de todos nós.











segunda-feira, janeiro 17, 2011

Paradoxo do Nosso Tempo



    George Carlin


Nós bebemos demais, gastamos sem critério. Conduzimos depressa demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, vemos televisão demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores. Nós falamos demais, amamos muito raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida, mas não a vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planeamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a apressar-nos mas não sabemos esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande e de carácter pequeno; de lucros acentuados e de relações vazias. Esta é a era dos dois empregos, de vários divórcios, casas chiques e de lares e corações despedaçados. Esta é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e de muito, muito pouco na despensa. Uma era que leva esta carta até si, e que lhe permite dividir esta reflexão ou, muito simplesmente, clicar na tecla 'delete'. Lembre-se de passar algum tempo com as pessoas que ama, pois elas não vão estar aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhoso aos seus pais ou a um amigo, pois não lhe vai custar sequer um cêntimo. Lembre-se de dizer 'amo-te' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... ame muito… Um beijo e um abraço curam a dor, sempre que emanam bem lá de dentro, do fundo de si mesmo. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!


Patética mídia nativa


Mino Carta


Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.

7 de outubro de 2010 às 10:31h
Patética mídia nativaAs velhas redações acreditavam em jornalismo honesto. Não é o caso das nossas semanais.
 Jornais e revistas ainda não perceberam que os tempos de golpismo acabaram e acreditam manter a velha in fluência do Oiapoque ao Chuí
Ocorre-me recordar Claudio Marques, que se dizia jornalista como tantos outros dispostos a enganar o público e,  eventualmente, a si próprio. Assinava uma coluna no Shopping News, jornal publicitário de circulação gratuita na São Paulo de 1975. Tempo de ditadura e de recrudescimento do Terror de Estado após o discurso dito “da pá de cal”, pronunciado no começo de agosto pelo ditador Ernesto Geisel para avisar aturdidos navegantes que “a distensão lenta, gradual, porém segura” haveria de sofrer uma interrupção. Foi nesta ocasião que Ulysses Guimarães, em pronunciamento na Câmara, comparou Geisel a Idi Amin Dada.
Pois Claudio Marques, caçador de comunistas agachados atrás de cada esquina, passava seu tempo a denunciar os vermelhos comandados por Vlado Herzog, a cujos cuidados estavam entregues os programas noticiosos da TV Cultura. Marques contava com a aprovação ampla, geral e irrestrita do DOI-Codi, ex-Operação Bandeirantes, e foi enfim premiado com a prisão, ou melhor, o sequestro dos jornalistas alvejados, a começar por Herzog, assassinado pelos torturadores no mesmo dia em que deu entrada no quartel do DOI-Codi. Dia 25 de outubro, um sábado.
Os tempos mudaram, felizmente. Não há mais torturadores e porões para hospedá-los e aos seus instrumentos, por exemplo. Há, entretanto, herdeiros de Claudio Marques afinados com os dias de hoje e ainda velhacos e daninhos. A semelhança entre o caçador de comunistas a serviço do DOI-Codi e esses jornalistas (jornalistas?) é percebida pela obsessiva preocupação que cultivam desde a primeira eleição de Lula com a quantidade de anúncios governistas nas páginas de CartaCapital. Trata-se, obviamente, de uma ofensa gravíssima ao pretender insinuar, com leveza de britadeira, que vendemos a alma ao Sapo Barbudo. Alguém, no meio da tigrada, proclama: CartaCapital não tem credibilidade.
Não ouso afirmar que a vice-procuradora da Justiça Eleitoral Sandra Cureau (pronuncie Quirrô) seja sucedâneo do DOI-Codi. Creio, porém, que na sua ação inquisidora desfechada contra esta publicação ela tenha levado em conta as aleivosias assacadas contra nós por sem-número de colegas (colegas?), embora não tenha dúvidas quanto à origem tucana da assoprada final e decisiva: o candidato José Serra gosta de dar telefonemas. Assim como não me abalo a crer que o nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff- seja determinante. Obrigatórios sim, a definição e seus motivos desde o começo da campanha oficial, como se dera em 2002 e 2006 em -relação a Lula. Dever para com os eleitores.
Registro que o Estadão no domingo 26 decidiu desvendar a evidência. Um humorista diria: surpresa, estão com o Serra, e eu que até ontem não tinha percebido. Melhor o Estadão, de todo modo, do que o resto da tropa de choque, Globo, Folha, Veja, a agirem como partido político, conforme a óbvia constatação do presidente da República. Barack Obama foi além quando disse que não daria entrevista à Fox porque esta não era órgão midiático e sim “partido político”.
Lula errou, na nossa visão, ao afirmar: “A opinião pública somos nós”. A frase é certamente perigosa. Da mesma forma foi erro incluir tempos atrás no programa de governo a criação de uma entidade destinada a classificar os órgãos da mídia ao sabor dos seus comportamentos em relação aos direitos humanos. Esta não é tarefa governista, e Carta-Capital não usou meias-palavras na ocasião para condenar a iniciativa. Diga-se que o prato indigesto saiu prontamente do cardápio, graças a uma barganha lamentável pela qual se fez a felicidade dos torturadores da ditadura e dos seus mandantes, muitos já no além, ao aceitar a ideia da anistia polivalente.
CartaCapital reprovou também a criação de uma tevê pública federal por enxergar de saída o seu inescapável destino: servir ao poder contingente, como se dá com a Cultura paulista, em mãos tucanas há 16 anos. Resta ver se o Brasil estaria maduro para uma tevê estatal, nascida do entendimento de que esta há de ser uma instituição permanente a servir à nação em lugar do governo do -momento. -Sinceramente, não aposto nesta maturidade.
O fenômeno que mais me aflige põe-se, no entanto, a propor por quês. Por que os profissionais da mídia nativa aderem tão compacta e fervorosamente ao pensamento dos patrões? Por que lhe tomam as dores como se eles mesmos pertencessem à categoria? Uma premissa. Em termos econômicos, a situação nas redações é semelhante àquela da população brasileira em geral. Os jornalistas graúdos, assinaturas celebradas, ganham mais que os colegas americanos e europeus, e nem se fale dos salários da nossa televisão. Astronômicos, trafegamos entre nababos. Na zona cinzenta flutuam os remediados. À ralé sobra esperança. A maioria dos recém-formados não tem emprego. Este, ninguém que conseguiu quer perder.
Pode-se concluir que os graúdos curvam-se diante da generosidade patronal enquanto os miúdos em tempos bicudos contentam-se com as migalhas? Talvez a explicação valha em relação a muitos casos graúdos e miúdos. Mas há que se ressaltar, em relação a outros, o ardor com que assumem os interesses do patrão. Estamos diante de uma identificação visceral, a ponto de justificar, no meu ponto de vista, uma investigação profunda a se valer das lições de Balzac e de Freud. Ambos ficariam muito impressionados, creio eu, ao registrar que os profissionais nativos chamam o patrão de colega, e nisto são únicos no mundo. Quem sabe mais ainda Balzac do que Freud.
No mais, vale acentuar que esta unicidade, esta exclusividade, invade outros terrenos. Um: o nosso sindicato se dispõe de bom grado a oferecer aos empresários da comunicação carteirinha de jornalista. Dois: sem falar da mediocridade dolorosa, a nossa mídia é única na sua capacidade de se alinhar de um lado só na hora de uma eleição, por exemplo. E não somente nesta. Mundo democrático afora vigora o pluralismo que a Folha de S.Paulo, com inefável hipocrisia, afirma existir em suas páginas. Nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha, só para citar alguns países, tem vez o jornalismo de todas as tendências. Aqui não, só existe uma, a favor da minoria privilegiada.
O que espanta é a tenacidade com que essa mídia permanece atada ao passado oligárquico. Os editoriais de hoje são absurdamente iguais àqueles de 47 anos atrás, que invocavam o golpe para impedir a cubanização do Brasil. Agora falam em mexicanização e venezuelização, e clamam contra o assalto à democracia e à liberdade de imprensa, perpetrado pelo presidente da República e seu partido e fadado a prosseguir à sombra de Dilma Rousseff.
Durante o ano de 1963 e nos primeiros meses de 1964 anunciavam a iminente marcha da subversão. Nunca passou. Veio foi a Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade, de imponentes efeitos subversivos. E lá se foi a liberdade, com a bênção dos editorialistas. Os quais aí estão agora para prestar seu solerte serviço. Salvo raras exceções, editorialistas, colunistas, articulistas. Diretores, redatores-chefes, editores, repórteres. A turma toda.
Os colegas do lado de lá, um exército, prestam-se a acusar sem provas, omitir fatos, frequentemente mentir com a expressão do dever cumprido. Encantou-me, na Folha de S.Paulo de segunda 27 a entrevista da vice-procuradora Sandra Cureau, aquela que atendeu a uma entrevista anônima para cometer uma inominável prepotência contra Carta-Capital, esta sim, verdadeiro atentado à liberdade de imprensa. Mas a entrevistadora ali estava para agradar à doutora, a ponto de mencionar seus cabelos loiros e olhos azuis. Nem foi capaz, está claro, de uma única, escassa pergunta a respeito da ação movida contra nós.
Recordo que na semana passada manifestamos a certeza de que não contaríamos com a solidariedade dos barões da mídia e dos seus sabujos, bem como das chamadas entidades de classe. Aqueles são mestres em mau jornalismo. Mas será mesmo jornalismo? Quanto a estas, confirmam apenas a sua patética inutilidade. Para não dizer do viés tendencioso, ou francamente alinhado.
Patética é também um bom qualificativo para a atuação da mídia nativa ao longo deste ano, iniciado com a previsão de uma retumbante vitória tucana. E quando se viu que o ardil de Lula funcionava e que Dilma crescia graças inclusive ao seu próprio desempenho, começou a sarabanda.
Não se diga que os velhos morteiros deixaram de funcionar. É inegável, porém, que munição foi oferecida de graça pelo próprio PT, mais uma vez, do seu lado a dar tiros no pé. Está claro que o fogo aberto para denunciar ameaças à democracia e à liberdade de imprensa não passa de tentativa frustrada de invocar fantasmas do passado. Pesou, isto sim, o caso Erenice, no qual se mesclam dois fenômenos tão antigos quanto os fantasmas, contudo resistentes, dois vícios gravíssimos da tradição verde-amarela, dois pecados impredoáveis: nepotismo e clientelismo.
É espantoso: a rapaziada ainda não percebeu que o País mudou em latitude e longitude em relação à época do golpe. Certo é que a mídia detinha amplo poder há 50 anos, quadra favorável à influência dos ditos formadores de opinião. Bastava alcançar os senhores da minoria e seus aspirantes para alcançar os fins buscados.
Desta vez com o segundo turno, a mídia poderá enxergar no resultado um prêmio de consolação. Vale sublinhar, entretanto, que o PT concedeu espaço exagerado aos seus aloprados, como já houve em outras ocasiões, e mostrou, assim, lacunas sérias na organização e na união. Cabe ao presidente da República anotar  que muitos dos problemas surgidos para seu governo tiveram sua origem nas fileiras petistas.
Os coronéis ainda mandavam em largas áreas e na hora da eleição lotavam a caçamba do caminhão depois de colocar a cédula preenchida nas mãos dos seus peões. Chamava-se voto de cabresto, e dava certo. Esse gênero de penosas tradições foi tragado pela transformação de um país então de 70 milhões de habitantes e hoje de 200. E com os documentos em dia para chegar logo à maioridade, à contemporaneidade do mundo.
Os senhores não apreciam a perspectiva e torcem contra. Deixa como está para ver como fica. O primeiro ato da debacle foi encenado na eleição de Fernando Henrique Cardoso e no seu segundo mandato. Cabe a ele o papel de primeiro motor da mudança, a ser concretizada no governo Lula.
FHC em 2002 lança sobre seu candidato José Serra uma sombra espessa e maligna. Com baixo índice de aprovação e pífia atuação, de sorte a deixar ao sucessor burras à míngua, o príncipe dos sociólogos torna-se cabo eleitoral de Lula. A maioria tira do governo FHC lições evidentes e parte para a votação inédita, a favor do ex-metalúrgico em vez do costumeiro bacharel engravatado. A identificação com o igual cresce naturalmente, não é imediata nas proporções que fermentarão em seguida.
A maioria não é mais aquela, a pressão dos patrões e dos capatazes não a condiciona e, principalmente, não lê jornal e ao Jornal Nacional prefere a novela e os Faustões da vida. Os editoriais e as manchetes mantêm, contudo, o tom de outrora, na desmiolada convicção de atingir a todos, do Oiapoque ao Chuí.
De todo modo, não nos  iludimos quanto à possibilidade de uma redenção da mídia, pelo menos a curto prazo. Os caminhos são conhecidos porque experimentados com ótimos resultados em países mais adiantados. Difícil, por ora, percorrê-los. Trata-se de criar leis para limitar o monopólio da comunicação e conter a influência patronal nas redações, ao se cancelar, inclusive, e de vez, a figura do diretor de redação por direito divino.
Leis nesse sentido estão em vigor em países de democracia mais antiga e protegida. Aqui é dramaticamente visível, como cabo das tormentas em meio ao mar revolto, o obstáculo representado pelo próprio Congresso, que deveria debater e aprovar as novas leis. Inúmeros deputados e senadores são donos de instrumentos midiáticos e não é por aí que rapidamente chegaremos a uma solução aceitável, assim como não seria se o governo pretendesse ditar as regras.
 Sobram perguntas, angustiantes: o que haverá de ler, ou ouvir, o cidadão consciente quando interessado em saber dos fatos? Em quem confiar no espectro sombrio da mídia nativa? Como distinguir entre a informação honesta e a opinião eventualmente distorcida, corrompida até pelo partidarismo?

Mino Carta

Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde. redacao@cartacapital.com.br

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Eu, de meu ponto de vista, meus leitores o sabem, divirjo totalmente do pensamento politico do mestre Mino, e não queria o PT no poder desde o mensalão. Mas afora isso, não há vírgula a mudar no diagnóstico sobre a mídia, sobre o país e a forma como o poder aqui se porta. Só coloco aqui que não vejo ainda diferença nessa forma do poder se colocar (seja o executivo, o legislativo, o judiciário e a imprensa - com louváveis raríssimas exceções como os trabalhos do próprio mestre Mino) isso desde 1500. Que as próximas gerações possam ser diferentes e os poderes e a sociedade Brasileiros possam se tornar de fato democráticos. Assim quem sabe esse país possa crescer na proporção do trabalho e do merecimento do seu povo.





domingo, janeiro 09, 2011

Telemarketing Ativo - Cliente mais Ativo ainda



Toca o telefone... 
Alô. 
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha? 

Pois não, pode ser comigo mesmo. 

- Quem fala, por favor? 


Edson. 

- Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Sr. tem direito... 


Desculpe interromper, mas quem está falando? 
- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando... 

Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser? 
- Bem, pode.. 

De que telefone você fala? Meu bina não identificou. 

- 10331. 


Você trabalha em que área, na OI? 
- Telemarketing Pro Ativo. 

Você tem número de matrícula na OI? 
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária. 
Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa. 
- Mas posso garantir.... 

Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI. 
- Ok.... Minha matrícula é 34591212. 

Só um momento enquanto verifico. 

(Dois minutos depois)

Só mais um momento

(Cinco minutos depois)

Senhor? 

Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje. 

- Mas senhor... 

Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto? 


- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson? 

Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones. 


- Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim. 
(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou.. 

- 10331. 

Com quem estou falando, por favor. 

- Rosicleide 


Rosicleide de que? 

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz). 


Qual sua identificação na empresa? 

- 34591212 (mais irritada agora!). 


Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la? 

- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma 
linha adicional. A senhora está interessada? 

Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, 
pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô! 

TUTUTUTUTU...

Desligou.... nossa que moça impaciente!

Interracial


Homem se casa com cadela na Austrália

Sidney - Um casamento inusitado foi realizado na cidade australiana de Toowonomba. Um jovem se casou, na última terça-feira, com sua melhor amiga, uma cadela labrador de 5 anos, de acordo com informações do The Chronicle.

De acordo com a reportagem, a cermimônia de casamento do jovem Joseph Guiso e a labrador Honey, que ele adotou há cinco anos, foi realizada no Laurel Bank Park. Entre os convidados, além da família, estavam trinta dos amigos mais íntimos de Joseph.
Foto: Reprodução internet
Rapaz se casa com sua cadela na Austrália e revela: "É amor" | Foto: Reprodução Internet
"Você é minha melhor amiga e faz cada parte do meu dia melhor," disse Guiso em seus votos.

A decisão pelo casamento ocorreu durante um passeio, quando Guiso e Honey passaram em frente ao local onde foi realizada a cerimônia e no momento em que um outro casal realizava sua própria cerimônia.
"Eu disse que poderíamos ser nós", disse Guiso. "Ela não disse nada, então eu interpretei como um sim".
O noivo fez questão de esclarecer que a união não é sexual. Segundo ele, que se considera um homem religioso, a culpa por viver com Honey sem estarem casados, era insuportável. "É apenas puro amor", revelou.

Uma Fábula do Peru


Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão.

Certo dia, o Pavão refletiu:
- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão.

Então cruzaram... e daí nasceu o 
Peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!

Moral da história:
Se a coisa tá ruim, não inventa!!!
Gambiarra só dá merda!!!





Horóscopo Ranziza



ÁRIES - 21/03 a 20/04Você é metido a honesto, sincero e se acha um líder natural. O problema é que você é do contra e não consegue influenciar ninguém. Chega nos lugares e "bota pra quebrar", simplesmente porque você quer fazer as coisas do seu jeito nem que seja na porrada, um bronco. O que você quer mesmo é poder. A sorte dos outros signos é que você nunca consegue chegar ao poder, falta inteligência!
Profissões típicas do ariano: Segurança de baile funk, Juiz de futebol de varzea, Lutador de full contact.
 
TOURO- 21/04 a 20/05
Você é materialista e trabalha demais. Os outros signos o acham pão-duro e estão certos. Além disso, é teimoso, só faz merda e continua fazendo. Você deve se perguntar por que trabalha tanto e só se ferra?A resposta é simples: Sua cabeça-dura não deixa você enxergar um palmo diante do nariz. Por isso você trabalha e só leva fumo, e graças a sua teimosia vai continuar levando.
Profissões típicas do taurino: Mestre de Obras, Borracheiro, Pastor da Igreja Universal.
GÊMEOS- 21/05 a 20/06
Você é falso, fofoqueiro, e cara-de-pau. Não é confiável. No trabalho, faz amizade como se fosse leal e depois entrega todo mundo. É tão fingido que ninguém desconfia. Gosta mesmo é de ferrar os outros e ficar rindo por trás . Todos consideram você um canalha mal-resolvido. Geminianos costumam ter jeito pra adultério, falsificação e estelionato.
Profissões típicas do geminiano: Advogado de traficante, Político, Pastor da Universal.

CÂNCER - 21/06 a 21/07
Você é ranheta. Os outros signos são obrigados a ficar agüentando você reclamar da vida. Se acha solidário e compreensivo, o que faz de você um puxa-saco, mas o que você quer mesmo é ficar "bem na fita", custe o que custar, acaba sempre ficando numa boa, apesar de não valer nada. Um sacana com cara de santo. Quando pressionado você faz chantagem, chora e faz da sua vida a pior de todas. Por isso, os outros signos nunca desconfiam de você. E o pior é que todos gostam de você.
Profissões típicas do canceriano: Cabeleireiro, Manicure, Pedicure, Autor de livros de auto-ajuda.

LEÃO - 22/07 a 22/08
Você se acha o máximo, um líder natural. Os outros signos acham você um otário prepotente . Não passa de um baba-ovo, querendo se promover. Quer ter status, ser o rei da cocada, mesmo sabendo que é um pé rapado.. Quer ser o centro das atenções mas como não tem charme não consegue. Daí sua agressividade. Gosta de botar todo mundo pra trabalhar por você, enquanto você mesmo fica "coçando".
 Profissões típicas do leonino: Capataz de fazenda, Ditador, Sargento.

VIRGEM - 23/08 a 22/09
Você é metido a perfeccionista, detalhista. Gosta de criticar e organizar tudo. Isso faz de você um burocrata insuportável. É carteziano e não tem jogo de cintura. Gosta de cuidar da vida alheia. Critica os outros, "mete o pau" , mas não enxerga o próprio rabo. Quando pessoas de outros signos preenchem aquele maldito formulário em cinco vias carbonadas, batidos à máquina, elas não tem dúvida... Só pode ser um virginiano que fez.
Profissões típicas do virginiano: Funcionário público, Contador, Analista de crédito.

LIBRA - 23/09 a 22/10
Você se acha equilibrado, e justo. Diz que protege os outros e luta contra injustiças. Na verdade, você pensa somente em si, é egoísta. Gosta de sofisticação, mas não passa de um desinformado. Nas conversas, tenta sem embasamento falar sobre temas como literatura e arte, e dificilmente entra em polêmica. Quer ser politicamente correto. Você é um "fazedor de média". Isso esconde sua verdadeira cara.
Profissões típicas do libriano: Advogado de comunidade de favela, Gerente de casa de massagens, Cambista de jogo do bicho.

ESCORPIÃO - 23/10 a 21/11
Você é o pior. Desconfiado, vingativo, preguiçoso, cruel, traiçoeiro, racista, malicioso, mentiroso, invejoso, cínico. Um canalha completo. Só ama sua mãe e a si mesmo. Aliás, você não ama nem sua mãe. É imprestável, devia ter vergonha de ter nascido. Escorpianos são tiranos por natureza. Seu único objetivo na Terra é ferrar os outros. Pelo bem dos outros signos, os escorpinianos deveriam ser exterminados.
Profissões típicas dos escorpianos: Carrasco, Terrorista, Serial Killer.

SAGITÁRIO - 22/11 a 21/12
Você é otimista e e confia na sorte. Isso é bom já que você é imprudente, irresponsável, limitado e sem talento. Como não tem competência, sempre arruma desculpas pras suas cagadas, culpa os outros. Além do mais, seu conceito de ética é limitado. É puxa-saco, galinha e gosta mesmo é de sacanagem. Quando consegue alguma coisa na vida é sempre de forma obscura.
Profissões típicas do sagitariano: Ator pornô, Cambista, Moleque de recado de bordel.

CAPRICÓRNIO - 22/12 a 20/01
Você é metido a sério, conservador e politicamente correto. Na verdade é materialista, ambicioso e safado. Tem tendência a enrustir tudo. Grandes homossexuais foram capricornianos. Você é frio, não tem emoções e freqüentemente dorme enquanto transa. Você quer manter as aparências. Quando encontra um amigo, abraça, deseja tudo de bom... mas na primeira oportunidade ferra o cara. Nunca joga limpo e sua frieza faz de você um sanguinário completo. Mas que importa? Se a grana tá entrando... beleza!
Profissões típicas do capricorniano: Banqueiro, Agiota, Traficante.

AQUÁRIO - 21/01 a 19/02
Você não é deste planeta. Tem mente inventiva e dirigida pro progresso, mas mente e comete erros repetidos porque é teimoso. Adora ser do contra. Pensa que tem opinião formada sobre tudo, mas é egoísta e gosta de aparecer, mesmo que esteja no meio da multidão, você quer ser o diferente. Nunca segue padrões. Se acha moderno mas é retrogrado. Se você for homem deve ser um gigolô ou homossexual. Se for mulher tem grande chance de ser scort girl.
Profissões típicas do aquariano: Sindicalista, Petista ou as duas coisas ao mesmo tempo.

PEIXES - 20/02 a 20/03
Você pensa que todo mundo é trouxa e só você é o cara. Se acha o sujeito mais inteligente do zodíaco. Acha que os outros precisam da sua ajuda. Na verdade, se acha superior e considera os outros idiotas. Adora reprimir tudo e todos, impaciente, mal-educado e fica dando conselhos fúteis. O que você faz mesmo é ferrar as pessoas que seguem seus conselhos. Você não passa de um desorganizado, não tem praticidade. Quando alguém te questiona, você recorre ao sobrenatural, uma vez que sua inteligência é limitada.
Profissões típicas do pisciniano: Macumbeiro, cartomante, tarólogo.

As Festas de fim de Ano

Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 01 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções de bebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de natal... Sinta- se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente de verá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de 'Festa de Final de Ano'. A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação.
Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral.
Teremos outros tipos de música para seu entretenimento. Felizes agora?
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... Você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa 'Exclusivo para AA', vocês não serão mais anônimos... Como faço então? Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que $20,00 é muito pouco para um presente.
NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal

Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso?
Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta.
Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida.
Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro . Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos. O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar.
Nossas profundas desculpas.
Esqueci de alguma coisa?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS FILHOS DA PUTA QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA.
Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO CARALHO
Vegetarianos! ?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de merda ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, foda-se! Então, como alternativa, seus putos, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante possível da tal 'churrasqueira da morte' - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de merda, incluindo tomates hidropônicos da casa do car alho & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo no cu.
Ah, espero que vocês todos tenham uma bosta de festa de final de ano!
E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí.
Escutaram?
A Vaca, diretamente da puta que os pariu.
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Dr. Pacheco - Diretor de Recursos Humanos INTERINO
COMUNICADO PARA TODOS OS funcionários
Data: 10 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress.
Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.
Boas Festas,
Victor 



O Mecanismo da Ressaca

Recebi esse e-mail, achei até que fosse mais um daqueles e-mails chatos, sobre vida saudável e etc, porém gostei bem da descrição do processo da ressaca no texto. Não tem nenhuma novidade ou qualquer tipo de mágica inovadora, mas eu achei engraçado.


A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA
Você vai ao bar e bebe uma cerveja.

Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.
 

O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas q "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"
 

E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.
 

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o q ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".
 

Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora q você desmaia... dorme... capota...
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem q tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".


O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.
 

Então, sei q na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida q você mija, já repõe a água.
 

Texto retirado de "O bar do Zé".

O Paraíso é mais quente que o Inferno


Por Pedro Almeida no Bule Voador Fonte: Radiação de Fundo
A temperatura do Paraíso pode ser calculada de forma até que bem precisa. Nossa fonte e autoridade é a Bíblia, citando Isaías 30:26, que diz sobre o Paraíso o seguinte:
“E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior como a luz de sete dias (…)”
Portanto, o Paraíso recebe da Lua tanta radiação quanto a Terra recebe do Sol, e, ainda por cima, recebe também 7 x 7 vezes mais radiação do que a Terra recebe do Sol (sete dias vezes sete vezes a radiação, igual a 49 vezes mais radiação). Somando, dá-se que o Paraíso recebe destes astros 50 vezes mais radiação que a Terra recebe, no total.
(continua)
A luz que recebemos da Lua na Terra é 1/10.000 do que recebemos do Sol, portanto podemos ignorar esta parte, assumindo só recebermos radiação do Sol. Com estes dados, podemos calcular a temperatura do Paraíso: a radiação que é absorvida pelo Paraíso vai aquecê-lo até o ponto em que ele entrar em equilíbrio e o calor emitido por irradiação for igual ao calor recebido por irradiação, por unidade de tempo. Em outras palavras, o Paraíso perde 50 vezes mais calor que a Terra perde, por irradiação térmica. Isto implica que sua temperatura é maior que a da Terra, e pode ser calculada pela lei de quarta potência de Stefan-Boltzmann para radiação emitida/recebida por um corpo negro, em determinada temperatura, aplicada aos dois lugares e racionalizadas:
onde TP é a temperatura absoluta do Paraíso e TT é a temperatura absoluta da Terra, em Kelvins; jP e jT são os fluxos radiantes respectivos (em watts), que no caso do Paraíso é 50 vezes o da Terra, como mencionado pelo profeta (jP=50.jT).
A temperatura na Terra pode ser dita como sendo 300 K, aproximadamente (27° C). Resolvendo para TP, o valor de temperatura no Paraíso encontrado é de 798 K, ou 525° C.
A temperatura exata do Inferno não pode ser computada de forma similar, mas deve ser menos que 444,8° C, a temperatura na qual o enxofre vaporiza-se, transformando-se de líquido para gás. Para tal asserção, tomemos Apocalipse, 21:8, que diz:
“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”
Note que esta bela passagem inclui os ateus. Mas retomando nosso ponto, para que um lago seja constituído de enxofre derretido, é obviamente necessário que ele se encontre ainda na forma líquida e, portanto, abaixo de sua temperatura de ebulição, que é 444,8 ° C. Acima deste valor, haveria uma nuvem de vapor, e não um lago de enxofre.
Temos desta forma uma temperatura no Paraíso de 525° C. A temperatura no Inferno é inferior a este valor, 445° C aproximadamente.
Portanto, o Paraíso é mais quente que o Inferno.
quod erat demonstrandum