quinta-feira, abril 21, 2011

O SEGREDO DOS HAMSTERS DO NAZISTA



Cresci ouvindo todo mundo dizer que o alemão da nossa rua era nazista. Mas só anos depois descobri toda carga de ódio histórico que a palavra carrega. Antes disso o via com olhos indulgentes. Era solitário, e não parecia opção sua. Só isto bastava para eu me encher de pena. Diziam que se isolava porque seus segredos eram tantos e tamanhos que vivia com medo de cometer inconfidências durante o sono que o prejudicassem irremediavelmente. Por isso, diziam também, nem mulher arranjara desde a chegada ao Brasil.
Era criança e pensava na implicância das pessoas como puro despeito por ele viver num belo sobrado ao pé da ladeira entre casas humildes de empregados da fábrica de tecidos que logo cedo acordava o bairro com um apito estridente, descoroçoando os galos nos quintais. Com chuva ou neblina, frio ou calor, os trabalhadores beijavam mulheres e crianças e dirigiam-se pontualmente ao serviço. Ele, no entanto, nunca seguia para trabalho algum. Sua exclusiva ocupação visível era postar-se ao amanhecer no portão de casa qual esfinge, olhos cravados na rua, e uma expressão grave de quem remoía o passado. Ele continuava ali enquanto não passavam todos os trabalhadores de semblantes pesados e soturnos. Em pouco mais de meia hora, o sol mal dissipando a madrugada, a rua voltava ao silêncio. Um ou outro cachorro farejava o magro lixo da gente pobre em busca da primeira refeição do dia. Como não havia mais atrativo ali, o homem voltava a fechar a porta de casa, isolando-se do mundo. Só a abriria novamente quando o apito da fábrica anunciasse o final da jornada. E ficaria à porta, umas vezes sentado em cadeira, outras em pé mesmo, novamente esfinge, não raro sem camisa, os peitos flácidos, a barriga gorda caída sobre o cós da calça escondendo o cinto até quando o último trabalhador passasse. Não permanecia observando o movimento da nova seara de gente que invadia a rua com grande barulho: os estudantes. Durante a movimentação na rua ele não cumprimentava ninguém. Também não reclamava que a contrapartida fosse a indiferença. Tratavam-no como se não existisse, como se fosse a sombra de uma árvore que se alguém acenasse para ela poderia passar por louco.
À porta de casa ou à janela, eu vigiava a sua movimentação, ou melhor, a sua imobilidade com grande interesse. A luz acesa dia e noite no quarto da frente do andar superior também me intrigava. O que tanto fazia trancado naquele ambiente? Achava-o estranho, hábitos misantrópicos em descompasso com a vizinhança acessível e tagarela. Estariam as conversas quase cochichadas dos adultos influenciando meu juízo a seu respeito? Naquele tempo seus hábitos incutiam-me a certeza de que nazista era o mesmo que se enclausurar, esconder-se de tudo e de todos. Certa vez minha mãe criticou a timidez excessiva de minha irmã mais velha, que a mantinha reclusa em casa como uma monja no claustro, e não tive dúvida em vingar-me dela na primeira oportunidade em que me passou raiva: nazista! Levei uma sova e promessas de outras tantas se voltasse a repetir palavrão tão feio.
O nazista saía furtivamente de casa, pude observar, sempre metido no mesmo paletó de tweed xadrez, chapéu de feltro na cabeça e olhares desconfiados escrutinando calçadas, becos, cruzamentos das ruas. Não fosse a excessiva desconfiança passaria por um bom velhinho aposentado em roupa comum. O destino de suas saídas era previsível: o banco, o armazém e, com mais frequência, o vendedor de hamsters, que atendia num aviário. Este último destino era o que mais chamava atenção nas redondezas. Inicialmente, o próprio dono do aviário era indiscreto a respeito das visitas do nazista. Falava com português duro de Lisboa que o homem lhe comprava muitos hamsters. E a história da preferência do nazista pelos ratinhos correu a rua de ponta a ponta. Quando ouvi sobre os hamsters do nazista, visitei o desbocado Manuel. E ele não se fez de rogado, vasculhou um livro de vendas e contou os animaizinhos adquiridos pelo homem no último mês: cinquenta, ó miúdo, disse alisando o vasto bigode negro. Mas nem o Manuel, familiarizado no Sudeste Asiático com quem comia cobra e cachorro, sabia o destino dos hamsters do nazista. Disse com pragmatismo sobre a excentricidade: interessa-me que é bom cliente, paga à vista pelos bichinhos e nunca reclama do preço. Que posso querer mais, pá? Virou-me as costas, como a querer reparar o tempo perdido com criança, e pôs muita atenção no desnecessário trabalho de arrumar as já arrumadas gaiolas dos pássaros. Eu voltei intrigado para casa. O que fazia o nazista com tantos hamsters? Um só, dois, vá lá, serviriam de companhia, distração para um homem solitário. Mas um monte deles!? Pior de tudo que o sobrado era um fortim inexpugnável. Outro dia meus pais se deram conta, surpresos, que em dez anos jamais viram vivalma entrar lá. Já que ninguém tinha acesso ao fortim, restou como desforra apelidá-lo de bunker. O segredo dos hamsters era, portanto, indevassável.
Assim a imaginação popular deu asas, ou patas, à fantasia. Havia quem garantisse serem os hamsters o alimento predileto do nazista. Ao ouvir à mesa de refeição meu pai relatar o absurdo que se espalhava pela rua, minha mãe correu ao banheiro aos engulhos. Voltou ainda lívida e furibunda: nunca mais diga coisa tão nojenta à mesa. Ele encolheu os ombros defendendo-se: é o que o povo diz. Meu irmão caçula sublimou a versão nojenta com uma hilária. Para a criançada do colégio, o nazista queria dar continuidade ao desejo megalomaníaco de Hitler de dominar o mundo. Treinava secretamente um exército de hamsters brancos para conquistar países, começando pelo Brasil.
A dificuldade no estabelecimento da verdade e as conjeturas incendiavam as mentes. O mistério em torno dos hamsters crescia como uma bola de neve e naturalmente buscavam-se estratégias para desvendá-lo.
Mas havia os que se negavam a cooperar. O Manuel, arredio afinal, era um deles. Com receio de perder o bom cliente, não se aventurava à mínima especulação junto ao nazista sobre o destino deles. E muitos tinham sido os apelos por ajuda. Defendia-se com a esfarrapada desculpa de que o velhinho e ele trocavam raras palavras. O homem, num português sofrível, que maltratava o clássico ouvido manuelino, mal expressava a quantidade de ratinhos que queria a cada visita; e isso, claro, após sucessivas tentativas mal sucedidas: deiza, quinça, vintuna, e por aí afora.
Mas como o desfecho de toda história tem a sua hora, a do nazista também chegou. Ninguém o vira viajar, no banco havia dias que não aparecia, no armazém não comprara alimentos nos últimos dias, no Manuel, aonde ia dia sim, dia não, já eram três dias de ausência. Inconformado, o português punha olhos acusadores sobre a clientela: espantaram-me o melhor freguês.
Mas ele não estava com a razão.
Numa manhã em que mais uma vez não abrira a porta para acompanhar o taciturno desfile dos empregados da fábrica de tecidos, a vizinha ao lado, incomodada com o mau cheiro exalado do bunker, acionou os bombeiros. Até eu corri para a massa de gente que rápido se aglomerou diante do sobrado. Antes de escapulir, pus todos em casa em polvorosa: os bombeiros vão arrombar a casa do nazista. Minha mãe gritou da cozinha: Meu Deus é a guerra! Mas eu já estava longe demais para ouvir o que dissera depois, talvez a proibição de ir até lá. Frustração geral. Os bombeiros impediram a aproximação de curiosos. O espanto cresceu quando chegou o rabecão, deu ré e posicionou a traseira colada à porta principal. Por ali retiraram o corpo do velhinho. Bombeiros e rabecão foram embora como chegaram: rápido e com absoluta discrição. Uma coisa era certa: o alemão morrera. E isso virou notícia no bairro.
A tarde reservava mais surpresas. Com a polícia, os repórteres invadiram o bunker em completo alvoroço. Flashs pipocaram na frente da casa, dentro, no quintal, nada escapou às lentes atentas dos fotógrafos. O que havia ali de tão especial a ponto de deixar a imprensa ávida? Havia mais de três décadas que a guerra acabara, os nazistas criminosos, quase sem exceção, haviam sido capturados e julgados, a maioria já estava inclusive morta. Não havia mais peixe graúdo escondido. Não, não havia sido descoberto um nazista importante em minha rua. Os repórteres também se foram menosprezando a ralé operária. Um mais atencioso cifrou resposta a minha súplica: leia amanhã a Tribuna.
No dia seguinte o nazista, de fato, era manchete principal em todos os jornais da cidade. O legista antecipara ataque cardíaco como a causa da morte. Fotos dele jovem com o uniforme da SS e velhinho como o conhecíamos na rua encimavam o seu nome alemão: Hans Grüber. Então despertei para o fato de a rua toda conhecê-lo só por nazista. Um estigma pessoal com que nunca se incomodara. Nem quando surpreendia um resto de conversa à sua aproximação: lá vem o nazista.
Fora guarda no campo de concentração de Treblinka. Mas não pesava sobre ele qualquer acusação de crime de guerra. A página interna, inteirinha, trazia com detalhes o motivo de tanto estardalhaço sobre o homem.
Grüber montara em casa, no grande quarto da frente do andar superior, o mesmo que tinha as luzes constantemente acesas e me chamavam atenção, uma réplica diminuta do campo de concentração de Treblinka. Havia até tabuleta com nome pintado. Em minudências, nada faltava: a locomotiva a pilha que percorria o quarto para deixar as vítimas no campo; os grandes alojamentos como galpões de fábrica; a câmara de gás que, cheia de vítimas, recebia dose letal de monóxido de carbono. Em estrutura paralela, o forno crematório. As anotações de Grüber em livro caixa repetiam a meticulosa organização nazista: nos últimos 10 anos sacrificara mais de cinco mil vítimas. As vítimas, algumas delas libertadas pelos bombeiros raquíticas pela privação de alimentos, pasmem, eram os inofensivos hamsters.




jjLeandro


Meu Coração Partido

E enfim, hoje eu chorei. Chorei Litros. Lavei a alma. Ainda Não passou a dor. Mas já chorei. Eu podia estar relatando isso em tweets, mas não quero... porque além de tudo pretendo agora estar voltando as atividades aqui. Quero agradecer a todos todos todos os meus amigos, os do mundo real, e e os aqui do mundo digital, os que me ouviram... nesses momentos de dor de cotovelo, agravados pela dela depressao, e mesmo os que não o fizeram. Mas em muito especial, minha Queridíssima Ana Clara Souza Barros. E ao Chico Anysio que proporcionaram a catarse. Ainda não estou exatamente bem. Mas digo que ainda vou ficar. O suficiente pra desconstruir o mundo moderno e reconstrui-lo como Wonderfull World

domingo, abril 03, 2011

Saudade...



 
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Entenda por que a CBF reconheceu hoje o título do Flamengo em 1987 / A Disputa pelos Direitos de Transmissão do Campeonato Brasileiro

por Paulo Vinicius Coelho/Eddacoca



Que o Flamengo é campeão brasileiro legítimo de 1987, é óbvio. Você sabe minha posição há muito tempo. O Flamengo é o campeão legítimo, porque até Pernambuco acompanhou o Módulo Verde, dado que o Santa Cruz estava na competição. O Sport é o campeão legal porque as finais disputadas com W.O. contra Inter e Flamengo valeram o reconhecimento da CBF. E isso não se tira. 

Então, a partir do reconhecimento da CBF ao título do Flamengo, o que aconteceu nesta segunda-feira, há dois campeões na história. O ano de 1987 passa a ser como o de 1968 e tem dois vencedores.
Mas aqui o assunto é: por que a CBF decidiu reconhecer hoje, e justamente nesta segunda-feira, o título brasileiro discutido há 24 anos?


O x da questão é o racha do Clube dos 13 sobre o novo contrato de TV para o Campeonato Brasileiro.
Para que você entenda melhor o tema, divido em capítulos:
xxx
1. Está em questão a renovação do contrato dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro e isso ameaça rachar o Clube dos 13. De um lado está o Corinthians e, supostamente, os que votaram em Kléber Leite na eleição do C13 contra Fábio Koff, ano passado -- Botafogo, Coritiba, Goiás, Corinthians, Cruzeiro, Santos, Vasco e Vitória. Como Flamengo e Corinthians sempre pediram que os dois clubes de maior torcida tivessem maior percentual no rateio dos clubes, imagina-se que o Flamengo possa ir para esse lado.


2. Pela primeira vez, o Clube dos 13 divide os direitos de TV em categorias: TV aberta (brigam Globo e Record), TV fechada (SporTV ou ESPN podem ganhar), Internet, Celular. A ideia da comissão de TV, composta por Alexandre Kalil (Atlético-MG), Maurício Assumpção (Botafogo), Luis Álvaro (Santos), é que a decisão se dê com propostas feitas em envelopes fechados. A melhor proposta será a vencedora. A ideia está atrelada ao estudo feito por Ataíde Gil Guerreiro, ex-dirigente do São Paulo e diretor-executivo do Clube dos 13.


3. Ano passado, Ricardo Teixeira tomou duas atitudes rápidas após perder a eleição do Clube dos 13 -- apoiava Kléber Leite, derrotado por Fábio Koff. A primeira foi anunciar, no dia seguinte à derrota, que o Morumbi estava fora da Copa do Mundo de 2014. A segunda foi entregar ao São Paulo a Taça das Bolinhas. Do ponto de vista político, isso significava punir o clube de Juvenal Juvêncio -- principal articulador da candidatura Fábio Koff -- com a perda da Copa e, em seguida, jogar o São Paulo contra o Flamengo.


4. Após aceitar o reconhecimento como primeiro hexacampeão brasileiro, Juvenal Juvêncio afastou-se do Clube dos 13. Em vez de aglutinação entre as forças políticas vencedoras da eleição, o Clube dos 13 viu o afastamento delas. É esse afastamento o que permite, neste momento, o entendimento de Ricardo Teixeira de que pode seduzir Patrícia Amorim a acompanhar Andrés Sanchez num suposto racha do C13. E se manter favorável à Rede Globo. A pergunta é: por que a CBF tem tanto interesse em que a Rede Globo ganhe a concorrência?


5. Ninguém no C13 tem exata noção de que papel Patrícia Amorim exercerá na eleição a partir de agora. Ela pode ser cooptada pelo pequeno presente de Ricardo Teixeira -- ano passado, o Botafogo recebeu empréstimo de R$ 8 milhões e, por isso ou por outra razão, votou em Kléber Leite. O fato é que o empréstimo foi concedido próximo à data da eleição. Casos como esse é que permitem a impressão de que pode estar havendo troca de favores. Mais do que isso, produzem a certeza de que a tentativa da CBF é de trocar favores. Cabe ao Flamengo aceitar o presente, não trocar o favor.


Nesta terça-feira, há uma reunião em São Paulo da comissão de renovação dos direitos de TV do Campeonato Brasileiro. Nela, deve ficar claro qual será a data da abertura do envelope vencedor da disputa por TV aberta.


O Flamengo e o Sport são campeões brasileiros de 1987. Se você é rubro-negro, carioca ou pernambucano, pode comemorar. Mas não deixe de entender o contexto de cada decisão tomada pela CBF. Elas têm um viés diferente do que você imagina.


Se você quer entender o que aconteceu em 1987, mande uma mensagem para paulo.v.coelho@espn.com. Esclareço o que aconteceu.
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E então é isso. amanhã o clube dos treze começa a se definir para a escolha das transmissoras que vão adquirir os direitos de transmissão do campeonato brasileiro nos anos de 2012, 2013 e 2014.
O racha político em que o clube dos 13 se encontra, já evidenciado na eleição de presidente, que teve o seguinte quadro:
Fábio Koff (12 votos)Kléber Leite (8 votos)
Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Guarani, Internacional, Palmeiras, Portuguesa, São Paulo e Sport.Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória.

Em princípio, os eleitores do Kléber Leite, estariam fechados com a CBF, o que incluiria então a Traffic e a Globo, junto com a Sportv.
O Palmeiras teve uma mudança politica, com a eleição da oposição no clube. A rivalidade recente entre São paulo e Flamengo, com o imbróglio, taça das bolinhas, e campeonato brasileiro de 1987, é a tentativa de atrair pelo menos o Flamengo, e talvez, até, também o São Paulo, para o outro lada da disputa.
Tudo é possível e nada é garantido para o que vai ser decidido a partir de amanhã.
Mas, creio eu, que mesmo que ética falte a todos (ou quase todos) nesse meio. A decisão que será tomada acerca dos direitos de transmissão, será mais linear e mais lógica, do que politica e de simpatias.
É quase certo, que todos os dirigentes tem preferência pela Globo, se nem tanto pela penetração no território do país e pela qualidade da imagem, mas pelo casuísmo nas relações e coberturas. Mas ainda assim, a vitória da Globo, da Sportv e da Traffic, está sim sob ameaça.
Porque a coisa deve se definir em termos de Valores $$$. Como, de fato, é o esperado, tanto aqui como em qualquer lugar do mundo. E é também o mais correto.
Na verdade a Globo, não tem e nem nunca teve esse costume de se impor pelo aspecto financeiro. Seja no futebol, seja em quaisquer outros assuntos, a Globo sempre que precisou se impor, o fez pela influência, pela politica. A questão do dinheiro para a Globo, sempre foi mais quanto receber do que quanto pagar.
O futebol porém, não só no Brasil mais em todo mundo viveu uma inflação gigante de valores nas últimas duas décadas. No Brasil a coisa não cresceu tanto, e é por isso que sempre cresce o número de brasileiros trabalhando fora do país. Os clubes quebrados, sempre aceitaram as migalhas da grande TV. Eis que agora, os clubes estão encontrando outros filões, com a economia crescendo, e o país atraindo cada vez mais a atenção, a confiança e os investimentos do estrangeiro, os clubes nessa onda, surfam numa onda de poder maior. E com o mercado interno aquecido e em crescimento, o marketing relacionado ao esporte liberta cada vez mais os clubes de depender de relações politicas.
Enfim... quem pagar mais vai levar. E... parece, que a Disney, com a ESPN, vem com uma grana, que nunca antes ela havia tentado (são os olhos do exterior se voltando para as oportunidades no Brasil). E o Bispo Macedo, também parece que vem com uma mala cheia,  com certeza porque ele vai saber fazer dinheiro com esses direitos, mas também para impor grande derrota a sua grande concorrente. E ele vem com os cofres recheados pela arrecadação da igreja ( para mim seria a primeira vez que eu veria uma grande organização religiosa, qualquer que seja, fazendo alguma coisa que eu considere realmente boa).
Haverá um grande aumento nos valores recebidos pelos clubes por essas transmissões. e não sei se a Globo, cresceu (financeiramente), na proporção necessária para fazer frente aos seus principais concorrentes, e por isso, tentativas meio desesperadas de semear a discórdia, para tentar dividir para conquistar.
Eu por mim, declaro minha torcida pela ESPN, pelo jornalismo de qualidade, pelo debate aberto e franco, e pela minha preferência pessoal pelos modelos de transmissão e de reportagem, lá estabelecidos.
E também pela Record, porque juntas ESPN e RECORD, podem fazer o futebol nos horários que ele merece e que são razoáveis. As 20:00 em dias de semana. As 17:00 em finais de semana e feriados.
A Globo, se quiser voltar em 2015, e tiver bala na agulha, que volte mas respeite esses horários.
(estou sendo muito otimista, para o meu ponto de vista, enfim, estou torcendo - haverá sim pressões politicas - mas é a grana que vai resolver no fim - torço que a Globo, não consiga levantar o dinheiro)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Os 185 melhores Times da Década (2001-2010) na América do Sul

Segundo o IFFHS

Club
Country
Points
1.
CA Boca Juniors Buenos Aires
Argentina
2.095,0
2.
São Paulo FC
Brasil
1.939,0
3.
CA River Plate Buenos Aires
Argentina
1.692,0
4.
Cruzeiro EC Belo Horizonte
Brasil
1.622,0
5.
Santos FC
Brasil
1.567,0
6.
SC Internacional Porto Alegre
Brasil
1.469,0
7.
Club Nacional de Football Montevideo
Uruguay
1.459,5
8.
CA San Lorenzo de Almagro Buenos Aires
Argentina
1.442,0
9.
Club Estudiantes de La Plata
Argentina
1.370,0
10.
CA Vélez Sarsfield
Argentina
1.367,0
11.
Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense
Brasil
1.351,0
12.
CR Flamengo Rio de Janeiro
Brasil
1.334,0
13.
Club Libertad Asunción
Paraguay
1.330,0
14.
SC Corinthians Paulista São Paulo
Brasil
1.328,0
15.
Cerro Porteño FBC Asunción
Paraguay
1.296,0
16.
Fluminense FC Rio de Janeiro
Brasil
1.291,0
17.
CSD Colo Colo Santiago
Chile
1.285,0
18.
CD Universidad Católica Santiago
Chile
1.208,0
19.
Liga Deportiva Universitaria de Quito
Ecuador
1.170,5
20.
SE Palmeiras São Paulo
Brasil
1.152,0
21.
Cienciano del Cusco
Perú
1.122,5
22.
CDC Atlético Nacional Medellín
Colombia
1.107,5
23.
CD Universidad de Chile Santiago
Chile
1.085,0
24.
Club Alianza Lima
Perú
1.068,0
25.
Sporting Cristal Lima
Perú
1.063,0
26.
CD América Cali
Colombia
1.056,0
27.
Clube Atletico Paranaense Curitiba
Brasil
1.040,0
28.
CA Lanús
Argentina
1.039,0
29.
Universitario de Deportes Lima
Perú
1.030,5
30.
CD Once Caldas Manizales
Colombia
1.028,5
31.
Goias Esporte Clube Goiania
Brasil
1.027,0
32.
Defensor Sporting Club Montevideo
Uruguay
994,0
33.
CA Banfield
Argentina
992,0
34.
Asociación Deportivo Cali
Colombia
987,0
35.
CR Vasco da Gama Rio de Janeiro
Brasil
984,0
36.
CA Peñarol Montevideo
Uruguay
980,5
37.
CD Independiente Medellín
Colombia
952,0
38.
CD Cobreloa Calama
Chile
934,5
39.
Club Bolívar La Paz
Bolivia
931,0
40.
CA Independiente Avellaneda
Argentina
916,0
41.
CCD Tolima Ibague
Colombia
904,5
42.
CA Mineiro Belo Horizonte
Brasil
880,0
43.
CA Newell's Old Boys Rosario
Argentina
873,0
44.
CA Rosario Central
Argentina
872,0
45.
Arsenal FC Sarandí
Argentina
869,0
46.
Racing Club Avellaneda
Argentina
868,0
47.
Club El Nacional Quito
Ecuador
844,0
48.
Club de Gimnasia y Esgrima La Plata
Argentina
841,0
49.
FBC Olimpia Asunción
Paraguay
826,5
50.
CPD Junior Barranquilla
Colombia
818,0
51.
Botafogo FR Rio de Janeiro
Brasil
812,0
52.
CA Colón de Santa Fe
Argentina
808,0
53.
Independiente Santa Fe CD Bogotá
Colombia
775,5
54.
AD São Caetano
Brasil
766,0
55.
Club Sport Emelec Guayaquil
Ecuador
747,5
56.
Caracas FC
Venezuela
745,0
57.
Audax Italiano La Florida
Chile
739,5
58.
Danubio Football Club Montevideo
Uruguay
727,0
59.
Club Alianza Atletico Sullana
Perú
726,0
60.
Guaraní FC Asunción
Paraguay
724,0
61.
CD Los Millonarios Bogotá
Colombia
720,0
62.
CD Universidad San Martín de Porres
Perú
677,5
63.
Club Deportivo Unión Española Santiago
Chile
664,0

Barcelona Sporting Club Guayaquil
Ecuador
664,0
65.
Club The Strongest La Paz
Bolivia
658,0
66.
AA Argentinos Juniors Buenos Aires
Argentina
654,0
67.
Coritiba FC
Brasil
628,0
68.
Mariano Melgar FBC Arequipa
Perú
627,0
69.
Sociedad Deportivo Quito
Ecuador
619,0
70.
Esporte Clube Vitória Salvador
Brasil
610,0

Figueirense FC Florianópolis
Brasil
610,0
72.
Paraná Clube Curitiba
Brasil
604,0
73.
Deportivo Táchira FC San Cristóbal
Venezuela
585,0
74.
Club Deportivo Cuenca
Ecuador
579,5
75.
Club Sportivo Luqueño, Luque
Paraguay
578,0
76.
CD Atletico Huila Neiva
Colombia
577,5
77.
Coronel Bolognesi FC Tacna
Perú
576,5
78.
CD Huachipato Talcahuano
Chile
576,0
79.
CD Santiago Wanderers Valparaíso
Chile
575,5
80.
Asociación Deportivo Pasto
Colombia
573,0
81.
CD Oriente Petrolero Santa Cruz
Bolivia
565,0
82.
Sport Boys Association Callao
Perú
557,0
83.
Montevideo Wanderers FC
Uruguay
554,5
84.
Nacional FBC Asunción
Paraguay
548,5
85.
CS Deportiva y Cultural de Pereira
Colombia
546,5
86.
Centro Deportivo Olmedo Rio Bamba
Ecuador
529,0
87.
Club Universidad de Concepción
Chile
527,5
88.
Club Bamin Real Potosí
Bolivia
527,0
89.
Esporte Clube Juventude Caxias do Sul
Brasil
511,0
90.
CD Palestino Santiago
Chile
505,5
91.
CN Cúcuta Deportivo
Colombia
497,0
92.
Tacuary FBC Asunción
Paraguay
496,0
93.
Envigado FC
Colombia
493,5
94.
Boyacá Chicó FC
Colombia
493,0
95.
CD Cobresal El Salvador
Chile
489,5
96.
Club Jorge Wilsterman Cochabamba
Bolivia
488,0
97.
CA River Plate Montevideo
Uruguay
471,0
98.
Associação Atlética Ponte Preta
Brasil
456,0
99.
CCD Quindío Armenia
Colombia
450,0
100.
CSCD Blooming Santa Cruz
Bolivia
444,0
101.
CD Everton Vina del Mar
Chile
442,5
102.
Club 12 Octubre de Itaguca
Paraguay
438,0
103.
Liverpool FC Montevideo
Uruguay
436,5
104.
Club Atlético Bucaramanga CD
Colombia
429,0
105.
CA Fénix Montevideo
Uruguay
418,5
106.
CA Huracán Buenos Aires
Argentina
412,0
107.
CD San José Oruro
Bolivia
411,0
108.
CSD Rangers Talca
Chile
408,0
109.
Club Atlético Cerro Montevideo
Uruguay
397,5
110.
AC Mineros de Guayana Puerto Ordaz
Venezuela
392,0
111.
Unión Atlético Maracaibo
Venezuela
389,0
112.
Club Juan Aurich de Chiclayo
Perú
386,0
113.
Club Sol de America Asunción
Paraguay
378,0
114.
Sport Club Recife
Brasil
377,0
115.
Club de Deportes La Serena
Chile
364,5
116.
Club Olimpo Bahía Blanca
Argentina
356,0
117.
Deportivo Italia FC Caracas
Venezuela
355,0
118.
Deportivo Tacuarembó FC
Uruguay
348,0
119.
CSCD Universidad César Valleja Trujillo
Perú
343,5
120.
CD O'Higgins Rancagua
Chile
336,0

Club Sport Ancash Huaraz
Perú
336,0

Central Español Fútbol Club Montevideo
Uruguay
336,0

Atlético Monagas SC Maturin
Venezuela
336,0
124.
CD La Equidad Bogotá
Colombia
330,5
125.
Quilmes Athletic Club
Argentina
330,0
126.
CD Coquimbo Unido
Chile
329,0
127.
Guarani FC Campinas São Paulo
Brasil
324,0
128.
Paysandu SC Belem
Brasil
322,0
129.
Estudiantes de Mérida FC
Venezuela
314,0
130.
Carabobo FC
Venezuela
307,5
131.
CA Talleres de Cordoba
Argentina
306,0
132.
CD Unión San Felipe
Chile
305,0
133.
CA 3 de Febrero Ciudad de Este
Paraguay
292,5

Trujillanos FC Valera
Venezuela
292,5
135.
CD Real Cartagena
Colombia
291,0
136.
CA Bella Vista Montevideo
Uruguay
288,0
137.
CD Aurora Cochabamba
Bolivia
287,0
138.
CA Chacarita Juniors San Martín
Argentina
284,0
139.
La Paz FC
Bolivia
280,0
140.
Club Deportivo Macará Ambato
Ecuador
270,0
141.
CD Santiago Morning
Chile
269,5
142.
CA Tigre
Argentina
266,0

CD Universitario SFX de Sucre
Bolivia
266,0
144.
CS y de Deportes Concepción
Chile
258,0

Rampla Juniors FC Montevideo
Uruguay
258,0
146.
S. D. Aucas Quito
Ecuador
257,0
147.
CD Espoli Quito
Ecuador
256,0
148.
Club de Deportivo Puerto Montt
Chile
249,0
149.
Club de Gimnasia y Esgrima Jujuy
Argentina
248,0
150.
Corporación Deportivo Tuluá
Colombia
244,5
151.
Club de Deportes Ñublense
Chile
243,0
152.
CA Nuevo Chicago Buenos Aires
Argentina
242,0

CD Godoy Cruz Antonio Tomba Mendoza
Argentina
242,0
154.
Club Sport Union Huaral
Perú
234,0
155.
José Gálvez FBC Chimbote
Perú
228,0
156.
Fortaleza Esporte Clube
Brasil
226,0
157.
AD Unión Magdalena Santa Marta
Colombia
217,5
158.
Club Deportes Temuco
Chile
217,0
159.
Miramar Misiones FC
Uruguay
216,0
160.
Club 2 de Mayo Pedro Juan Caballero
Paraguay
213,0
161.
Racing Club de Montevideo
Uruguay
210,5
162.
Grau Estudiantes de Medicina Ica
Perú
208,5
163.
Club Deportivo Pesquero-Wanka
Perú
205,5
164.
CS Cerrito
Uruguay
202,5
165.
Esporte Clube Bahia Salvador
Brasil
198,0
166.
Clube Náutico Capibaribe Recife
Brasil
196,0
167.
Club Atlético Rentistas Montevideo
Uruguay
184,5
168.
Aragua FC Maracay
Venezuela
179,0

Zamora FC Barinas
Venezuela
179,0
170.
Avai FC Florianopolis
Brasil
178,0
171.
EC Santo André
Brasil
168,0
172.
Club Unión Central Tarija
Bolivia
165,0
173.
CA San Martin Tucuman
Argentina
164,0
174.
Club Sport Colombia Fernando de la Mora
Paraguay
162,0

CA Universidad Nacional San Agustín Arequipa
Perú
162,0

Rocha FC
Uruguay
162,0
177.
Anzóategui SC Puerto La Cruz
Venezuela
160,0
178.
CA Plaza Colonia
Uruguay
159,0
179.
Club Atletico Belgrano Cordoba
Argentina
158,0
180.
CD Naval Antofagasta
Chile
154,5
181.
CA Unión Santa Fe
Argentina
152,0

Criciúma FC
Brasil
152,0
183.
Total Chalaco FC
Perú
151,5
184.
Club Guabirá Santa Cruz
Bolivia
150,0

Assoc. Portuguesa de Desportos São Paulo
Brasil
150,0