quarta-feira, setembro 26, 2007

OVOS FRITOS EM 2100

O aquecimento global está aí batendo à nossa porta. Parece que veio para ficar. E o que mais me assusta nessa história toda são as atitudes dos cientistas que já não falam em evitá-lo ou fazê-lo retroceder, mas em adaptar a nossa vida ao que entendem inevitável. Há nessas ações, a meu ver, a lógica capitulacionista da irreversibilidade. Eu explico melhor a partir de uma notícia que li na internet e que transcrevo parte dela: “O Ministério da Agricultura do Japão anunciou que desenvolverá um novo tipo de arroz resistente ao calor e à falta de água, em antecipação a períodos de escassez ocasionados pelo aquecimento global. A medida faz parte de um estudo que prevê quedas na produção de arroz e perdas de florestas se os níveis de dióxido de carbono na atmosfera duplicarem e o aumento do nível de mercúrio, segundo a agência Kyodo”.A notícia tratava ainda de percentagens sobre o aumento do nível de dióxido de carbono na atmosfera até o final do século, mas a mim, leigo como a maioria dos que a leram, causou um profundo mal-estar. Não consegui aplaudir os esforços dos cientistas em tentar tirar coelhos da cartola para que a espécie humana continue sobrevivendo malgrado os estragos que causa ao planeta. Estamos mesmo com os dias contados ou vamos nos adaptar e sobreviver? Apesar de toda a inteligência, vamos perecer como os dinossauros?
São questões que alarmam a todos nós hoje, ainda é cedo para ter respostas, e alarmarão ainda muito mais nossos netos daqui a 30 ou 40 anos se em vez de providências para frear essa insanidade que é a poluição e a devastação de nosso planeta, preferirem paliativos para conviver com ela.

São questões que alarmam a todos nós hoje, ainda é cedo para ter respostas, e alarmarão ainda muito mais nossos netos daqui a 30 ou 40 anos se em vez de providências para frear essa insanidade que é a poluição e a devastação de nosso planeta, preferirem paliativos para conviver com ela.

O RESTANTE DA CRÔNICA VOCÊ LÊ NO ENDEREÇO ABAIXO VISITE MEU BLOG CULTURAL
http://jjleandro-jjleandro.blogspot.com/

ADICIONE SEU BLOG CULTURAL E TENHA MAIS VISIBILIDADE http://culturaworld.blogspot.com/

jjLeandro


O HOMEM INVISÍVEL

Não, não é ficção científica. Essas coisas ainda não acontecem por aqui. Mas o Deodato realmente tornou-se invisível. Todo mundo olhava para ele, mas era como se não existisse. Nada espetacular e glamourizado como o Homem Invisível daquele seriado americano da década de 1970, assim tornado pelos efeitos de um acidente radioativo. Deodato não era um cientista, mas um homem comum. Só vim saber o seu nome, e também um pouco de sua história, bem mais tarde pelos jornais, que contaram na crônica policial – com um pouco de surpresa e culpa – o seu silencioso infortúnio. Acharam em seu bolso de mendigo um bloquinho de papel, a única coisa que guardava com capricho, como se fosse um testamento – não desses para deixar pecúnia. Mas um muito mais valioso: verdadeiro patrimônio humano. Para sobreviver às intempéries, guardava-o enrolado no plástico de um saco de açúcar Cristal. Era um alerta sobre a sua história, para todos nós, onde num trecho relatava, sem egoísmos: “sei que o que estou passando outros milhões também passam em silêncio”. Ele tinha consciência de sua solidão e de sua invisibilidade: “outro dia no sinal estendi a mão em busca de um trocado e o sujeito dentro do carro, vidro fechado, evitando o fogo da tarde, fez de conta que eu não existia. Nem me olhou para dizer um não. Isso sempre é melhor do que o desconhecimento”.
É ele quem vai falar o tempo todo. Serei apenas o veículo dessa comunicação. Como foi parar nas ruas? Era uma história longa, que preenchia várias folhas com uma letra minúscula, cheia de reparos – como a querer consertar a vida disse o jornalista. Mas a mim pareceu ser vergonha de se expor irremediavelmente ao mundo todo – tinha certeza de que iriam lê-lo um dia. “Eu sou um homem do Nordeste. São Paulo foi um sonho que vi virar pesadelo. Em primeiro lugar porque nunca consegui trabalho – vivia de biscate e, muito depois, de esmolas. E depois porque, desde que casei, a mulher se deu melhor com o vizinho do que comigo. Me meteu os pés na bunda e fui parar na rua, me enchendo de pinga para esquecer tudo”.
Mesmo toda a vida sendo um homem simples e sem posses, Deodato sentiu e descreveu a chegada ao fundo do poço: “quando eu vivia de biscate e morava na favela, ainda existia para muita gente. Muitos deles me davam bom dia, conseguia um crédito na padaria da esquina. Alguns companheiros de tragos no bar me chamavam de Déo”. Na rua conheceu o verdadeiro opróbrio: “na rua as pessoas ou te olham com a cara ruim, ou te ignoram. Quase toda vez que me aproximava de uma com a mão estendida, ela virava o rosto de banda, olhando para o outro lado como se procurasse alguém; mesmo se do outro lado corressem um longo muro sujo e a calçada deserta”.
Quando chegou ao irrefutável conhecimento de quem era, mesmo no estado degradante em que se encontrava, ainda sofreu. E isso eu vi claro nas letras trêmulas com as quais escreveu a breve sentença – eu estive com o jornalista que redigiu a notícia e ele me mostrou o bloquinho: “eu não sou ninguém. Eu não existo!”. Em certo trecho do seu testamento quase fui às lágrimas. Ele escreveu, por certo, ao abrigo de alguma marquise de prédio no centro velho de São Paulo, ou ao léu em alguma praça enquanto queimava jornais e papelões para espantar o frio da noite: “para mim todo dia chove. O mundo é um borrão que vejo por trás de uma cortina de água”. Eram as lágrimas dos momentos de dor aguda. Descobri com Deodato que o homem perde tudo: bens, família, dignidade, mas nunca a capacidade de emocionar-se.
“E como souberam de sua história?” perguntei ao jornalista ainda na redação. Ele coçou o queixo, abriu a gaveta da escrivaninha do computador, depositou o bloquinho entre outros papéis – ainda envolto no saco de açúcar – e apagou o cigarro no cinzeiro antes de falar. “Foi simples. Deodato um dia deixou de ser invisível”. “Quando?”, perguntei intrigado. “Quando morreu, homem! Os cachorros foram os primeiros a descobri-lo. Depois veio a inhaca do cadáver...a vizinhança incomodada...e você sabe como são essas coisas”.
Acredito que Deodato augurou esse momento: “Um dia ainda vão me ver”. Mas o jornalista discordou de mim. Na sua versão romantizada, Deodato quis acrescentar à capacidade de se emocionar que o ser humano nunca perde, a despeito de como leva a vida, a condição de jamais abdicar de sonhar.

jjLeandroi


EDUCAÇÃO EM VISTA DE UM PENSAMENTO LIVRE

Não basta ensinar a um homem uma especialidade. Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. A não ser assim, ele se assemelhará, com seus conhecimentos profissionais, mais a um cão ensinado do que a uma criatura harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a compreender as motivações dos homens, suas quimeras e suas angústias para determinar com exatidão seu lugar em relação a seus próximos e a sua comunidade.



Estas reflexões essenciais, comunicadas à jovem geração graças aos contatos vivos com os professores, de forma alguma se encontram escritas nos manuais. É assim que se expressa e se forma de início toda cultura. Quando aconselho com ardor "As Humanidades", quero recomendar esta cultura viva, e não um saber fossilizado, sobretudo em história e filosofia.



Os excessos do sistema de competição e de especialização prematura, sob o falacioso pretexto da eficácia, assassinam o espírito, impossibilitam qualquer vida cultural e chegam a suprimir os progressos nas ciências do futuro. É preciso, enfim, tendo em vista a realização de uma educação perfeita, desenvolver o espírito crítico na inteligência do jovem. Ora a sobrecarga do espírito pelo sistema de notas entrava e necessariamente transforma a pesquisa em superficialidade e falta de cultura.

O ENSINO DEVERIA SER ASSIM: QUEM O RECEBA O RECOLHA COMO UM DOM INESTIMÁVEL, MAS NUNCA COMO UMA OBRIGAÇÃO PENOSA.



Albert Einstein


Diálogos Virtuais do Ogro: Tarantino´s Mind *

Ogro diz: Oi.

Artemis diz: Tô assistindo: http://www.youtube.com/watch?v=hY4n6DPIx_4

Artemis diz: Mas o farsante do Seu Jorge não me convence!...

Ogro diz: Nem a mim... apesar de eu ter gostado do Farofa Carioca na época...

Artemis diz: ahhhhhrrrggghhh

Ogro diz: Seu Jorge, Ana Carolina, Vanessa da Mata... é produto pra classe média pseudo-antenada...

Artemis diz: Céu ....

Ogro diz: Céu se apresentou aqui ontem... Um amigo meu me chamou... Preferi vir pra casa..

Artemis diz: Eu acho que ela pelo menos é interessante musicalmente ... Mas só o fato de fazer cover do Chico Buarque já faz ela perder muuuuitos pontos ...

Ogro diz: Chico virou Deus... Mas, felizmente, ainda há ateus nesse Brasilzão!...

Artemis diz: Nem acho que o problema seja ele ... É mais essa idéia de culto ao cara, de todo mundo novo que aparece ir lá e tomar a benção dessa gente velha ...

Ogro diz: Sim... os deuses são deuses, a despeito de seus fiéis.

Artemis diz: Tem uma banda nova legal que chama ecos falsos ... É uma banda de indie rock, não tem nada de ‘brasileiro’ no som deles ... Mas eles chamaram o Tom Zé pra participar do disco ... E é o Tom Zé que chama atenção... Isso é ridículo!

Ogro diz: Tom Zé é o ícone maior dos “pseudo-antenados”... Midiaticamente falando, é claro...

(...)
(...)
(...)

Ogro diz: Será que é tudo mesmo um só filme?

Artemis diz: O quê?

Ogro diz: ...a teoria do Selton Mello.....os mesmos personagens e tal..

Artemis diz: Tem a ver .... Pode ser que sim... Só sei que o cara é inteligente o suficiente, então ...

Ogro diz: E o que acha do Selton Mello?

Artemis diz: Eu gosto do Seltinho... O cara é bom ator ... Apesar de ele estar sempre com o mesmo cabelo e a mesma barba, independente do personagem, o cara te convence ... Aliás, perto dele, o Seu Jorge fica ainda mais obviamente farsante...

Ogro diz: Hehehe.

* Publicado originalmente no Ogrolândia


segunda-feira, setembro 24, 2007

Ontem a Noiva não Foi ao Altar

Que é irrecorrível e premente a necessidade que tenho de me casar, todos que me conhecem já o sabem.



"Preciso me casar. Preciso ontem."



Diz a sabedoria popular que a grande parte, talvez a maior parte das mulheres tem como um grande objetivo de vida, um casamento bacana.



definição de casamento bacana para uma mulher segundo o meu próprio pensamento:



"Um casamento com um rapaz bonito simpático bem resolvido com atributos sexuais interessantes situação financeira estável, nível cultural pelo menos mínima mente elevado, que seja fiel, ou aumenos leal, agradável, sociável de temperamento compatível, que ame esta pretensa esposa e que seja capaz de despertar a mão dupla deste sentimento na mulher"


ESTANDO POSTA AÍ A TEORIA, FICA CLARO QUE TIRANDO O ÚLTIMO REQUISITO DAQUELA LISTA, SERIA EU, UM OBJETIVO PARA PELO MENOS 20% DAS MOÇAS DO MUNDO, NÃO DEVERIA POIS, EU, TER DIFICULDADES EM MUDAR MEU ESTADO CIVIL.



- Certo?

-ERRADO!!!


Errado pois assim é observado experimentalmente.

Mas como? Um rapaz bonito, sem frescura, um atleta sexual, com emprego garantido pro resto da vida, um salário razoável e boa perspectiva de crescimento. Com casa e carro próprios, da estatura cultural dos boêmios cariocas que criaram a bossa nova, exemplo de lealdade e fidelidade, de prosa boa, presença que é sempre bem-vinda em todos os ambientes que frequente, que se adapta muito bem aos ambientes em que esteja inserido, e as pessoas com quem se relaciona e com uma tendência quase patológica a amar apaixonadamente as moças que julgue interessantes tem dificuldades em conquistar uma noiva? Ainda mais declaradamente procurando?

Como, eu não sei, só sei que é assim.
Posso apenas teorizar sobre o que causaria esta dificuldade, e isto eu faço. Tenho uma teoria que considero bastante plausível, e que pode explicar. Dividí-la-ei com vocês e depois me digam se pode ser por aí, se os motivos são outros... sei lá, mas se possível me tragam também antídotos por que eu já estou atrasado.
O que eu penso é que a culpa é da revolução sexual ocorrida em meados do século XX.
Antes que me critiquem, não eu não gostaria de viver na sociedade totalmente travada e cheia de tabus, de antes da citada revolução, Mas acredito que a forma como ela se deu e as posteriores consequências foi o que modificou o pensamento geral em meu prejuízo.
Aquele homem objetivo descrito lá em cima, o sonho de consumo das mulheres desde uma outra revolução (a burguesa), e se manterá sendo este assim descrito até que haja outra grande modificação da estrutura social mundial que eu não sou nem capaz de vislumbrar e creio eu não chegarei a ver. Mas se esse homem (ou seja eu) ainda é o que as mulheres querem, porque a mim elas não quereriam.
Voltemos a revolução sexual, naquele ponto as mulheres quiseram mudar as regras que então imperavam, costumes foram modificados, o pensamento dos pais foi posto de lado na definição dos parceiros, a opinião de familiares amigos e vizinhos perdeu totalmente a importância. Rompendo com todas as forças que até então eram importantes definidores do futuro sexual e conjugal de uma moça, foi neste apenas o pensamento, o sentimento e o impulso individual da mulher, que agora determinava suas escolhas. O preço pago por isso era muitas vezes alto na família e entre os amigos, mas elas pagaram.
Só que não havia cursos para como tomar as decisões corretamente. Nem os pais, nem as mães, nem irmãos ou irmãs, nem amigos, nem conhecidos, praticamente ninguém, tinha como passar para as moças, os sinais que poderiam auxiliá-las a tomar boas decisões na hora de escolher um marido. Elas sabiam que não queriam ser mulheres como as suas mães, submissas e relegadas a segundo plano na vida do marido. Sabiam que queriam aquele homem lá de cima (que aliás era o homem que as mães delas também queriam), só que este homem era extremamente raro e os que existiam não vinham com a etiqueta 'ESTE É UM HOMEM IDEAL'. Resultado grande maioria delas viu que não adiantou muito romper com a estrutura antes estabelecida, pois a sua vida familiar era tão desagradável ou as vezes até mais desagradável que a de suas mães (não é por acaso que é neste momento histórico que acontece o boom das separações, desquites e divórcios).
Mas a vida anda é para frente e essas mulheres não desistiram, nem deram mão a palmatória (onde elas estiveram cobertas de razão). Cuidaram de suas vidas e preparam a vingança.... (é bem verdade que não foi intencionalmente). Elas criaram as suas filhas para saber lidar com este tipo de homem que as decepcionaram desde o início, e elas aprenderam, graças as suas mães, as moças de hoje não costumam se enganar com rapazes que pareçam bons maridos, e seus olhos estão bem treinados para reconhecer traços de personalidade que possam ser lincados aos defeitos que chatearam suas mães e que com certeza as chateariam também. Dessa forma elas mais vacinadas que suas progenitoras se protegem mais e se envolvem menos.
Porém as mulheres que fizeram a revolução sexual, não tiveram apenas filhas tiveram filhos também. E o que elas fizeram com eles? Eles também foram criados de forma diferente.... essas mulheres criaram seus filhos homens tentando incutir neles as características que elas desejavam que seus parceiros tivessem.
O paradoxo que se estabelece é que hoje o homem ideal para um casamento bacana é muito mais comum que em qualquer momento da história da sociedade burguesa, e neste momento as moças não acreditam que este tipo de homem exista, e mesmo que elas possam ser convencida da existência deles, na hora em que elas se vêem frente a frente com um elas não sabem o que fazer, não estão preparadas....
E é por isso que ontem a noiva mais admirável que verei em toda minha vida (a minha), não foi ao altar. E tem sido assim diariamente, desde que eu resolvi que minha hora de casar já chegou dia após dia a noiva não tem vindo, e já tem mais de ano....
Parece viagem? Pode ser... mas é uma teoria.... Eu pelo menos durmo melhor acreditando nisso.
Se você pensa que eu estou errado. diga o que você pensa... publique aqui... escreva para blogdoed@gmail.com.
Agora se você além de discordar de mim é uma gatinha solteira e interessada em encontrar aquele rapaz descrito lá em cima com vistas ao um relacionamento sério objetivando o casamento.. escreva também e diga onde é que eu te encontro.
ED







ELES NÃO ME ENGANAM

Eu quase não acompanho política. Sei de umas pessoas legais que acompanham. Respeito-as, e em alguns dias de depressão até as invejo. Mas a inveja não é suficiente para que eu me interesse, não mesmo. Não tenho vergonha de admitir isso. É que neste momento de minha vida tenho outras prioridades. Acho que o lance é por aí.

No entanto, o meu desinteresse não me impede de tecer dóceis comentários sobre alguns personagens. E nem sei se esses caras tão em voga. É que são deles que me lembrei agora. Vamos lá:

  1. Aécio Neves: Evidentemente trata-se de um canalha. E para tristeza do meio homossexual, o qual respeito bastante, trata-se de uma bibinha enrustida e insegura;
  2. Geraldo Alckmin: Tá na cara que é ditador, maluco, doidão ortodoxo. Tenho certeza de que ele pratica penitência todo santo dia: pega um chicote e pelado no banheiro açoita-se vinte vezes para cada reza;
  3. Newton Cardoso: Coronelzão tapado e broxa. Não preciso dizer nada, é só lembrar que ele disse, há não sei quanto tempo, que as professoras de Minas não ganhavam pouco, eram mal amadas. Um caso notório de projeção de um pinto mole;
  4. José Serra: Eu até vou com a careca dele. Me parece um bom sujeito, mas tem um defeito fundamental: leva chifre da senhora sua mulher, e nem sabe disso. É o corno desinformado. E mais, também leva chifre dos colegas de partido, que no fundo detestam ele;
  5. Tasso Jereissati: Ricão com cara de menino molestado. Quem acredita num sujeito desse para governar um Estado ou para presidir um país? Um sujeito que era amigo particular do ACM. Tá, tá, tá, beleza, o fato de ser amigo do falecido não quer dizer que sujeito seja isso ou aquilo...mas é que nessa amizade rolou algo mais....sei lá, repetição do trauma infantil, algo assim;
  6. José Alencar: outro com o qual mais ou menos me simpatizo. O cabelinho branco, a voz empostada, o jeito de avô...Mas, sei não, não confio nele. Acho que, apesar de evangélico (e nem sei se é), ele é chegado num traveco. Rararará!
  7. Lula: Finalmente, o pai-lula, o tiozão bonachão e de discurso pronto. Lula é o tipo do cara ideal para fazer propaganda de veneno de rato... Não vou mentir que até votei nele e tal. Mas o que tenho na cabeça é que ele é cuzão. E foi assim, lançando mão do big cu, que ele chegou à presidência. Porra, o cara era chegadão daquele satanás que é o Dirceu, e também daquele falso que é o Genuíno....De novo, não é querendo caracterizar o fulano com base nos amigos e tal, mas é que é difícil de engolir que as pessoas não tenham um mínimo em comum com os chegados.
É isso aí.



segunda-feira, setembro 17, 2007

NATÁLIA


Como dedicatória, em cada livro estava escrito: " Sou um cara bonito, bacana, inteligente, e só lhe ofereço este presente porque quero me casar com você, ou ao menos lhe comer". Não sei de onde lhe veio a certeza de que as mulheres não resistiriam a uma proposta tão direta, à uma frase tão incomum e "espirituosa". Mas o fato é que algumas realmente iam na dele e realizavam parte de seu desejo. Com a Ana, com a Mônica, com a Angélica, por exemplo, aconteceu assim. Elas adoraram o tom da dedicatória, e levando em conta um certo charme do rapaz, despiram-se e foram penetradas sob agradáveis noites em carro, motéis ou na rua. Contudo, nenhuma delas quis ir além, nenhuma entendeu seu principal objetivo, donde concluiu que talvez todas fossem iguais, e que jamais lhe seria concedida a graça do matrimônio. Ele andava triste por conta disso. Lamentava-se em botecos, no trabalho, e às vezes até chorava no colo da mãe. Sua esperança agonizava. Chegou até a pensar em suicídio. Nada sério, porém. Depois de analisar direito e constatar que o mundo era muito maior do que as desilusões experimentadas, decidiu tentar novamente. Formou a idéia de que melhor seria continuar vivo do que lançar-se prédio abaixo ou afogar-se com pedras amarradas nos calcanhares.

Certa noite, num bar do centro da cidade, enquanto discorria veementemente sobre sua precisão matrimonial, uma mulher, aparentemente vinda de lugar nenhum, aproximou-se e o cumprimentou com um irresistível piscar de olhos e com um sutil porém excitante mover de língua nos lábios. A moça era extremamente bela e parecia conter em si características de distintas mulheres: pele morena e seios fartos qual uma espanhola, olhos pretos e amaneirados como uma mineira, plena sinceridade e sorriso solto de uma baiana...O rapaz, que não era do tipo desprevenido, imediatamente sacou um dos livros que levara consigo: A noite na Taverna, do Álvares de Azevêdo. Não era de se estranhar que a escolha recaísse sobre tão obscura novela. Há três anos, por exemplo, dera de presente a uma secretária o Eu, poemas do Augusto dos Anjos; noutra feita, concedera a uma médica o Breviário de Decomposição, do Cioran; mês passado fora o Anticristo, do Nietzsche. Tanto seus presentes como sua dedicatória eram uma extensão de sua peculiar personalidade, de sua singular forma de tratar as mulheres e as pessoas em geral.

Depois de a moça receber o livro e olhar nos olhos do rapaz, comentou com sarcasmo: "Em primeiro lugar, meu verdadeiro nome é Natália. Não dou qualquer importância ao casamento. E se de vez em quando pratico a luxúria, é apenas para gozar no meu corpo, e rir da cara de homens como você". Ela não hesitou em rasgar as páginas do livro na frente dele, no compasso de um estridente e demoníaco sorriso. Diante dessas palavras e ações inusitadas, algo de fundamental aconteceu ao rapaz, e ele sentiu um extraordinário arrepio em todo o corpo; o coração dava cambalhotas e ao mesmo tempo chorava dentro de seu peito. Havia encontrado o que tanto procurara. Enfim sua busca tinha chegado ao termo, e seus sonhos, ao paraíso. Ele apaixonava-se terrível e mortalmente à medida que a Natália prosseguia: "Eu sei como você é. Sei como se comporta a espécie de homens da qual você faz parte. Preste atenção, moço: Eu não me enquadro em nenhuma casta de mulher. Eu sou a mulher, compreende? Eu sou todas as mulheres, tenho tudo que preciso, tudo que outras mulheres querem, tudo o que os homens procuram. Eu sou a Natália. Não tenho medo de nada. Posso fazer de qualquer homem um rei, um facínora ou um mendigo. Sei de tudo. Mas quanto a você, ainda não decidi o que fazer".

Nesse momento o rapaz já não sabia de si. Não tinha mais nada que lhe chamasse a atenção. Somente a mulher, somente ela. E ele se ajoelhou, como um miserável pecador, e com as mãos erguidas suplicou à Natália que fizesse qualquer coisa, qualquer uma, pois não havia mais escolha, ele já lhe pertencia para sempre. Todo a gente do bar parou para olhar aquela cena tão exótica. Mas ele não se importava. Depois de tanto tempo e de tantas tentativas, havia chegado o dia, o seu dia, o dia do seu encontro. Natália continuava sorrindo. No entanto, na sua face morena, um traço de carinho demonstrou que ela havia decidido o que fazer: "Começo a gostar de você. É lindo vê-lo dessa forma, tão inocente e perdido. Minha compaixão faz com que eu lhe conceda uma ajuda. Vou lhe ajudar, menino carente, vou lhe dar tudo o que sempre sonhou, e sua tortura acabará, você será intensa e inimaginavelmente feliz durante um tempo. Não obstante, devo-lhe lembrar que somente por uma noite é que serei sua. O conforto que lhe darei será a minha imortalidade em seu sono". O moço estava trêmulo. Não conseguia dizer absolutamente nada. Fora por ela, fora por esta mulher que percorrera todos os corpos possíveis. E eis que num bar qualquer, diante de bêbados e boêmios sem lar, ele sente a cruel paixão da vida; vê com os próprios olhos a síntese do feminino, a mãe, da mãe, da mãe, de sua mãe, a fêmea primeira e fundamental.

Foi a mulher quem o chamou para saírem daquele lugar. Ao que ele simplesmente obedeceu. Todo o bar observou enquanto os dois caminharam abraçados pela rua. No dia seguinte, o assunto do botequim foi a impressão que tiveram quanto ao abraço: era como se a moça tivesse tomado completamente o rapaz, e o envolvesse de tal modo, que nenhuma outra coisa existiu no mundo além daquilo.

Pararam num lugar não muito distante. Entraram num prédio velho e sem elevador. Subiram três pedaços de escada e enfim chegaram, chegaram à casa de Natália. Havia pouca coisa naquele pequeno apartamento de sala, cozinha e quarto. A mobília era constituída de uma cadeira de balanço (daquelas bem antigas), três quadros abstratos na parede, e de uma bonita cama de casal com lençóis vermelhos. No entanto, o moço não prestou atenção em quase nada. Do objeto em cima da cadeira, seus olhos passaram longe. Ele apenas seguiu a mulher na direção do quarto. Ela lhe disse para se deitar, enquanto retirava toda a roupa; realmente era como uma linda espanhola; verdadeiramente parecia que todas as mulheres moravam ali naquele corpo, especialmente as mais bonitas e sensuais. O rapaz permaneceu deitado, enquanto ela fez todo o trabalho noite adentro: foram gemidos bestiais, gozos descontrolados, sensações divinas e infernais; por mais de três horas ele sentiu todo o mundo num canto só; sua alma parecia dizer que o destino estava cumprido, que tudo o que tinha de ser feito aconteceu. Ao final do amor, de cansado ele adormeceu, sonhou, gozou de novo envolvto em imagens e gemidos, e foi despertado com uma doce voz dizendo-lhe ao ouvido: "É chegada a hora, meu homem".

Ele abriu os olhos, e preguiçosamente atendeu à moça, que lhe disse para ir para a sala. O rapaz estava nu, e ainda não havia acordado por completo. A mulher vestia uma camisola da cor da pele, o que dava a impressão de também estar nua. Ele olhou com todo o seu coração para aquele negro cabelo e para aqueles grandes lábios vermelhos, que lentamente balbuciaram uma frase...O rapaz pensou em desistir, mas logo se lembrou da sentença: "apenas por uma noite e para sempre no seu sono". Um outro arrepio, agora muito mais sombrio e violento, lhe assaltou o coração. Era a sua despedida. Mansamente, como um cão obediente, que abocanha um pedaço de carne podre, ele caminhou até a cadeira, abaixou-se e catou o objeto, conforme a ordem que recebera. Uma lágrima lhe feriu o rosto. Ele fechou os olhos e respirou profundamente. O revólver caiu no chão no mesmo momento em que a moça passava o batom vermelho na boca, arrumando-se para ir embora. Segundos depois, ela passou sem olhar para baixo, deixou a porta aberta, desceu as escadas e desapareceu na rua.




sexta-feira, setembro 14, 2007

Olá de novo. Desculpas. Homenagem e Despedida

Olá de novo caros Leitores, depois de longo e tenebroso inverno, estou de volta a este espaço da filosofia pura, ciência, comunicação, esporte, sentimento e orgulho da nata da elite pensante e vivente dos confins do universo. Que eu seja bem vindo.

Devo antes de tudo pedir humildemente desculpas a todos vocês, os trilhões e trilhões de átomos que compõe os corpos das duas ou três pessoas que visitam este espaço buscando compartilhar as nossas brilhantes visões do mundo. Tentarei não deixá-los na mão doravante, e tomará que enfim essa idéia toda deslanche.

Eu estava com algumas idéias de artigos para escrever aqui, mas fui surpreendido hoje com uma triste notícia que me faz antes de mais nada usar este espaço para homenagear mais um grande brasileiro que se foi.

Figura importante para todas as pessoas d minha geração, o magnífico Pedro Ferreira dos Santos, o PEDRO DE LARA. Este homem é com certeza uma das cinco ou seis mas lendárias figuras da história dos programas de auditório no brasil, e dentre eles o único que não era um protagonista desses programas. Enquanto participante dos programas do Chacrinha e do Sílvio Santos, era a figura que dominava o espaço nos momentos mais marcantes e divertidos dos programas. Um dos personagens mais bacanas dos programas infantis que já existiram na historia da TV, o SALCI FUFU (quem não se lembra?), era também por ele performizado. Que poderia eu dizer então da magnitude de suas participações fantásticas na fase mais divertida do cinema brasileiro, entre as décadas de 60 e 80, é simplesmente inexprimível de tão sensacional. Gostaria eu ter acesso a toda a filmgrafia dele, não só para divulgá-la aqui como para também procurar assistir o desempenho daqueles personagens que pareciam ser sempre os mesmos mas nunvca eram cansativos. Pedro de Lara era ainda além de grande performer, ator, jurado incmparável, um escritor, radialista e cantor , que seguia contra as corentezas dos modismos e construiu seu espaço que apesar de grande era ainda menor do que merecia este fantástico artista. Vá em paz Pedro. Ficamos nós com sua maravilhosa obra... como essas frases :


"A vida é cheia de fases, a pior fase é quando não fazes mais nada."
"Quanto mais dízimos, mais igrejas. Quanto mais igrejas, menos fé."
"Na vida tem que ter estilo, quem não tem não é isso nem aquilo."
"É melhor doer na carne do que arder na consciência."
"A mulher na maciota faz de um sábio um idiota."
"No mercado da vida o homem é sempre um produto de oferta."
"Tapar a velhice com plástica é esquecer que a natureza é drástica."
"O filho quando não presta é espermatozóide estragado."
"Tem gente que é tão pobre, mas tão pobre, que só tem dinheiro".
"Corrigir o incorrigível é buscar o impossível."
"A mulher quando é direita nem canhota perde a linha."
"O cinema ensina matar, a tevê ensina depravar, a droga ensina viciar e a JUSTIÇA ensina deixar pra lá."
"Casar só pra casar é prato feito pra outro usar."
"E você milionário? Lembre-se lá no céu não tem banco."
"A vida é cheia de fases, a pior fase é quando não fazes mais nada."
"Quem dá com amor, dá melhor, mas cuidado, não dê demais."
"Homem sem mulher é largatixa sem parede, morre de fome e de sede."
"O fim de tudo é o máximo do nada"

"O forte enfrenta a morte, o fraco vive correndo dela."
farás falta, meu nobre...

ED

Veja mais do Pedro de Lara:





segunda-feira, janeiro 01, 2007

O Blog na Rede (ano de 2006)

Esse ano nasceu o blog "Aberto Livre e Sem Censura" e aqui ele se desenvolveu, e tomara continue evoluindo e crescendo como já vem fazendo.


Foram publicados, por enquanto 11 artigos, e espero que venham muito mais.


Os textos desse ano foram:


O Blog na Rede (mês de outubro de 2006)
Carta ao (ex-comungado) Frei Beto
CARTA ABERTA AOS ELEITORES CRISTÃOS
O Blog na Rede (mês de maio de 2006)
O Universo Infantil
O Blog na Rede (mês de abril de 2006)
Medo X Esperança X Traição X Postura
O Melhor do Mundo
A Gripe
O Mais Importante
Apresentação


      Não há dados sobre visitação, mas houve comentários, o que significa, em princípio, que pelo menos lido, ele foi.

      A idéia que deu origem a esse espaço,  continua sendo um orgulho e um ojetivo par mim, e eu lhes recordo, republicando a apresentação.
          
      





Apresentação


Este Blog é espaço para um tributo à liberdade de todos nós.
Discutiremos tudo. Sem censura. Escreva pra mim. Eu publico seu texto e respondo. (concordando ou discordando que da MINHA liberdade eu não abro mão) .

Como também não abro mão da SUA liberdade o assunto você decide (futebol politica e religião são bem vindos, não temos medo de polemica).

MANTENHAMOS UM BOM NÍVEL, POR FAVOR.

Quer publicar um texto?
Escreva para: blogdoed@gmail.com

Polemize aqui não haverá linha editorial ou tendência exponha seus argumentos e os veja confrontados (ou reforçados). Quer falar bobagem? Expor sua arte? Tente colocá-la aqui.

Nosso lema: "Defenderei até a morte o direito de dizê-lo, mas não concordo com nada do que disse."

Muito obrigado pela sua atenção.

ED

Publicado originalmente em 14/04/2006




quarta-feira, novembro 01, 2006

O Blog na Rede (mês de outubro de 2006)

Depois de um pequeno hiato no desenvolvimento aqui do blog, esse mês foram 2 postagens que na verdade são intimamente ligadas.

E pela primeira vez demonstrando a vocação desse espaço para a polêmica, o primeiro texto, recebido por e-mail, redigido pelo digníssimo sr frei Beto, e o segundo com minha própria resposta.

A lista dos textos:





Por fim novamente, a apresentação desse blog, novamente colocada, para aqueles que conheçam o blog por agora:





Apresentação


Este Blog é espaço para um tributo à liberdade de todos nós.
Discutiremos tudo. Sem censura. Escreva pra mim. Eu publico seu texto e respondo. (concordando ou discordando que da MINHA liberdade eu não abro mão) .

Como também não abro mão da SUA liberdade o assunto você decide (futebol politica e religião são bem vindos, não temos medo de polemica).

MANTENHAMOS UM BOM NÍVEL, POR FAVOR.

Quer publicar um texto?
Escreva para: blogdoed@gmail.com

Polemize aqui não haverá linha editorial ou tendência exponha seus argumentos e os veja confrontados (ou reforçados). Quer falar bobagem? Expor sua arte? Tente colocá-la aqui.

Nosso lema: "Defenderei até a morte o direito de dizê-lo, mas não concordo com nada do que disse."

Muito obrigado pela sua atenção.

ED

Publicado originalmente em 14/04/2006



quinta-feira, outubro 12, 2006

Carta ao (ex-comungado) Frei Beto

Edmundo Fontela Emediato Grieco

Com todo respeito, Sr Frei Beto,


Fico impressionantemente chocado ao ver pessoas inteligentes como essas que me repassam este texto muitíssimo bem escrito se deixarem levar por essa simplificação (desculpem a palavra forte ) ridícula dos fatos da nossa história recente. Fatos elencados e reais, e segundo minha própria posição politica de tendência de esquerda, e minha educação que é baseada no respeito à humanidade e à cidadania de todas as pessoas e povos do mundo, a legalidade e a moralidade ( não a falsa moralidade estilo rede globo );
é bem verdade que nos ÚLTIMOS 12 ANOS nosso país foi governado por pessoas sem um projeto de nação, sem ética, sem moral, sem compromisso com a verdade, coom as necessidades e direitos do cidadão brasileiro.

Daí, não entendo como qualquer comparação entre períodos deste prazo de 12 anos me podem fazer escolher entre um ou outro grupo, tendo em vista que ambos demonstraram apenas possuir projetos de poder em que defendiam exclusivamente a possibilidade de manterem-se exercendo o poder. Concordo Que Alckimim, sendo um representante do PSDB, apesar de não ter feito parte do governo federal nos anos em que o PSDB foi o partido mandatário da nação, merece nossa desconfiança. Porém, de Lula eu não tenho desconfiança, eu tenho certezas, conivente com a corrupção, coordenador de um sistema de manutenção de poder baixo (desculpem-me novamente ) e sem-vergonha, que é usado no Brasil desde sempre e em todos os níveis pela direita e pela esquerda, pois não há diferença entre os métodos dos famosos coronéis, e dos nossos sindicalistas e do nosso presidente também, infelizmente pra nós.

Eu me pergunto, cadê aqueles milhões de empregos que seiam gerados, cadê aquela redução de juros prometida 4 anos atrás, Cadê o ensinar a pescar em vez de dar o peixe (é isso que significa bolsa familia, ou bolsa família significa COMPRAR os votos das pessoas que tem menos condição de perceber as coisas que acontecem nas altas esferas politicas do país).

Não Frei Beto, eu não vou com você, se você com os fatos que você não deve ter precisado estudar muito para elencar em seu texto, tivesse antes do primeiro turno me convidado para uma cruzada em busca de procurarmos eleger uma outra tendência, e pedido apoio a qualquer um dos candidatos que não passaram ao segundo turno, você talve me tivesse convencido. Mas agora nesse seu caminho eu não vou. Venha você num dos caminhos que eu posso seguir: vamos votar nulo; vamos fazer a revolução; vamos alugar o Brasil; vamos explodir este país, vamos nos matar de desgosto; vamos fazer qualquer coisa, mas não me peça pra eu esquecer por que eu lutei anos para colocar o PT e o Lula no poder, nem pra que eu esqueça que ao chegar ao poder ele traiu a confiaça que eu depositei nele estes anos todos, porque isso eu não farei.

Vou te confidenciar uma coisa, eu me arrependi do meu voto de 2002, se tivéssemos elegido o Serra, pelo menos ainda teríamos no congresso um contraditório de oposição que era sólida e funcionava, pelo menos na oposição o PT funcionava, e hoje ganhe quem ganhar, aquele projeto neoliberal da manutenção do status quo no Brasil, será levado a diante por quem ganhar e não haverá oposição quanto a isso porque somados os partidos que defendem este pensamento PT, PSDB, PFL e PMDB (sim eles estão todos juntos) formam uma maioria esmagadora no congresso.


Eu não sei se votarei no Alckimim frei Beto, mas eu sei que eu não votarei no Lula, isso eu sei.


EDmundo Fontela Emediato Grieco é apenas um cidadão que não vai se deixar levar por uma conversa fiada de ele não sabia, ou foi uma ovelha negra da família que fez essas bobagens todas.


CARTA ABERTA AOS ELEITORES CRISTÃOS

Frei Betto

A 29 de outubro escolheremos quem governará o Brasil nos próximos 4 anos: Lula ou Alckmin. Os dois são cristãos. Os dois nunca deram mostras de tendência fundamentalista, a de querer submeter a política à autoridade de uma Igreja ou religião.

A política é laica, ou seja, neutra em matéria de religião. Ela visa ao conjunto da população, sem levar em conta as convicções religiosas do cidadão ou cidadã. A todos o governo tem a obrigação de servir, assegurando-lhes direitos, proteção e o mínimo de bens para que possam viver com dignidade.

Se nenhuma religião tem o direito de tutelar a política, isso não significa que a política deva se confinar no pragmatismo do jogo de poder. A política se apóia em valores éticos. E nós, cristãos, temos como fonte de valores a Palavra de Jesus. É à luz do Evangelho que avaliamos todas as esferas da atividade humana, inclusive a política ­ que é a mais importante delas, pois influi em todas as outras.

Para Jesus, o dom maior de Deus é a vida. Está mais próxima do Evangelho a política que favorece condições dignas de vida à maioria da população. É neste ponto que as políticas do PSDB e do PT ganham contornos diferentes. Os dois partidos tiveram desvios éticos? Sem dúvida. Como ironiza Jesus, atire a primeira pedra quem não tem pecadoŠ Errar é humano. Persistir no erro é abominável. Se um membro da família erra, não se pode condenar por isso toda a família.

O grave é quando a família toda abraça o caminho do erro.Este foi o caso do PSDB, partido de Alckmin, nos 8 anos em que FHC (Fernando Henrique Cardoso) governou o Brasil (1994-2002). Empresas públicas foram privatizadas. Grandes empresas brasileiras ­ Vale do Rio Doce, Embratel, Telebrás, Usiminas etc - patrimônios do povo brasileiro, cujos lucros engordavam os cofres do Estado, foram vendidas a preço de banana, e os lucros passaram a ser embolsados por corporações privadas, muitas delas estrangeiras.

Lula não privatizou o patrimônio público. Eleger Alckmin pode ser o primeiro passo para a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios.

No governo FHC, as políticas sociais eram tímidas e assistencialistas. O Comunidade Solidária era uma iniciativa nanica comparada à grandiosidade do Bolsa Família, que hoje distribui renda para mais de 40 milhões de pessoas. Graças a isso, de cada 100 brasileiros que viviam na miséria, nos últimos 4 anos 19 passaram à classe média.

No governo Lula houve, sim, desvios éticos: o caso Waldomiro Diniz; o mensalão e os sanguessugas; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Brasília; o dossiê contra Serra. Não há nenhuma prova de que o presidente soubesse antecipadamente dessas operações inescrupulosas. E ao virem a público, ele tratou de demitir os envolvidos.

No governo FHC, dinheiro público foi usado para tentar socorrer bancos privados: o Proer. O Banco Econômico recebeu R$ 9,6 bilhões. Instalou-se uma CPI que, controlada pelo Planalto, justificou a maracutaia e nunca investigou a Pasta Rosa que continha os nomes de 25 deputados federais subornados pelo Econômico.

Houve ainda os casos dos precatórios; da compra de votos para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC; do socorro aos bancos Marka e FonteCidam no valor de R$ 1,6 bilhão (os tucanos impediram a instalação da CPI para investigar o caso); as falcatruas na Sudam etc. Nada foi apurado, porque o Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, conhecido como engavetador-geral, engavetou, até maio de 2001, 242 processos contra o governo e arquivou outros 217, livrando os suspeitos de qualquer investigação: 194 deputados federais, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros, e o próprio presidente da República.

O governo FHC tratou os movimentos populares como caso de polícia, e não de política. Remeteu o Exército para reprimir o MST e os petroleiros em greve. Lula jamais criminalizou movimentos sociais e, sob o seu governo, a Polícia Federal levou à prisão gente graúda, dos donos de uma grande cervejaria a juízes, e inclusive petistas envolvidos no caso do dossiê anti-Serra.

O governo Lula reforçou a soberania do Brasil. Repudiou a Alca proposta pelo governo Bush; condenou a invasão do Iraque; visitou a cada ano países da África; abriu as portas de nossas universidades a negros e indígenas; estendeu energia elétrica aos mais distantes rincões; manteve a inflação sob controle; impediu a alta do dólar; reduziu os preços dos gêneros de primeira necessidade; ampliou o poder aquisitivo dos mais pobres, através do aumento do salário mínimo.

Lula ainda nos deve muito do que prometeu ao longo de suas campanhas presidenciais, como a reforma agrária. Porém, o Brasil e a América Latina serão melhores com ele do que sem ele. Se você está convencido disso, trate de convencer também outros eleitores.

Vamos votar na vida ­ e vida para todos (João 10,10). Vamos reeleger Lula presidente!

Frei Betto é frade dominicano e escritor, autor de 53 livros, e assessor de movimentos sociais



quinta-feira, junho 01, 2006

O Blog na Rede (mês de maio de 2006)

Neste mês, tivemos apenas um post:

O Universo Infantil







Ainda não temos dados sobre visitação.  Mas volto a colocar para um eventual visitante, a razão de ser do blog, expressa no seu primeiro post, ora repetido aqui.


Apresentação


Este Blog é espaço para um tributo à liberdade de todos nós.
Discutiremos tudo. Sem censura. Escreva pra mim. Eu publico seu texto e respondo. (concordando ou discordando que da MINHA liberdade eu não abro mão) .

Como também não abro mão da SUA liberdade o assunto você decide (futebol politica e religião são bem vindos, não temos medo de polemica).

MANTENHAMOS UM BOM NÍVEL, POR FAVOR.

Quer publicar um texto?
Escreva para: blogdoed@gmail.com

Polemize aqui não haverá linha editorial ou tendência exponha seus argumentos e os veja confrontados (ou reforçados). Quer falar bobagem? Expor sua arte? Tente colocá-la aqui.

Nosso lema: "Defenderei até a morte o direito de dizê-lo, mas não concordo com nada do que disse."

Muito obrigado pela sua atenção.

ED

Publicado originalmente em 14/04/2006



quarta-feira, maio 03, 2006

O Universo Infantil

"Papai Padudo que horas são?
Cinco e sessenta."

Quem foi criança na mesma época que eu deve se lembrar disso tão bem quanto eu. Quis usar essa citação pra começar este texto exatamente para começarmos uma análise sobre a linguagem das crianças. Acho muito interessante a forma como nós quando crianças tínhamos e estávamos sempre criando novos símbolos para nos comunicar com o mundo, e como os adultos também de sua parte criavam e trabalhavam estes símbolos de forma a estabelecer uma comunicação acessível as crianças utilizando estas ferramentas até para a própria educação das crianças. Esses processos continuam acontecendo com as crianças de hoje, e continuarão acontecendo sempre, porque em princípio todas as crianças precisam de símbolos, imagens, e verbetes facilmente assimiláveis para ir estabelecendo contato com a realidade a medida que amadurecem. É por isso que eu, e acredito que vocês também, se sentiam bem a vontade vendo programas infantis na TV, lendo livros infanto-juvenis, ou fazendo quaisquer outras atividades indicadas a crianças. Essa forma de comunicação era a coisa mais importante no mundo para nós crianças, e isso é perfeitamente natural. Dá mesma forma que bem pequenos aprendemos a chorar quando tínhamos com fome, ou a fazer birra quando contrariados. Com o tempo fomos aprendendendo outras formas de nos comunicar e nos transformando a medida que amadurecíamos, cada criança no seu próprio tempo, que dependia além de si mesma, do ambiente em que estava inserida e da educação que lhe era fornecida. Eu como já cresci, e ainda não tenho filhos estou bastante afastado desse tipo de linguagem, mas ainda me lembro de como era.

Podem me chamar de antiquado ou retrógrado, mas ainda acho que a criação das crianças do modo tradicional de antigamente, a criação pela qual eu passei ainda é, e será sempre a forma mais coerente de educar uma criança. Apanhei quando fiz por onde e tive meus castigos merecidos. Sou eternamente grato aos meus pais pela formação que me proporcionaram e acho que eles obtiveram sucesso em me educar. sou portanto contra essas teorias modernas de educação de crianças que pra mim tem gerado uma infinidade de crianças inconsequentes e sem limites.

Você pode estar se perguntando: "Porque este rapaz esta falando assim?" Já lhe explico: se eu fosse o pai desse Garothinho dava uma surra de vara nele para ver se ele aprendia a dar piti a toa. Uma criança tem que aprender que não pode ficar fazendo birra em público só porque o Joãozinho falou pra todo mundo que ele fez coisa feia. E principalmente se ele tiver mesmo feito essa coisa feia como os documentos em poder dos Joãozinhos atestam que ele fez mesmo. Sei que eles são de família muito religiosa e não sei se essa religião deles não permite que um pai aplique um bom corretivo em seu filho mas pra mim está bem claro que tá faltando e "côro" pra dar um jeito desse garoto deixar de ser uma criança mimada.

E por falar em criança mimada Evinho meu filho, você tem que aprender que as outras crianças têm os brinquedos delas, e parar de querer tomá-los, se elas são mais ricas e têm brinquedos melhores, não adianta você ficar brigando com eles, tentando tomar os brinquedos deles e os quebrando. Assim você acaba ficando sem amigos e brincando sozinho, menino. Eles vão pegar os brinquedos deles e vão pra longe de você que não vai poder nem ver as maravilhas que eles têm. Êta minino levado. (eu não gostava daquela lei que tratava os indios como incapazes, como se eles fossem crianças, mas o Evo me mostrou que os índios por mais que alcancem posição de importância podem ser realmente tão infantis quanto um Garothinho mau criado que se recusa a comer o seu papa. Mas quem sabe falando assim com ele, ele possa melhorar um pouco sua postura em relação ao mundo.)

Não vou dizer mais nada. estou muito velho pra ficar falando de traquinagem de crianças.

Se você tiver um assunto mais sério pra conversarmos: blogdoed@gmail.com

Muito Obrigado.

ED


segunda-feira, maio 01, 2006

O Blog na Rede (mês de abril de 2006)

Iniciado este blog, no mês passado, não temos, infelizmente, quaisquer dados acerca de visitação, tivemos um comentário, do nobre amigo Mendelson.



 Foram quatro textos postados, sendo eles:




   Por enquanto foi isso há de vir mais pela frente, por enquanto, repito aqui o post inicial que trás os objetivos desse espaço:

Aberto Livre e Sem Censura


Apresentação


Este Blog é espaço para um tributo à liberdade de todos nós.
Discutiremos tudo. Sem censura. Escreva pra mim. Eu publico seu texto e respondo. (concordando ou discordando que da MINHA liberdade eu não abro mão) .

Como também não abro mão da SUA liberdade o assunto você decide (futebol politica e religião são bem vindos, não temos medo de polemica).

MANTENHAMOS UM BOM NÍVEL, POR FAVOR.

Quer publicar um texto?
Escreva para: blogdoed@gmail.com

Polemize aqui não haverá linha editorial ou tendência exponha seus argumentos e os veja confrontados (ou reforçados). Quer falar bobagem? Expor sua arte? Tente colocá-la aqui.

Nosso lema: "Defenderei até a morte o direito de dizê-lo, mas não concordo com nada do que disse."

Muito obrigado pela sua atenção.

ED

Publicado originalmente em 14/04/2006



sábado, abril 29, 2006

Medo X Esperança X Traição X Postura

Vocês se lembram há quatro anos durante a campanha para presidente aquela polêmica que deu aquela coisa da propaganda politica do medo contra a esperança? Pois é. Se não lembram vamos recordar: um dia apareceu na propaganda do José Serra aquela atriz, que já foi namoradinha do Brasil, a Regina Duarte, fazendo um papel mais deprimente que aquelas Helenas chatíssimas que o rei maior da alienação Manoel Carlos inventa para ela. Regina aparecia falando do medo que ela tinha de ver o país sendo presidido por uma pessoa sem estudo, sem preparo e semexperiência, por isso ela ia votar no Serra que tinha sido ministro e inventado os genéricos (excelente invenção pra um doutor antes de ser bacharel). Foi criticadíssima essa participação. Pouco depois, outra atriz, também Duarte, só que com mais a dizer, mulher corajosa, de atitude, inteligente e linda (com todo respeito, Oswaldo Montenegro). Era a Paloma Duarte, que apareceu na propaganda o Lula, o recado que ela trazia não diminuía os avanços alcançados pelo país em qualquer área, mas apontava as mazelas que ainda se impunham (e que ainda se impõem) ao nosso povo e da esperança que ela tinha de essa situação mudasse se o Brasil tivesse um governante mais preocupado com o povo pobre deste país e que tivesse uma outra lista de prioridades. Essa participação foi aplaudidíssima e não por acaso pertenceu a campanha vitoriosa.

O meu voto em particular não foi decidido por esse embate de atrizes, ela estava decidido desde quando eu aos 10 anos de idade acompanhei pela TV uma campannha maior e mais bonita 1989.
Nessa época eu vi realmente mobilização de um povo realmente esperançoso votando a maior parte deles pela primeira vez; os artistas, os intelectuais, os líderes de movimentos sociais, de associações de bairros, aquelas pessoas que se preocupam, aquela parcela da população que votaria com certeza mesmo que o voto não fosse obrigatório todos cantando que queriam que brilhasse a nossa estrela. Foi ali que decidi meu voto pelo Lula, mas lá ele perdeu pr'aquele político fabricado pelo Sr. Roberto, nosso antigo cidadão Kane.

O que seguiu aquela eleição com aquele governo de "marketismo" e depois de escândalos só me fez ficar ainda mais certo dos votos que eu viria a dar.

Mas enfim em 2002 Lula venceu. Era a chegada ao poder daquela parcela da população que queria distribuição de renda, educaçãoe saúde públicas de qualidade para o povo sofrido que faz a riqueza dessa nação. Era a hora de virar um país sério, onde trilharíamos, enfim, um caminho de desenvolvimento que troxesse benefício para todos os que participam dessa construção.

Pelo menos era pra ser. E seria não fosse a traição que sofremos do nosso candidato. A tão propalada mudança que esperávamos não veio. Veio uma outra em direção oposta, mais radicalismo em seguir regras ditadas por um mercado onde quem ganha mais é quem manda no jogo, e nenhum brasileiro manda no jogo, quem ganha um pouco são os mesmo que ganhavam antes, aquela velha classe dominante do Brasil. E quem financia esses ganhos? Os miseráveis, os pobres e a quase extinta classe média do país. Não bastasse isso, ainda fomos obrigados a ver que se houve alguma coisa em que nossos novos governantes mostraram ter bom tino foi em usar verbas públicas em benefício privado, coisa que fizeram da forma mais exageradamente grande que nem na época do império foi tão descabida. Nem na honestidade coisa que tinhamos certeza que teríamos fomos atendidos.

O resumo dessa história até aqui é esse: A Esperança venceu o Medo. A Traição venceu a Esperança.

Mas dos meus votos, não me arrependo não. Não compactuo com o que está aí, nem com o que antes estava. Aprendi com o que já aconteceu, como espero que também a sociedade brasileira aprenda, e acredito que um dia aprenderá. Meus candidatos doravante são aquelas pessoas que eram oposição no "governo só dos ricos", e que também são oposição no "governo ainda mais só dos ricos".

Assim quem sabe um dia A Postura vença a Traição.

Agradecido pelo tempo dedicado a esta leitura, fico a disposição para publicar seu artigo, diga ele o que disser. blogdoed@gmai.com .

ED


sábado, abril 22, 2006

O Melhor do Mundo

O Telê morreu ontem. Me força a voltar a falar e futebol aqui neste espaço. Ele era definitivamente um cara diferenciado. dois títulos mundiais, dois do campeonato brasileiro, dirigiu a seleção brasileira em duas copas do mundo, foi o campeão de longevidade em clubes do Brasil, isso por si dá uma idéia da qualidade do trabalho e da pessoa do Telê.

Mas ele era mais. O último romântico do futebol, um cara que formou jogadores, homens, dirigentes e clubes. Fazia cartolas trabalharem como homens sérios, montava grandes times, recheando-os de jogadores comuns, fazia jogadores com potencial se transformarem em verdadeiros craques de bola.

Fazia o futebol ser bonito, sério e leal. Há pessoas que só gostam de futebol hoje, porque o Telê mostrou que o futebol podia não ser só daquele jeito que era até então.

Só é pena que ele não pode ensinar os zagueiros do Brasil a jogar bola antes de ser atrapalhado por eles em sua grande obra. Porque se os zagueiros jogassem lealmente, como ele apregoava antes de 82 e o Reinaldo pudesse ter chegado inteiro àquela copa, ninguém saberia hoje quem é Paolo Rossi. E aquele time, o que apresentou futebol mais incomparável da história do futebol teria sido campeão e se tornado referência para todo o futebol que se desenvolvesse de lá pra cá.

É verdade que eu por minhas próprias preferências clubísticas sempre torci mais contra do que a favor do Telê, mas justiça seja feita, se o Pelé é o maior jogador de todos os tempos e nunca será alcançado, e essa é uma verdade da qual não discordo, e essa verdade só não é uma unanimidade pra não ser burra (obrigado Nelson Rodrigues), o Telê será para sempre o melhor de todos o treinadores, e se essa verdade não será também uma unanimidade pelo mesmo motivo, penso que deve se aproximar mais dela do que o próprio Pelé.

Era gênio, e como gênio fez o futebol ficar melhor do que era antes dele.

Isso não é tudo que eu queria, deveria ou poderia dizer sobre o mestre, mas não vou dizer mais nada.

Vá em paz e muito obrigado.

ED.


sexta-feira, abril 21, 2006

A Gripe

Tem essa Gripe da moda, e há algumas coisas que eu quero dizer sobre ela. A primeira coisa que tem que ser posta é uma crítica, talvez aos médicos, talvez aos jornalistas (aqui um aparte, quem sou eu para querer fazer isso de criticar a imprensa, com a qualidade que ela merece; isso só o Alberto Dines e o pessoal do observatório da imprensa. A eles minhas sinceras reverências, eles que fazem talvez o único programa de televisão do mundo que em todas as suas edições tem qualidade e relevância / pra criticar os médicos tenho ainda menos gabarito, ainda assim...) ou talvez a ambos. Minha crítica inicial é aos apelidos que que têm dado a esta gripe da moda: 'Gripe Asiática', 'Gripe do Frango', 'Gripe Aviária', 'Sindrome Respiratória Aguda Grave', ou sua sigla em inglês 'SARS'. Todos estes apelidos têm tanta relevância quanto 'Gripe Hilda Furacão' ou 'Gripe Fidel Castro'. Explico: tais nomes, simplesmente não distinguem essa gripe de nenhuma outra, veja bem: O vírus que causa a gripe é o Influenza, vírus extremamente mutante, e de mutação muito rápida, que é originariamente e preferecialmente parasita de aves. (gripe aviária?). Por ser um vírus extremamente mutante nunca teremos imunização completa a ele pois nos imunizamos, ele muda, e ficamos de novo suscetíveis a gripe. Por ser tão mutante, existem diversas cepas do Influenza, e a cada nova cepa o vírus se espalha via de regra em proporções mundiais. Com sua quase infinita capacidade de se adaptar, as cepas do vírus se adaptam a parasitar homens e essas passam ser cepas de gripe humana, essa transição se dá quase sempre dos Galináceos para os humanos devido as intensas relações entre essas espécies com criações de galinhas e sua utilização em alimentação. (gripe do frango?). Devido a enorme concentração de seres humanos e galináceos na Ásia (principalmente ao sul) é nessa região que essa transição quase sempre ocorre. (Gripe Asiática?). Hoje a ciência sabe que que de tempos em tempos acontece uma mutação mais importante no vírus da gripe e essa modificação mais brusca "pega" nossos organismos desprevenidos, por isso a doença ocorre de uma forma mais grave, ou seja quando o organismo não está prevenido o Influenza pode até matar, é por isso que doentes de AIDS podem morrer de gripe. (Síndrome Respiratória Aguda Grave? ou SARS?).
Chamemo-la pois de Gripe Grave apenas.

Devo dizer também que fico realmente sensibilizado com todos os esforços de todos os povos do mundo para diminuir os efeitos que a inevitável pandemia trará. Só discordo do excesso de alarmismo alardeado a quatro cantos. A doença realmente vai se espalhar e pessoas vão morrer, é fato, mas não haverá recessão mundial, crise ou quebradeira, haverá setores da economia que comemorarão o surto, como a industria farmaceutica. O crescimennto populacional desenfreado em diversas partes do mundo será levemente dimunuído durante a época dos contágios, diminuirá também o desemprego, e a escasses de alguns recursos. Será ruim pra quem morrer, quem ficar talvez chore alguns mortos, mas não será nenhum fim do mundo. A vida vai continuar....

Agora realmente me deixa triste ver o nosso presidente (aquele mesmo da história 'Lulalá e os quarenta mensalões' que não tem nenhuma originalidade)* na TV dizendo que: "O Brasil está preparado pra Gripe Grave.", se ele tivesse dito: "A economia do Brasil não sofrerá maiores consequências" eu o aplaudiria veementemente, porque acredito nisso. Mas nenhum país está pronto para reduzir ao máximo os contágios e as mortes, e não é o país do SUS que estaria. Quando o ouvi dizendo aquilo, meu cérebro automaticamente traduziu: "Muita gente vai morrer aqui mas a República Federativa do Brasil não se preocupa com isso.", e isso dito pelo líder máximo do país. É triste.

E isso é tudo o que eu tinha a dizer sobre isso. Muito obrigado pela atenção. O endereço blogdoed@gmail.com é seu canal para falar desse ou de qualquer outro assunto que desejar aos nossos leitores.


ED


* "Lulalá e os Quarenta Mensalões" é paráfrase genial de Mendel, nosso co-editor que eu não resisti e usei na frente dele. Mas o fiz a devida reverência que se deve prestar aos mestres.


quarta-feira, abril 19, 2006

O Mais Importante

Como primeira discussão deste blog, resolvi começar com um assunto importante. Acho fácil falar sobre coisas importantes, dificil é descobrir o que é importante para ser falado. Poderíamos discutir as absolvições no Congresso, o sigilo do caseiro, a máquina trabalhando pelo poder constituído, afinal este ano é ano de eleição, a primeira do pós-mensalão, mas isso não é assim tão importante pra gente começar este blog. Quem sabe falar do terceiro ano da invasão no Iraque, a preparação para a invasão do Irã, o banho maria em que está o planejamento da invasão da Coréia do Norte, ou da Venezuela, quem sabem mais tarde até a do Brasil, ou quaisquer outros planos de interferência da potência hegemônica do norte em todo os povos deste planeta, mas que importância tem isso. Acho que menos que aquela passarela do Oscar que o Aécio mandou construir entre o metrô e centro de convenções, pra ser usada no encontro do BID e depois nunca mais. Michele Bachelet, Angela Merkhel, Evo Morales e o Gás natural? Bons temas falaremos de tudo isso, mas em pleno 2006 eu não poderia começar com alguma coisa menos importante para nós, Povo Brasileiro, do que a Seleção para a Copa da Alemanha. (Você não concorda? O povo mais genial que já existiu sobre o qual está fundada toda a sociedade que existe hoje é que inventou essa história de pão e circo, não fui eu, então apenas sigamos aos mestres e falemos sobre nosso mais importante circo.)

Nosso técnico é o Parreira. Eu fico impressionado de como ainda há nos jornais discussões e enquetes sobre as pretensas vagas que ainda restam no grupo. Então vamos entrar nessa jogada:
O Dida e o Júlio César são os dois primeiros goleiros, para terceira vaga tem essa guerra na imprensa, que eu não sei porque, o terceiro goleiro não vai jogar nem um minuto da Copa. Então, que importa se vai ser o Marcos Rogério Ceni ou o Gomes? Mas vamos lá: é minha opinião que o terceiro goleiro deveria ser um jovem que estivesse sendo preparado para ser titular da Seleção um dia. Daí as melhores opções são o Gomes, o Bruno e o Fábio; Eu prefiro o Gomes e, dentre estas opções que eu dei, o Parreira também. Mas isso não importa porque o Parreira deve levar o Marcos mesmo (vai ser teimoso assim!).
Ricardinho ou Alex? Isso nem dá pra discutir. O Alex joga mais e é o único jogador que pode dar uma modificada no esquema sempre cauteloso do Parreira, ou seja, favas contadas: o Ricardinho será o convocado.
Agora no ataque tem aqueles três candidatos pra último reserva (eu acho linda esta disputa!) Nilmar, com todo respeito, você só poderia ser convocado para a seleção da Argentina. Assim o Tévez podia te colocar na cara do gol toda hora. Mas no Brasil, sinto muito. Ricardo Oliveira: eu duvido que consiga ser titular do São Paulo nesses três meses que vai ficar por aqui, o Alex Dias que já é reserva hoje é muito melhor que ele. Só sobra o Fred, e esse caboclo é virado pra lua, viu. Quem acompanhou sua carreira sabe, o risco é ele estando no grupo todos os titulares se machucarem forçando a sua escalação, só não acho que o risco é grande porque com a sorte que ele tem ele entra e acaba com a Copa. Além do mais o Zagallo sabe que "Fred Convocado" tem treze letras. Então está decido.

Agora para a reserva do Roberto Carlos, acho melhor chamar o Erasmo, porque as opções colocadas aí são sofríveis e eu me recuso a discutir qualquer opção e seja o que for que o Parreira levar eu espero que, em caso de necessidade, seja escalado o Zé Roberto pro lugar dele, pras próximas Copas é rezar pra aparecer algum lateral esquerdo que saiba jogar bola neste país.

Pronto é esta a minha opinião sobre o assunto mais importante do momento. Quem quiser falar sobre isso, ou sobre qualquer outra coisa, blogdoed@gmail.com .

É isso aí, obrigado pela sua atenção. Da próxima vez , talvez fale sobre o alterego do Willy Gonzer, o Bento XVI. até...

ED